Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Bolsa avança e fica acima dos 177 mil pontos; dólar acompanha alta

Ibovespa renova máxima histórica com apoio de blue chips, enquanto dados dos EUA e alívio geopolítico influenciam mercados.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
Dólar

Os investidores voltaram a direcionar suas atenções aos indicadores econômicos dos Estados Unidos e ao comportamento recente dos ativos globais, em um cenário marcado por sinais de menor tensão geopolítica e aumento do fluxo de capital estrangeiro. Esse conjunto de fatores ajudou a compor um ambiente mais favorável para os mercados brasileiros nesta sexta-feira, impulsionando o Ibovespa a uma nova máxima histórica.

Indicadores de atividade econômica americana, dados de confiança do consumidor e movimentos no cenário internacional foram determinantes para o desempenho positivo dos ativos de risco, especialmente em mercados emergentes como o Brasil.

Leia mais:

Bolsa de Valores em festas de fim de ano: saiba o que muda

Dados dos Estados Unidos voltam ao centro das atenções

Os indicadores divulgados nos Estados Unidos tiveram papel relevante na formação das expectativas do mercado, principalmente em relação ao ritmo de crescimento da economia americana e à trajetória futura dos juros.

PMI indica expansão da atividade econômica

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) registrou alta em janeiro, alcançando 52,8 pontos. Apesar de o número ter ficado levemente abaixo da expectativa do mercado, que projetava 53 pontos, o resultado ainda indica expansão da atividade empresarial nos Estados Unidos, uma vez que leituras acima de 50 sinalizam crescimento.

Impacto sobre expectativas de juros

Mesmo abaixo das projeções, o dado reforçou a percepção de que a economia americana segue resiliente. Para analistas, isso contribui para calibrar as apostas sobre a política monetária do Federal Reserve, influenciando o comportamento do dólar e dos fluxos internacionais de capital.

Confiança do consumidor surpreende positivamente

Outro dado relevante foi o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan, que subiu para 56,4 em janeiro, superando a leitura preliminar de 54. O avanço sugere melhora na percepção das famílias americanas sobre a economia, mesmo em um ambiente ainda marcado por juros elevados.

Segundo Marcio Riauba, head da Mesa de Operações da StoneX Banco de Câmbio, esses indicadores ajudam o mercado a ajustar expectativas sobre crescimento e juros nos EUA, com reflexos diretos sobre o dólar global e o apetite por ativos de países emergentes.

Ibovespa renova máxima histórica

No Brasil, o Ibovespa voltou a renovar sua máxima histórica nesta sexta-feira, refletindo o otimismo externo e fatores domésticos favoráveis. O principal índice da bolsa brasileira foi impulsionado principalmente pelas blue chips, ações de empresas grandes, consolidadas e com maior peso na carteira do índice.

Petrobras lidera ganhos

Entre os destaques do pregão, as ações da Petrobras avançaram mais de 4%, acompanhando o forte movimento de alta dos preços do petróleo no mercado internacional. A valorização da commodity reforçou o desempenho do setor de energia e teve impacto significativo sobre o Ibovespa.

Desempenho acumulado do índice

Apenas nesta semana, o Ibovespa acumulou valorização superior a 8%, refletindo uma combinação de fluxo estrangeiro, melhora no cenário externo e expectativa de maior previsibilidade econômica.

Dólar recua com maior apetite por risco

O movimento positivo dos mercados também se refletiu no câmbio. O dólar apresentou queda frente ao real, influenciado pelo aumento do apetite por risco e pela entrada de recursos estrangeiros no país.

Desempenho do dólar

No acumulado da semana, a moeda americana registrou queda de 1,60%. No mês e no ano, a desvalorização chegou a 3,68%, indicando um cenário mais favorável para moedas de mercados emergentes.

Relação com dados americanos

A leitura de que os juros nos Estados Unidos podem permanecer estáveis por mais tempo, sem necessidade de novas altas agressivas, contribuiu para a redução da pressão sobre o dólar e favoreceu moedas como o real.

Redução nas tensões geopolíticas anima mercados

Além dos dados econômicos, o noticiário geopolítico também trouxe alívio aos mercados, especialmente após mudanças de tom em declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Acordo em negociação sobre a Groenlândia

Os embates entre Estados Unidos e União Europeia sobre os planos americanos relacionados à Groenlândia ganharam um novo capítulo. Trump afirmou ter obtido garantias de “acesso total e permanente” à ilha por meio de um acordo ainda em negociação.

A declaração veio após o recuo do presidente em ameaças de impor tarifas à Europa e a decisão de descartar o uso da força, o que foi interpretado como um gesto de distensão diplomática.

Reação dos mercados europeus

A mudança de postura foi bem recebida pelas bolsas europeias e ajudou os principais índices de Wall Street a retornarem a níveis recordes. Ainda assim, autoridades da União Europeia alertam que os danos à confiança política podem ter efeitos duradouros.

Negociações trilaterais reduzem riscos globais

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Outro fator que contribuiu para o alívio geopolítico foi o início das negociações entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia, marcando a primeira vez desde o início do conflito que os três países se sentam juntos para discutir um possível acordo de paz.

Discussões sobre a Ucrânia

Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, temas como o controle territorial da região de Donbas estão na pauta inicial das negociações, realizadas em Abu Dhabi. Apesar da ausência, neste primeiro momento, dos líderes dos países envolvidos, o encontro foi visto como um avanço diplomático relevante.

Bolsas globais têm desempenho misto

Apesar do alívio em alguns mercados, o desempenho das bolsas globais foi heterogêneo ao longo da sessão.

Wall Street encerra sem direção única

Nos Estados Unidos, o Dow Jones caiu 0,58%, enquanto o S&P 500 teve leve alta de 0,02%. Já o Nasdaq Composite avançou 0,28%, sustentado por ações de tecnologia.

Europa fecha majoritariamente em queda

Na Europa, os mercados recuaram enquanto investidores avaliavam os desdobramentos do Fórum Econômico Mundial em Davos. O índice STOXX 600 caiu 0,1% no dia e acumulou queda semanal de 1,1%.

Entre as principais bolsas, Londres, Paris, Milão, Madri e Lisboa fecharam no vermelho, enquanto Frankfurt foi exceção, com leve alta.

Ásia fecha com resultados mistos

Na Ásia, os mercados encerraram a semana com desempenho variado. O avanço das ações regulatórias na China pesou sobre alguns índices, enquanto outros mercados apresentaram ganhos moderados.

Xangai subiu 0,33%, o Hang Seng avançou 0,45% e o Nikkei, de Tóquio, teve alta de 0,4%. Já o CSI300 recuou 0,45%, refletindo cautela dos investidores.

Cenário reforça otimismo com mercados emergentes

O conjunto de dados positivos, redução das tensões geopolíticas e maior previsibilidade no cenário internacional reforçou o interesse dos investidores por mercados emergentes. Para analistas, o Brasil segue como um dos destinos preferenciais desse fluxo, especialmente diante do desempenho da bolsa e da valorização de ativos ligados a commodities.

Não perca nenhuma oportunidade de crédito e pagamento: acesse agora nossas últimas notícias no Seu Crédito Digital.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

Topicos relacionados