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Projeto discute permissão para menores dirigirem no país

Projeto em análise na Câmara propõe liberar menores a partir de 16 anos para dirigir carros e motos sob regras específicas.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
Projeto discute permissão para menores dirigirem no país

Uma proposta em discussão na Câmara dos Deputados poderá alterar significativamente as regras para obtenção da carteira de motorista no Brasil. O texto faz parte de uma ampla reforma do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e prevê a possibilidade de menores a partir de 16 anos receberem autorização para dirigir veículos em condições específicas.

A iniciativa integra um conjunto de mais de 270 mudanças sugeridas para modernizar a legislação de trânsito e adequá-la às novas demandas de mobilidade e tecnologia. Entre os temas que mais chamam atenção estão a habilitação de jovens motoristas e a regulamentação de veículos autônomos.

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Projeto prevê direção para adolescentes a partir dos 16 anos

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Imagem: Freepik

Atualmente, a legislação brasileira exige idade mínima de 18 anos para que uma pessoa possa iniciar o processo de habilitação. Caso a proposta avance, adolescentes com 16 anos ou mais poderão obter uma Permissão para Dirigir (PPD) destinada às categorias A e B, que correspondem a motocicletas e automóveis de passeio.

No entanto, a autorização não seria irrestrita. O projeto estabelece uma série de exigências para reduzir riscos e garantir maior controle sobre a experiência dos novos condutores.

Quais seriam as regras para os menores motoristas

De acordo com o texto em análise, os adolescentes autorizados a dirigir precisariam seguir condições específicas, incluindo:

  • Circular apenas em vias urbanas;
  • Conduzir veículos entre 5 horas da manhã e meia-noite;
  • Estar acompanhados e supervisionados por um motorista maior de idade;
  • Ter ao lado um condutor habilitado há pelo menos dois anos.

No caso das motocicletas, a autorização seria limitada a modelos com até 150 cilindradas, reduzindo a exposição dos jovens a veículos de maior potência.

Objetivo é ampliar a formação de novos condutores

O autor da proposta argumenta que a medida pode contribuir para uma formação mais gradual dos futuros motoristas. A ideia é permitir que adolescentes adquiram experiência prática sob supervisão antes de obterem a habilitação definitiva.

Modelos semelhantes já existem em diversos países, onde jovens podem dirigir em situações controladas e acompanhadas por responsáveis habilitados. Os defensores da proposta afirmam que essa experiência supervisionada pode ajudar a desenvolver habilidades de condução de forma mais segura.

Por outro lado, especialistas em segurança viária costumam destacar a importância de análises técnicas aprofundadas para avaliar possíveis impactos sobre acidentes e comportamento no trânsito.

Mudança ainda depende de aprovação do Congresso

Apesar da repercussão, a autorização para adolescentes dirigirem ainda não está garantida.

A proposta será debatida pelos parlamentares da Comissão Especial responsável pela reforma do Código de Trânsito Brasileiro. Somente após aprovação nas etapas legislativas necessárias é que as mudanças poderão entrar em vigor.

Isso significa que as regras atuais permanecem válidas. Até que haja eventual alteração na legislação, a idade mínima para iniciar o processo de habilitação continua sendo 18 anos.

Veículos autônomos também entram na pauta

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Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

Outro ponto de destaque do projeto envolve a regulamentação dos chamados veículos autônomos e semiautônomos.

Esses modelos utilizam sistemas avançados de sensores, câmeras, softwares e inteligência artificial capazes de auxiliar ou até substituir determinadas ações realizadas pelo motorista durante a condução.

Embora essa tecnologia esteja em expansão em diversos mercados internacionais, o Brasil ainda não possui uma regulamentação específica para permitir a circulação ampla desses veículos.

O que são veículos autônomos

Os veículos autônomos são capazes de interpretar informações do ambiente ao redor e tomar decisões de condução com pouca ou nenhuma intervenção humana.

Dependendo do nível de automação, o sistema pode:

  • Controlar aceleração e frenagem;
  • Manter o veículo dentro da faixa;
  • Realizar mudanças de direção;
  • Identificar obstáculos;
  • Ajustar a velocidade automaticamente.

Em modelos mais avançados, praticamente todas as funções de condução são realizadas pelo próprio sistema.

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Por que a regulamentação é considerada necessária

O avanço das tecnologias automotivas tem criado desafios para a legislação brasileira. Atualmente, diversas inovações chegam ao mercado em ritmo acelerado, enquanto as normas muitas vezes não acompanham a mesma velocidade.

Segundo os defensores da proposta, existe uma necessidade crescente de estabelecer regras claras para equipamentos e veículos que utilizam automação avançada.

A ausência de regulamentação pode gerar dúvidas sobre responsabilidades em caso de acidentes, exigências técnicas para circulação e critérios de segurança.

Projeto também aborda novas formas de mobilidade

Além dos veículos autônomos, o texto busca criar parâmetros legais para outros meios de transporte que ganharam espaço nos últimos anos.

Entre eles estão:

  • Bicicletas elétricas;
  • Patinetes elétricos;
  • Equipamentos de mobilidade individual motorizados;
  • Veículos inteligentes conectados.

O objetivo é definir regras que ofereçam maior segurança para usuários, pedestres e demais motoristas, ao mesmo tempo em que incentivem a inovação tecnológica.

Como a reforma pode impactar o futuro do trânsito brasileiro

Caso as propostas avancem, o Brasil poderá passar por uma das maiores atualizações de sua legislação de trânsito nas últimas décadas.

A possibilidade de adolescentes dirigirem sob supervisão e a regulamentação de veículos autônomos representam mudanças que acompanham tendências observadas em outros países e refletem transformações no setor de mobilidade.

Ainda assim, todas as medidas precisarão passar por debates técnicos e políticos antes de se tornarem realidade. Enquanto isso, motoristas e futuros condutores devem acompanhar a tramitação do projeto para entender como as possíveis alterações poderão afetar as regras de circulação e habilitação nos próximos anos.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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