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Mesmo com investimento de mais de R$ 140 milhões, empresa decide fechar as portas

Com a mudança que o mercado de venture capital vem passando, a empresa de social commerce não conseguiu uma nova rodada de investimento. 

Gustavo SilvaPor Gustavo Silva2 min de leitura
Homem tirando os bolsos vazios do terno

Apenas sete meses depois de anunciar uma rodada de US$ 27 milhões, a startup colombiana Muni fechou as portas. Com a mudança que o mercado de venture capital vem passando, a empresa de social commerce não conseguiu uma nova rodada de investimento. 

Empresa Muni encerra as atividades

Com a decisão tomada, as operações na Colômbia, Brasil e México se encerraram definitivamente na última sexta-feira (25), após a startup ter atendido todas as demandas nesses canais. 

Em comunicado, a companhia informou que empresas de tecnologia precisam de, normalmente, ao menos cinco anos para serem rentáveis. E durante esse período, precisam contar com capital externo. 

Ainda no comunicado, a empresa Muni disse que ainda que contasse com funcionários talentosos, as circunstâncias do momento a impediram de obter o capital necessário para continuar crescendo.

O contexto é uma infelicidade para os seus funcionários. No perfil do LinkedIn, a companhia aparecia com 634 colaboradores em setembro, número que começou a cair já em outubro.

A empresa contava com consultores em atuação semelhante ao modelo da Natura e Avon. O público-alvo da companhia eram as classes C e D.

Origem da Muni

A Muni nasceu há apenas dois anos quando foi fundada por Maria Echeverri Gomez, uma representante da Rappi Mafia. A startup foi um sonho realizado por ex-funcionários do aplicativo de entregas. 

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O serviço da empresa funcionava por meio de um catálogo virtual no WhatsApp, pelo qual os funcionários recebiam os pedidos e realizavam a logística para atender os clientes em um prazo de até 24 horas. Com os riscos e tantas incertezas a respeito da economia global, a busca por crescimento com queima de caixa tem sido substituída por métricas de resultado, o que pesou para a nova startup.

Mesmo com a decisão, a empresa garante que deve honrar todos os seus compromissos com parceiros e fornecedores antes de fechar as portas definitivamente.

Imagem: Vitaly Raduntsev/shutterstock.com

Gustavo Silva

Autor

Gustavo Silva

Formado em Jornalismo pela PUC-SP, redator entusiasta, prestador de serviços à sociedade através da informação

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