Para micro e pequenas empresas, conseguir capital de giro pode ser um problema. Ainda mais quando se vende um produto ou serviço, é preciso fazer a entrega, mas o dinheiro ainda não está em caixa. Por isso estão surgindo cada vez mais soluções para que as empresas possam ter esse dinheiro para entregar o que foi vendido e conseguir lucrar. Uma delas é a Giro.tech, startup de Curitiba.

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Microempreendedor: dicas essenciais para obter capital de giro para seu negócio

Eles integram o sistema da compradora à plataforma e conectam as solicitações de antecipação ao sistema do financiador da operação. Esse pode ser um Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), por exemplo, disponibilizando os recebíveis e o status de que o serviço ou o produto já foi entregue e que não terá contestações futuras.

Com essas informações, o FIDC tem um risco menor de calotes ou fraudes, restando a ele apenas o risco de crédito da grande empresa que está comprando do fornecedor que o contratou.

Então, se você é uma empresa pequena e precisa de dinheiro para conseguir pegar clientes maiores, essa pode ser uma solução. Assim que já tive um contrato você já pode solicitar a sua antecipação dos recebíveis por meio desse sistema.

Segundo os sócios, eles são especializados na administração de recebíveis a fornecedores de grandes empresas. Somos terceirizados na atividade de administração de antecipações à fornecedores de grandes empresas.

“Se a Compradora faz a operação internamente, existe a necessidade de alocar equipes, equipamentos e infraestrutura. A produtividade nesse caso tende a ser baixa e assim buscamos nos especializar nesse processo para entregar o serviço da forma mais eficiente possível e com o mínimo de trabalho manual. Utilizamos as mais recentes tecnologias e processos para otimizar a operação e maximizar o volume de antecipações”, dizem.

Claro que nada é de graça. O lucro que a Giro.tech vem por meio de 0,2% de cada antecipação que eles dão aos fornecedores que os procuram.

Pedir a antecipação de recebíveis é sempre mais barato do que pedir crédito para a empresa, afinal a instituição financeira corre menos risco por haver um pagamento em visto, normalmente 30 ou 60 dias.

Quem são os fundadores

A fintech foi fundada em janeiro de 2017 por três sócios de Curitiba: Ronaldo Campos de Oliveira, CEO, Deividi Cavarzan, CTO e Fabricio Vermelho Martins, Cofundador.

Ronaldo é formado em Tecnologia da Informação pela Universidade Federal do Paraná. Já tem experiência no empreendedorismo: é cofundador da Esparta Tecnologia e Inovação.

Deividi é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Também é cofundador da Esparta Tecnologia e Inovação.

Já Fabricio é formado em Ciência da Computação pela PUC-PR. É sócio da Monetiza Investimentos. A Giro.tech surgiu do encontro dessas duas empresas: Esparta e Monetiza.

Hoje, o time ainda conta com Rene Luan, arquiteto da informação, Juliana Cantieri, designer de experiências, e Ruan Maidell, atendimento ao fornecedor.

Outras formas de conseguir capital de giro

Além do crédito disponibilizado pelos grandes bancos, há ainda outras fintechs especializadas em fornecer capital de giro para os pequenos empreendedores.

Outra startup nesse mercado é a carioca Gyra+, que promete crédito rápido e online para quem está abrindo um negócio. Também foi fundada em 2017, por quatro sócios com experiência no mercado financeiro.

Já os empréstimos bancários tradicionais costumam ter taxas maiores, mas também são uma opção para quem precisa de capital de giro. O importante é pesquisar pelas melhores condições e não comprometer muito do faturamento da empresa com as parcelas.

Startups de crédito ganham espaço no mercado

Além das famosas fintechs que oferecem contas digitais e cartões de crédito, há várias que oferecem soluções para quem precisa de dinheiro emprestado.

Startups como a Firgun e a Nexoos fazem o chamado crédito P2P (peer to peer), conectando pessoas que precisam de crédito com aquelas que têm para emprestar. A primeira já diz no próprio site: “Invista em microempreendedores. Seja um herói Firgun”.

Segundo a empresa, já foram R$ 300 mil emprestados desde 2017, com 47 projetos financiados pelos clientes da startup. É possível escolher o empreendedor para financiar a partir de seu projeto.

Já a Nexoos é uma fintech acelerada pela Porto Seguro, voltada para PMEs. É possível pedir crédito sem dar garantias. O investidor escolhe a empresa e o valor que deseja colocar. Eles afirmam que a análise é feita rapidamente e que as taxas de juros de 1,14% a 4,19% ao mês.

Em conclusão, opções não faltam na hora de conseguir dinheiro para tirar uma ideia do papel. O fundamental é pesquisar, conhecer os riscos e fazer uma pesquisa de mercado para saber se o negócio pode dar lucro em um curto prazo.

É preciso saber que, quanto maior o risco para a empresa, mais altos serão os juros ao emprestar dinheiro. E você, conhece alguma startup que ajude os microempreendedores? Conte nos comentários!

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Imagem: Fernando Kazuo/Shutterstock.com