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Dólar fecha em queda a R$ 5,12 e Ibovespa recua aos 135 mil pontos

Dólar recua antes do Copom, investidores analisam Selic e balanços de Itaú, Gerdau e GPA movimentam a Bolsa brasileira.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
Dólar fecha em queda a R$ 5,12 e Ibovespa recua aos 135 mil pontos

O mercado financeiro brasileiro operou com cautela nesta quarta-feira diante da expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic. A reunião do Banco Central concentrou a atenção dos investidores, que ajustaram posições antes do anúncio da nova taxa básica de juros da economia.

O dólar comercial apresentou leve recuo ao longo do pregão, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, registrou pouca variação, refletindo o equilíbrio entre fatores externos, cenário doméstico de juros e a divulgação dos resultados financeiros de grandes empresas.

Entre os destaques corporativos do dia estiveram os balanços trimestrais de companhias como Itaú Unibanco, Gerdau e Grupo Pão de Açúcar (GPA), que influenciaram o comportamento das ações negociadas na B3.

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Dólar recua antes da decisão do Banco Central

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O dólar comercial encerrou a sessão com pequena queda, negociado a R$ 5,128 para venda, uma baixa de 0,06%. O movimento ocorreu após uma abertura marcada por pressão compradora e em meio à expectativa dos investidores sobre os próximos passos da política monetária brasileira.

Na sessão anterior, a moeda norte-americana havia avançado 0,87%, acompanhando um ambiente internacional de maior cautela e ajustes nas posições dos investidores.

A proximidade da decisão do Copom costuma aumentar a volatilidade do câmbio, já que a taxa de juros influencia diretamente o fluxo de capital estrangeiro para países emergentes. Juros mais elevados tendem a tornar ativos brasileiros mais atrativos para investidores internacionais, enquanto cortes podem alterar essa dinâmica.

Além dos fatores internos, o mercado acompanha o comportamento dos juros nos Estados Unidos, as tensões geopolíticas e as expectativas para a economia global.

Petróleo permanece abaixo dos US$ 80 com expectativa sobre Oriente Médio

Os contratos futuros de petróleo continuaram negociados abaixo da marca de US$ 80 por barril, refletindo uma combinação de estoques, demanda global e expectativas sobre possíveis avanços diplomáticos no Oriente Médio.

O petróleo Brent, referência internacional utilizada como base para negociações da commodity, avançou 0,11%, chegando a US$ 79,45 por barril. O preço representou o menor fechamento desde o início de julho.

Já o petróleo WTI, referência para o mercado dos Estados Unidos, encerrou o dia em queda de 0,73%, cotado a US$ 75,22 por barril.

O mercado de energia passou a precificar um cenário de menor risco após declarações do governo norte-americano sobre conversas com o Irã. A possibilidade de redução das tensões entre os países trouxe alívio aos investidores, especialmente devido aos impactos que um eventual bloqueio no Estreito de Hormuz poderia causar.

A região é estratégica para o transporte mundial de petróleo e qualquer interrupção poderia pressionar os preços internacionais da energia, afetando inflação e custos de produção em diversos países.

Copom concentra atenção dos investidores

O principal evento econômico do dia foi a reunião do Copom, responsável por definir a taxa Selic, que influencia empréstimos, investimentos, consumo e toda a estrutura de juros do país.

A expectativa predominante entre agentes financeiros era de mais uma redução de 0,25 ponto percentual, o que levaria a Selic para 14% ao ano.

O possível corte representaria a continuidade de um ciclo de flexibilização monetária iniciado após um período prolongado de juros elevados para conter a inflação.

Economistas avaliam que a desaceleração dos índices de preços abriu espaço para uma política monetária menos restritiva, embora a inflação ainda permaneça acima do centro da meta estabelecida pelo Banco Central.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o indicador oficial de inflação do Brasil, segue como principal referência para as decisões da autoridade monetária.

Inflação mais moderada melhora expectativa do mercado

A percepção de melhora no cenário inflacionário ganhou força entre investidores nas últimas semanas. Indicadores como o IPCA-15 e o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) apresentaram sinais de desaceleração, contribuindo para projeções mais favoráveis.

O Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central com projeções de instituições financeiras, mostrou redução consecutiva nas estimativas para a inflação anual.

A mediana das previsões para o IPCA passou a indicar inflação de 5,03% no encerramento do ano, reforçando a expectativa de que o Banco Central poderia avançar com novos cortes na taxa básica de juros.

Apesar da melhora nas projeções, o mercado continua acompanhando fatores que podem pressionar os preços, como câmbio, atividade econômica, gastos públicos e cenário internacional.

Temporada de balanços movimenta ações na Bolsa

Além da decisão do Copom, os investidores acompanharam a divulgação dos resultados financeiros das empresas listadas na Bolsa brasileira.

A temporada de balanços do segundo trimestre trouxe informações sobre lucro, receita, geração de caixa e perspectivas para diferentes setores da economia.

Os números ajudam investidores a avaliar a capacidade das companhias de enfrentar um ambiente marcado por juros ainda elevados e mudanças no consumo.

Itaú Unibanco registra lucro bilionário no trimestre

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O Itaú Unibanco apresentou um dos principais resultados acompanhados pelo mercado. O banco registrou lucro líquido de R$ 12,4 bilhões no segundo trimestre, crescimento de 7,8% na comparação anual.

A rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) chegou a 24,3%, indicador utilizado pelo mercado para medir a eficiência financeira das instituições.

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A receita total da instituição alcançou R$ 48 bilhões no período, alta de 4,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

O desempenho foi impulsionado principalmente pela margem financeira com clientes, que avançou 5,1% no intervalo, chegando a R$ 32,6 bilhões.

Após a divulgação dos números, as ações preferenciais do Itaú registraram valorização, acompanhando avaliações positivas de analistas sobre o desempenho operacional do banco.

Gerdau amplia lucro com melhora operacional

A siderúrgica Gerdau também chamou atenção dos investidores ao divulgar crescimento expressivo no lucro trimestral.

A companhia informou lucro líquido de R$ 1,45 bilhão no segundo trimestre, aumento de 69,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A receita líquida somou R$ 17,87 bilhões, avanço de 2% na comparação anual. Ao mesmo tempo, o custo dos produtos vendidos apresentou redução de 2,9%, ficando em aproximadamente R$ 15 bilhões.

O resultado foi interpretado positivamente pelo mercado, principalmente devido aos ganhos de eficiência operacional e ao controle de custos em um cenário desafiador para o setor industrial.

As ações da empresa avançaram durante o pregão e chegaram próximas aos maiores níveis registrados em três anos.

GPA apresenta prejuízo maior e segue processo de recuperação

O Grupo Pão de Açúcar divulgou números que continuam refletindo os desafios enfrentados pelo setor varejista.

A companhia registrou prejuízo de R$ 204 milhões no segundo trimestre, aumento de 15,9% em relação ao mesmo período anterior.

O grupo, responsável por marcas como Pão de Açúcar, Extra Mercado, Proximidade e operações digitais, aguarda a homologação judicial do seu plano de recuperação extrajudicial.

Apesar do resultado negativo, a empresa apresentou avanço no Ebitda ajustado consolidado, que chegou a R$ 450 milhões, crescimento de 7,4%.

Segundo a companhia, o desempenho foi favorecido por medidas de eficiência, redução de despesas, reorganização operacional e foco em unidades consideradas mais rentáveis.

Mesmo diante do prejuízo, as ações do GPA tiveram alta no pregão, refletindo a avaliação dos investidores sobre as medidas adotadas para recuperação financeira.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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