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MEI pode ter novo limite de faturamento de R$ 140 mil; veja o que muda

Governo prepara proposta para elevar o limite do MEI para R$ 140 mil até 2028. Projeto também prevê contratação de até dois funcionários.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
mei

Milhões de microempreendedores individuais podem ser beneficiados por uma das maiores mudanças já discutidas para o regime do MEI. O governo federal deve encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta que eleva gradualmente o limite de faturamento anual da categoria dos atuais R$ 81 mil para R$ 140 mil até 2028.

A medida atende a uma antiga reivindicação de empreendedores e parlamentares, que argumentam que o teto atual não acompanha a inflação acumulada e o crescimento dos pequenos negócios nos últimos anos.

Além do aumento do faturamento permitido, o projeto também prevê mudanças importantes nas regras de contratação de funcionários e pode abrir espaço para novos debates sobre a sustentabilidade do regime.

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O que é o MEI

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O Microempreendedor Individual foi criado para formalizar trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores que atuavam na informalidade.

O modelo oferece uma série de vantagens, como:

  • Emissão de notas fiscais;
  • Acesso a benefícios previdenciários;
  • Contribuição simplificada;
  • Menor burocracia tributária;
  • Possibilidade de contratar funcionário.

Atualmente, o MEI é uma das principais portas de entrada para a formalização de pequenos negócios no Brasil.

Segundo dados do governo federal, o país possui milhões de microempreendedores registrados em diferentes setores da economia, incluindo comércio, serviços e atividades artesanais.

Como ficará o novo limite de faturamento

A proposta em discussão prevê uma elevação gradual do teto anual permitido para o MEI.

Limite atual

Hoje, o microempreendedor individual pode faturar até:

  • R$ 81 mil por ano;
  • Média de R$ 6.750 por mês.

Quem ultrapassa esse valor pode ser desenquadrado do regime e migrar para outra categoria empresarial.

Proposta para os próximos anos

O texto que deverá ser enviado ao Congresso prevê:

  • R$ 110 mil de faturamento anual em 2027;
  • R$ 140 mil de faturamento anual em 2028.

Na prática, isso representaria um aumento superior a 70% em relação ao limite atual.

Caso aprovada, a mudança permitirá que empreendedores ampliem suas operações sem a necessidade imediata de migrar para regimes tributários mais complexos.

Por que o governo decidiu apoiar a mudança

Durante anos, a equipe econômica demonstrou resistência à ampliação do teto do MEI por causa dos impactos sobre a arrecadação pública e a Previdência Social.

No entanto, as negociações realizadas entre o governo e o Congresso Nacional abriram espaço para um acordo político em torno do tema.

A proposta passou a ser discutida dentro de um pacote mais amplo de negociações envolvendo pautas trabalhistas e econômicas.

Além disso, parlamentares argumentam que o limite atual está defasado e já não representa a realidade de muitos pequenos negócios brasileiros.

Contratação de dois funcionários pode ser autorizada

Outra mudança relevante prevista no projeto é a ampliação do número de empregados que podem ser contratados pelo MEI.

Regra atual

Hoje, o microempreendedor individual pode contratar apenas:

  • Um funcionário registrado.

O que pode mudar

A nova proposta prevê autorização para:

  • Contratação de até dois empregados.

A medida é vista como uma forma de estimular a geração de empregos formais e permitir o crescimento gradual dos pequenos negócios.

Empreendedores que enfrentam aumento de demanda frequentemente relatam dificuldades para expandir suas atividades devido às limitações impostas pelo regime atual.

O impacto para quem já é MEI

Se a proposta for aprovada, milhares de empreendedores poderão continuar enquadrados no regime mesmo com aumento de receita.

Exemplo prático

Imagine um profissional que atualmente fatura cerca de R$ 9 mil por mês.

Com o teto atual de R$ 81 mil anuais, ele corre risco de ultrapassar o limite permitido.

Com um teto de R$ 110 mil ou R$ 140 mil, esse empreendedor teria mais margem para crescer sem precisar migrar para categorias com tributação mais elevada.

Isso pode beneficiar:

  • Prestadores de serviços;
  • Profissionais da área digital;
  • Pequenos comerciantes;
  • Vendedores online;
  • Trabalhadores autônomos formalizados.

Governo avalia mudanças na contribuição previdenciária

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Uma das preocupações envolvendo a ampliação do limite do MEI é o impacto sobre as contas públicas.

Por isso, especialistas e integrantes do governo discutem alternativas para manter a sustentabilidade do sistema.

Entre as propostas avaliadas estão:

  • Aumento gradual das contribuições de quem faturar mais;
  • Novas faixas de contribuição;
  • Ajustes previdenciários para compensar perdas de arrecadação.

Uma das ideias em debate prevê:

  • Contribuição de 7,5% para quem faturar acima de determinado limite;
  • Contribuição de 11% para faixas mais elevadas de receita.

Até o momento, porém, não há definição oficial sobre essas mudanças.

O que acontece com o Simples Nacional

Durante as negociações, deputados também defenderam alterações nas faixas de faturamento do Simples Nacional.

No entanto, integrantes da equipe econômica avaliam que o impacto fiscal seria muito elevado.

Estimativas apresentadas nas discussões apontam que mudanças amplas no Simples poderiam gerar custos superiores a R$ 50 bilhões para os cofres públicos.

Por esse motivo, a prioridade atual está concentrada exclusivamente no regime do MEI.

Quando as novas regras podem entrar em vigor

O projeto ainda precisa ser enviado oficialmente ao Congresso Nacional.

Depois disso, o texto passará por:

  1. Comissões temáticas;
  2. Câmara dos Deputados;
  3. Senado Federal;
  4. Sanção presidencial.

A expectativa de lideranças parlamentares é concluir a análise inicial antes do recesso legislativo, previsto para julho.

Entretanto, mudanças podem ocorrer durante a tramitação.

O que o empreendedor deve fazer agora

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Imagem: Canva / Edição: Seu Crédito Digital

Por enquanto, nenhuma regra foi alterada.

O limite oficial do MEI continua sendo de R$ 81 mil por ano e permanece válida a autorização para apenas um empregado.

Mesmo assim, a proposta representa um avanço importante para milhões de pequenos empreendedores que aguardam há anos uma atualização dos limites do regime.

Se aprovada, a mudança poderá ampliar a capacidade de crescimento dos negócios, estimular contratações e reduzir o risco de desenquadramento de empreendedores que já operam próximos ao teto atual.

A discussão agora entra em uma fase decisiva no Congresso e deve ser acompanhada de perto por quem atua como MEI ou pretende formalizar um pequeno negócio nos próximos anos.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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