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Nova versão do Windows 11 pode permitir remover apps padrão sem complicações

Microsoft testa política no Windows 11 25H2 que permite remover apps padrão da Store como Bloco de Notas e Clipchamp sem PowerShell.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
Microsoft

A Microsoft iniciou, no final de junho de 2025, os testes públicos da versão 25H2 do Windows 11, próxima grande atualização do seu sistema operacional. Entre os novos recursos observados por usuários do programa Windows Insider, um em especial chama atenção por atender a um pedido antigo da comunidade: a possibilidade de remover aplicativos padrão do sistema, sem depender de ferramentas avançadas ou comandos complexos. A novidade chega por meio de uma nova política de grupo que possibilita a exclusão de apps da Microsoft Store previamente instalados no Windows 11. A funcionalidade, até então indisponível de forma oficial e intuitiva, promete oferecer mais controle e personalização para os usuários, especialmente em ambientes corporativos e institucionais.

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O que muda com a versão 25H2 do Windows 11?

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Imagem: Wachiwit / Shutterstock.com

Nova política de grupo

A build de testes da versão 25H2 introduziu uma nova política chamada “Remover pacotes padrão da Microsoft Store do sistema”, presente no Editor de Política de Grupo (Group Policy Editor). Esse novo recurso permite que administradores escolham quais aplicativos pré-instalados poderão ser removidos do sistema operacional.

Simplicidade no processo

O principal diferencial é a eliminação da necessidade de uso do PowerShell ou de ferramentas externas para executar a tarefa, o que antes era considerado um processo técnico e pouco acessível para o usuário comum.

Como funciona a nova política de remoção de apps?

Descrição oficial da funcionalidade

A política atua de forma direta sobre os pacotes de aplicativos padrão que vêm instalados com o Windows 11. Ao ativar a funcionalidade no Editor de Política de Grupo, o sistema oferece uma lista de apps da Microsoft Store que podem ser marcados para exclusão.

“Se você habilitar esta política, os aplicativos selecionados da Microsoft Store na lista fornecida serão desinstalados do sistema. Você pode fazer ajustes nas configurações padrão. Os aplicativos não selecionados na lista não serão removidos.”

Comportamento padrão da configuração

  • Desativado por padrão: a política não remove nenhum aplicativo caso o usuário não configure ou opte por deixá-la desativada.
  • Configuração ativa: permite que o usuário escolha, na interface do Editor de Política de Grupo, quais apps deseja excluir.
  • Chave do Registro: ao ser ativada, a política cria a seguinte entrada no registro do Windows:
CopiarEditarHKLM\SOFTWARE\Policies\Microsoft\Windows\Appx\RemoveDefaultMicrosoftStorePackages

Essa entrada define os pacotes específicos que serão excluídos do sistema, com base na seleção feita pelo usuário ou administrador.

Quais aplicativos poderão ser removidos?

Lista inicial de apps disponíveis para remoção

Segundo os primeiros relatos da comunidade Insider, alguns dos aplicativos padrão listados para remoção incluem:

  • Clipchamp (editor de vídeo)
  • Media Player
  • Windows Terminal
  • Bloco de Notas
  • Calculadora
  • Calendário
  • Câmera

Esses apps, embora úteis para muitos, são frequentemente vistos como desnecessários em contextos empresariais ou por usuários que preferem ferramentas de terceiros.

Recurso limitado às versões Pro e superiores

Restrições por edição do sistema

Apesar da empolgação gerada pela novidade, a funcionalidade não estará disponível para todos. Apenas as edições do Windows 11 que possuem o Editor de Política de Grupo, como a versão Pro, Enterprise e Education, terão acesso nativo à nova configuração.

Edição Home de fora da mudança

Usuários da edição Home, voltada ao público doméstico, ficarão de fora — ao menos oficialmente. Embora existam métodos para ativar o Editor de Política de Grupo nessas versões, eles não são reconhecidos pela Microsoft e podem afetar a estabilidade do sistema.

Por que essa mudança é importante?

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Imagem: Volodymyr Kyrylyuk / shutterstock.com

Reação à crítica contra bloatware

Desde o lançamento do Windows 10, a Microsoft tem incluído diversos aplicativos padrão junto ao sistema operacional, muitos deles integrados via Microsoft Store. Com o passar dos anos, a lista cresceu, incluindo ferramentas como Xbox, Spotify, News, Fotos, entre outros.

A prática tem gerado críticas de usuários que veem esses apps como bloatware — programas pré-instalados que ocupam espaço e recursos, mas nem sempre são úteis. A nova política é uma resposta direta a essa crítica, oferecendo um método oficial e seguro para remover esses aplicativos.

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A introdução da nova política é especialmente bem-vinda para administradores de sistemas em empresas e instituições públicas. Ao configurar máquinas para múltiplos usuários, a presença de apps desnecessários pode impactar a produtividade, além de dificultar o gerenciamento de recursos.

Com a nova política, será possível:

  • Criar imagens de sistema mais enxutas
  • Reduzir o consumo de armazenamento
  • Evitar distrações de apps não essenciais
  • Melhorar a performance em máquinas com hardware mais simples

Possível impacto no mercado de apps da Microsoft Store

Risco para aplicativos impopulares

Ainda é cedo para avaliar o impacto da mudança no ecossistema da Microsoft Store, mas a flexibilidade oferecida pode influenciar desenvolvedores a repensar suas estratégias. Com a possibilidade de exclusão facilitada, será essencial que os apps ofereçam real valor ao usuário para evitar serem removidos logo na primeira configuração do sistema.

Perspectivas futuras para o Windows 11

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Imagem: Divulgação/Windows

Outras funcionalidades em teste

A versão 25H2 do Windows 11 representa um novo ciclo de atualizações dentro da política de “Windows como serviço” da Microsoft. Ainda que a empresa mantenha um ritmo de melhorias contínuas, o foco em dar mais controle ao usuário parece ser uma diretriz clara nas últimas atualizações.

Além da nova política de remoção de apps, outras funcionalidades têm sido testadas, incluindo:

  • Otimizações no desempenho geral
  • Melhorias na acessibilidade
  • Novos temas e opções de personalização
  • Integração mais profunda com serviços em nuvem e IA

Lançamento oficial

A versão final da atualização 25H2 do Windows 11 deve ser lançada oficialmente no segundo semestre de 2025. Até lá, os recursos seguem em fase de testes com os usuários do programa Insider, que ajudam a identificar bugs, falhas de segurança e oportunidades de melhoria.

Considerações finais

A decisão da Microsoft de permitir a desinstalação oficial de aplicativos padrão no Windows 11 é mais um passo na direção da personalização e do controle por parte do usuário. A política de grupo adicionada na versão 25H2 atende a uma demanda histórica e deve facilitar tanto o uso doméstico quanto o corporativo do sistema.

A medida, embora restrita às versões Pro e superiores, sinaliza um avanço na filosofia da empresa em ouvir sua base de usuários — algo essencial para manter a relevância do Windows em um mercado cada vez mais competitivo e diverso.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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