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Evite perder o MEI: veja os erros que causam exclusão

Veja os principais erros que podem excluir o MEI em 2026 e como evitar multas, perda de benefícios e desenquadramento.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
MEI

O Microempreendedor Individual (MEI) é uma das principais portas de entrada para a formalização no Brasil. Criado para simplificar a vida de autônomos e pequenos empreendedores, o regime oferece tributação reduzida, CNPJ ativo e acesso a benefícios da Previdência.

No entanto, descumprir as regras pode resultar em multas, perda de direitos previdenciários e até exclusão do regime, obrigando o empreendedor a migrar para uma categoria com mais custos e burocracia.

Entender os principais erros é fundamental para manter o CNPJ regular e evitar prejuízos.

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Regras básicas para permanecer como MEI

Para continuar enquadrado como MEI, o empreendedor deve cumprir critérios definidos pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do Simples Nacional.

Entre as exigências estão:

  • faturamento anual de até R$ 81 mil;
  • não ser sócio, titular ou administrador de outra empresa;
  • exercer apenas atividades permitidas na lista oficial de CNAEs;
  • ter no máximo um funcionário, com salário mínimo ou piso da categoria;
  • pagar mensalmente o DAS;
  • entregar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI).

O descumprimento dessas regras pode gerar desenquadramento automático.

Falta de pagamento do DAS: o erro mais comum

O Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) é a contribuição mensal obrigatória do MEI. O valor é fixo e inclui:

  • INSS (Previdência);
  • ICMS (para comércio);
  • ISS (para serviços).

Deixar de pagar o DAS não gera apenas juros e multa. As consequências podem ser mais amplas.

Impactos da inadimplência

Sem pagamento regular:

  • o tempo não conta para aposentadoria;
  • há perda do direito a auxílio-doença;
  • pode haver impedimento para salário-maternidade;
  • a dívida pode ser inscrita na Dívida Ativa da União;
  • o CPF pode ficar com restrições.

Em fiscalizações anuais, débitos acumulados podem levar à exclusão do SIMEI (Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais).

Receita Federal pode desenquadrar o MEI

A Receita Federal realiza verificações periódicas de débitos e pendências. Caso existam irregularidades e o empreendedor não regularize dentro do prazo, o CNPJ pode ser excluído do SIMEI.

Nesse cenário, o empresário passa automaticamente a ser enquadrado como Microempresa (ME) no Simples Nacional.

O que muda ao deixar de ser MEI

  • tributação baseada no faturamento;
  • aumento de obrigações acessórias;
  • necessidade de contador;
  • maior custo operacional.

Para quem tem faturamento baixo, essa mudança pode impactar significativamente a margem de lucro.

Principais erros que levam à exclusão do MEI

1. Ultrapassar o limite de faturamento

O limite anual é de R$ 81 mil (média de R$ 6.750 por mês).

Se ultrapassar:

  • até 20% (R$ 97.200): o desenquadramento ocorre no ano seguinte;
  • acima de 20%: pode haver exclusão retroativa, com cobrança de impostos e multa.

Exemplo prático:
Um MEI que fatura R$ 110 mil no ano pode ser reenquadrado retroativamente, pagando impostos como se fosse Microempresa durante todo o período.

2. Exercício de atividade não permitida

O MEI possui uma lista específica de atividades autorizadas. Serviços intelectuais regulamentados, como advocacia e engenharia, por exemplo, não são permitidos.

Inserir um CNAE incompatível pode gerar exclusão imediata.

3. Participação em outra empresa

O microempreendedor não pode ser sócio, administrador ou titular de outro CNPJ.

Se o CPF estiver vinculado a outra empresa, o desenquadramento pode ocorrer por decisão administrativa.

4. Contratação irregular de funcionário

O MEI pode contratar apenas um empregado.

Além disso:

  • o salário deve ser o mínimo ou o piso da categoria;
  • é obrigatório recolher FGTS e INSS corretamente.

Contratar dois funcionários ou descumprir regras trabalhistas pode resultar em exclusão.

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5. Débitos prolongados e irregularidades cadastrais

Longos períodos sem pagamento do DAS ou inconsistências cadastrais também são causas frequentes de exclusão.

Pendências na inscrição municipal ou estadual, quando exigidas, podem agravar a situação.

Como evitar a exclusão do MEI

Manter o CNPJ ativo e regular exige organização.

Controle financeiro mensal

Acompanhe o faturamento para não ultrapassar o limite anual.

Pagamento do DAS em dia

O boleto pode ser emitido pelo Portal do Empreendedor ou pelo aplicativo oficial.

Entrega da declaração anual

A DASN-SIMEI deve ser enviada até 31 de maio de cada ano.

Acompanhamento com contador

Embora o MEI não seja obrigado a ter contador, o suporte profissional pode evitar erros, especialmente quando o negócio começa a crescer.

Quando vale a pena migrar voluntariamente

Em alguns casos, o crescimento do negócio torna inevitável a mudança para Microempresa.

Se o faturamento estiver próximo do limite ou houver necessidade de contratar mais funcionários, pode ser estratégico planejar a migração para o Simples Nacional antes de sofrer exclusão automática.

Considerações finais

O MEI é um modelo simplificado e vantajoso, mas exige disciplina.

Ultrapassar o limite de faturamento, deixar de pagar o DAS, exercer atividade não permitida ou manter débitos acumulados são os principais fatores que levam à exclusão.

Com organização financeira, atenção às regras e acompanhamento regular da situação fiscal, é possível manter o CNPJ ativo e garantir os benefícios previdenciários e tributários do regime.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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