O Microempreendedor Individual (MEI) é uma das principais portas de entrada para a formalização no Brasil. Criado para simplificar a vida de autônomos e pequenos empreendedores, o regime oferece tributação reduzida, CNPJ ativo e acesso a benefícios da Previdência.
Evite perder o MEI: veja os erros que causam exclusão
Veja os principais erros que podem excluir o MEI em 2026 e como evitar multas, perda de benefícios e desenquadramento.
No entanto, descumprir as regras pode resultar em multas, perda de direitos previdenciários e até exclusão do regime, obrigando o empreendedor a migrar para uma categoria com mais custos e burocracia.
Entender os principais erros é fundamental para manter o CNPJ regular e evitar prejuízos.
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Regras básicas para permanecer como MEI
Para continuar enquadrado como MEI, o empreendedor deve cumprir critérios definidos pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do Simples Nacional.
Entre as exigências estão:
- faturamento anual de até R$ 81 mil;
- não ser sócio, titular ou administrador de outra empresa;
- exercer apenas atividades permitidas na lista oficial de CNAEs;
- ter no máximo um funcionário, com salário mínimo ou piso da categoria;
- pagar mensalmente o DAS;
- entregar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI).
O descumprimento dessas regras pode gerar desenquadramento automático.
Falta de pagamento do DAS: o erro mais comum
O Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) é a contribuição mensal obrigatória do MEI. O valor é fixo e inclui:
- INSS (Previdência);
- ICMS (para comércio);
- ISS (para serviços).
Deixar de pagar o DAS não gera apenas juros e multa. As consequências podem ser mais amplas.
Impactos da inadimplência
Sem pagamento regular:
- o tempo não conta para aposentadoria;
- há perda do direito a auxílio-doença;
- pode haver impedimento para salário-maternidade;
- a dívida pode ser inscrita na Dívida Ativa da União;
- o CPF pode ficar com restrições.
Em fiscalizações anuais, débitos acumulados podem levar à exclusão do SIMEI (Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais).
Receita Federal pode desenquadrar o MEI
A Receita Federal realiza verificações periódicas de débitos e pendências. Caso existam irregularidades e o empreendedor não regularize dentro do prazo, o CNPJ pode ser excluído do SIMEI.
Nesse cenário, o empresário passa automaticamente a ser enquadrado como Microempresa (ME) no Simples Nacional.
O que muda ao deixar de ser MEI
- tributação baseada no faturamento;
- aumento de obrigações acessórias;
- necessidade de contador;
- maior custo operacional.
Para quem tem faturamento baixo, essa mudança pode impactar significativamente a margem de lucro.
Principais erros que levam à exclusão do MEI
1. Ultrapassar o limite de faturamento
O limite anual é de R$ 81 mil (média de R$ 6.750 por mês).
Se ultrapassar:
- até 20% (R$ 97.200): o desenquadramento ocorre no ano seguinte;
- acima de 20%: pode haver exclusão retroativa, com cobrança de impostos e multa.
Exemplo prático:
Um MEI que fatura R$ 110 mil no ano pode ser reenquadrado retroativamente, pagando impostos como se fosse Microempresa durante todo o período.
2. Exercício de atividade não permitida
O MEI possui uma lista específica de atividades autorizadas. Serviços intelectuais regulamentados, como advocacia e engenharia, por exemplo, não são permitidos.
Inserir um CNAE incompatível pode gerar exclusão imediata.
3. Participação em outra empresa
O microempreendedor não pode ser sócio, administrador ou titular de outro CNPJ.
Se o CPF estiver vinculado a outra empresa, o desenquadramento pode ocorrer por decisão administrativa.
4. Contratação irregular de funcionário
O MEI pode contratar apenas um empregado.
Além disso:
- o salário deve ser o mínimo ou o piso da categoria;
- é obrigatório recolher FGTS e INSS corretamente.
Contratar dois funcionários ou descumprir regras trabalhistas pode resultar em exclusão.
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5. Débitos prolongados e irregularidades cadastrais
Longos períodos sem pagamento do DAS ou inconsistências cadastrais também são causas frequentes de exclusão.
Pendências na inscrição municipal ou estadual, quando exigidas, podem agravar a situação.
Como evitar a exclusão do MEI
Manter o CNPJ ativo e regular exige organização.
Controle financeiro mensal
Acompanhe o faturamento para não ultrapassar o limite anual.
Pagamento do DAS em dia
O boleto pode ser emitido pelo Portal do Empreendedor ou pelo aplicativo oficial.
Entrega da declaração anual
A DASN-SIMEI deve ser enviada até 31 de maio de cada ano.
Acompanhamento com contador
Embora o MEI não seja obrigado a ter contador, o suporte profissional pode evitar erros, especialmente quando o negócio começa a crescer.
Quando vale a pena migrar voluntariamente
Em alguns casos, o crescimento do negócio torna inevitável a mudança para Microempresa.
Se o faturamento estiver próximo do limite ou houver necessidade de contratar mais funcionários, pode ser estratégico planejar a migração para o Simples Nacional antes de sofrer exclusão automática.
Considerações finais
O MEI é um modelo simplificado e vantajoso, mas exige disciplina.
Ultrapassar o limite de faturamento, deixar de pagar o DAS, exercer atividade não permitida ou manter débitos acumulados são os principais fatores que levam à exclusão.
Com organização financeira, atenção às regras e acompanhamento regular da situação fiscal, é possível manter o CNPJ ativo e garantir os benefícios previdenciários e tributários do regime.
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