Inúmeros boatos que envolvem a figura política do ex-presidente Lula vêm circulando pela internet. Recentemente, uma dessas notícias falsas alegou que Lula editou um decreto para criar o Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável (CDESS), composto por 246 membros, cada um recebendo um salário de R$60 mil. Tal informação é falsa.
Membros de Conselho de Lula vão receber salário de R$ 60 mil?
Publicações nas redes sociais falam que os integrantes do Conselho de Lula ganham salários expressivos. Entenda!
O Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável, mais conhecido como “conselhão”, passou a existir inicialmente em 2003, durante o primeiro mandato presidencial de Lula. Nesse sentido, esse espaço tem como objetivo reunir representantes da sociedade para formularem propostas para o governo, possivelmente, implementar.
Vale lembrar que o CDESS foi extinto em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro. Depois, o governo Lula o recriou através do decreto 11.454, assinado em 24 de março de 2023. A checagem foi realizada pelo Boatos.org.
Os membros do conselho de Lula recebem salário de R$60 mil?
Contrariando as notícias falsas disseminadas, os membros do CDESS não recebem um salário de R$60 mil. De acordo com a Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo, a participação neste conselho é uma prestação de serviço público relevante, ou seja, não remunerada.
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Dessa forma, o Governo Federal desmentiu as informações falsas que alegavam essa remuneração. Além disso, uma outra parte da publicação falava sobre o Brasil ser o 3º país mais endividado do mundo, o que também não é verdade.

O Brasil é o terceiro país mais endividado do mundo?
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Contradizendo a postagem falsa que vem circulando online, o Brasil é notadamente o terceiro país com mais dívidas entre os países emergentes, não em âmbito global, como informa o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Ademais, o nível de endividamento de um país não é a única variável a se considerar ao se avaliar a saúde fiscal do mesmo, sendo precipitado, portanto, afirmar que o Brasil “quebrou”.
Imagem: Isaac Fontana / shutterstock.com
