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Dólar sobe a R$ 5,18 e Ibovespa mantém sequência negativa na Bolsa

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 5 min de leitura
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O mercado financeiro terminou a quarta-feira, 12 de agosto de 2026, com investidores atentos simultaneamente ao ambiente doméstico, aos dados de inflação dos Estados Unidos, aos resultados corporativos e às tensões geopolíticas. No Brasil, o Ibovespa permaneceu pressionado, enquanto o dólar avançou moderadamente.

No exterior, Wall Street encerrou com desempenho predominantemente positivo, apoiado pela percepção de que a inflação americana não trouxe uma surpresa capaz de alterar imediatamente as expectativas para a política monetária do Federal Reserve. Na Europa, porém, os principais índices perderam força após atingirem níveis elevados.

Entre as commodities, o petróleo teve pequena valorização, enquanto milho, soja, trigo e café subiram em Nova York e Chicago. O açúcar, por outro lado, terminou o dia em baixa.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Ibovespa fecha em queda pelo sétimo pregão seguido

O Ibovespa encerrou a sessão aos 167.491,07 pontos, com recuo de 0,23%. O movimento manteve a Bolsa brasileira sob pressão em um momento marcado por vencimentos no mercado de derivativos, divulgação de balanços e preocupação com os rumos da economia.

A queda também refletiu o comportamento mais cauteloso dos investidores diante das perspectivas para os juros brasileiros e americanos. A percepção de risco continua elevada, principalmente porque mudanças nas expectativas para a política monetária dos Estados Unidos podem afetar o fluxo de capital para mercados emergentes.

Apesar do resultado negativo do índice, a Embraer ajudou a limitar a intensidade da queda. O desempenho da companhia esteve entre os destaques corporativos acompanhados pelos investidores durante o pregão.

O comportamento recente do mercado brasileiro também ocorre após uma sequência de perdas. Na sessão anterior, o Ibovespa havia recuado 0,22%, para os mesmos 167.491 pontos, em meio à volatilidade provocada pelo vencimento de opções e futuros.

Dólar sobe e termina próximo de R$ 5,18

O dólar à vista fechou a quarta-feira em alta de 0,27%, cotado a R$ 5,1776. A moeda americana continuou refletindo a busca por proteção diante das incertezas no cenário brasileiro e internacional.

Durante a sessão, os investidores avaliaram os dados de inflação dos Estados Unidos. A leitura veio próxima do esperado pelo mercado, reduzindo o risco de uma mudança brusca nas expectativas para os juros americanos.

O câmbio também permanece sensível ao comportamento dos juros nos Estados Unidos. Quando os investidores enxergam maior atratividade nos ativos americanos, mercados emergentes como o Brasil podem sofrer com redução do fluxo estrangeiro.

Na abertura desta quinta-feira, 13 de agosto, o dólar continuava próximo de R$ 5,18, mostrando que a pressão sobre o real permanecia no radar dos investidores.

Juros futuros avançam na parte longa

As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) apresentaram comportamento misto, com alta principalmente nos vencimentos mais longos.

O contrato com vencimento em janeiro de 2027 terminou com taxa de 13,762% ao ano, ante ajuste anterior de 13,774%. Já o DI para janeiro de 2028 passou de 13,914% para 13,925% ao ano.

A movimentação demonstra que o mercado continua avaliando cuidadosamente a trajetória dos juros brasileiros. Além da inflação doméstica, as expectativas para o Federal Reserve e o comportamento do câmbio influenciam diretamente a formação da curva de juros.

Bolsas dos Estados Unidos terminam em alta

Em Nova York, o pregão foi positivo para os principais índices de tecnologia e ações ligadas à inteligência artificial.

O Dow Jones caiu 0,04%, para 53.770,27 pontos. O S&P 500 avançou 0,26%, aos 7.748,50 pontos, enquanto o Nasdaq ganhou 0,54%, encerrando aos 26.588,49 pontos.

Os resultados corporativos relacionados à infraestrutura de inteligência artificial ajudaram a sustentar o apetite por ações de tecnologia. Ao mesmo tempo, os dados de inflação dos Estados Unidos contribuíram para manter as apostas de que o Federal Reserve poderá preservar os juros na reunião de setembro.

A dinâmica segue relevante para o Brasil porque decisões do Fed influenciam o dólar, os fluxos internacionais de capital e a percepção de risco dos mercados emergentes.

Bolsas europeias recuam após máximas recentes

Na Europa, os investidores realizaram parte dos ganhos recentes enquanto analisavam balanços empresariais e os acontecimentos no Oriente Médio.

O índice STOXX 600, que reúne ações de diferentes mercados europeus, terminou o dia em queda de 0,16%, aos 659,48 pontos.

A cautela aumentou apesar de os dados de inflação americanos terem reduzido, naquele momento, parte das preocupações com uma política monetária mais restritiva nos Estados Unidos.

Petróleo permanece perto de US$ 90

O petróleo encerrou a quarta-feira praticamente estável, ainda influenciado pelas incertezas envolvendo as relações entre Estados Unidos e Irã.

O Brent para entrega futura terminou em US$ 88,98 por barril, alta de 7 centavos. O WTI, referência americana, também ganhou 7 centavos, fechando a US$ 83,27.

A commodity continua acompanhada de perto porque eventuais problemas no fornecimento internacional podem elevar os custos de energia, transporte e produção. Nesta quinta-feira, porém, o Brent recuava e era negociado abaixo de US$ 88, segundo dados acompanhados pelo mercado.

Soja, milho e trigo avançam

No mercado agrícola de Chicago, as principais commodities terminaram a sessão com valorização.

O milho subiu 20,25 centavos de dólar, para US$ 4,8075 por bushel. A soja ganhou 14,5 centavos, encerrando a US$ 11,8325 por bushel.

O trigo apresentou alta de 22,5 centavos, para US$ 6,5275 por bushel.

Para o Brasil, essas oscilações têm importância especial porque o país é um dos maiores produtores e exportadores agrícolas do mundo. Alterações nos preços internacionais podem influenciar receitas de exportadores, preços domésticos e a própria entrada de dólares no país.

Açúcar recua e café arábica sobe

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Imagem: Mark Daynes/Unsplash

O mercado de açúcar apresentou desempenho negativo. O açúcar bruto caiu 1,9%, para 16,42 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o açúcar branco recuou 0,9%, para US$ 506,90 por tonelada.

Já o café teve comportamento diferente entre os contratos. O arábica negociado em Nova York subiu 4,25 centavos, ou 1,3%, para US$ 3,1995 por libra-peso.

O robusta, por sua vez, caiu 0,7%, para US$ 3.752 por tonelada.

As diferenças entre os contratos mostram como fatores específicos de oferta, demanda, estoques e condições climáticas podem produzir movimentos distintos dentro do próprio mercado de café.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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