Nesta semana, a Petrobras anunciou um reajuste de R$ 0,23 referente ao litro da gasolina para as refinarias. Sendo assim, o preço saiu de R$ 3,08 para R$ 3,31. Contudo, apesar do aumento, o valor do combustível segue abaixo do preço praticado pelo mercado internacional.
De acordo com dados da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), o derivado do petróleo está cerca de 14% mais barato do que o ideal. Antes do reajuste, o órgão afirmou que, para alcançar a paridade, seria preciso elevar o preço entre R$ 0,49 e R$ 0,55.
A última alteração foi realizada em dezembro de 2022 e o reajuste foi uma redução de 6,1%. Dessa vez, a alta foi de 7,47%. A petroleira usa como base em sua política de definição de preços fatores como a taxa de câmbio e a variação do petróleo no exterior.
Preço da gasolina para o consumidor final
O novo reajuste começa a valer nesta quarta-feira (25). Vale lembrar que se trata de um aumento para as refinarias, não necessariamente para o consumidor final.
Mesmo com o aumento promovido, pode ser que os brasileiros não sejam impactados pela alta nas bombas nos postos de combustíveis. Isso porque o valor do litro para a comercialização depende de outros fatores, como impostos e margens de lucro dos distribuidores.
Além disso, os proprietários dos postos têm a liberdade para oferecer os combustíveis no preço que acharem necessário.
Essa realidade faz com que o aumento aplicado pela estatal demore a chegar até o consumidor ou, em alguns casos, nem chegue.
Composição da gasolina
Para deixar mais claro, veja do que é composto o preço final da gasolina:
- Parcela Petrobras: 45,2%;
- Distribuição e revenda: 20,7%;
- Imposto Estadual: 18,3%;
- Etanol Anidro: 15,9%.
Sem considerar a recente atualização, o preço médio do litro da gasolina estava em R$ 4,98 nas bombas.
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