A Fundação Renova, composta pela mineradora Vale e BHP Billiton, donas da Samarco Mineração, anunciou nesta terça-feira (14) o pagamento de R$ 8,1 bilhões em indenização. O pagamento é referente a ajudas às vítimas do rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, ocorrido em 2015.
Mineradora paga R$ 8 bilhões em indenização
De acordo com a empresa, até o final de 2023, os valores pagos em indenização atingirão R$ 36 bilhões desde novembro de 2015
O valor será destinado ao reassentamento das vítimas, indenização, além de ações socioambientais. Contudo, o montante não é o suficiente para atender as pessoas afetadas pelo crime, de acordo com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).
Segundo o integrante da coordenação nacional do MAB, Heider Boza, “do ponto de vista ambiental, são valores muito irrisórios”. Com relação aos assentamentos, segundo Heider, ”8 bi anual não atende as demandas”. Além disso, o integrante do MAB acrescentou que “do ponto de vista mais geral, todo o orçamento empenhado é insuficiente”.
Valor total gasto pela empresa entre indenização e reassentamento passa de R$ 30 bilhões
Em defesa, a Renova afirmou que o valor total gasto, desde 2015 até dezembro deste ano, entre indenização e reassentamento será de aproximadamente R$ 36 bilhões, incluindo os R$ 8,1 bilhões atuais. Confira os valores de acordo com o objetivo:
- Indenizações e reassentamento das vítimas: Aproximadamente 5,31 bilhões;
- Indenizações e auxílio financeiro emergencial: Aproximadamente R$ 3,67 bilhões, sendo que, até dezembro de 2022, 409,4 mil pessoas receberam R$ 13,5 bilhões;
- Reassentamento dos atingidos: Aproximadamente R$ 1,64 bilhão;
- Ações socioambientais: Aproximadamente R$ 876 milhões, sendo R$ 273 milhões para ações de recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e recarga hídrica (ARH) e recuperação de nascentes.
Para integrante do MAB, valores são “pouco eficientes”
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Ainda assim, de acordo com Heider, “os gastos aplicados até o momento são pouco eficientes e não representam resultados concretos no restabelecimento social e econômico das comunidades, muito menos do ponto de vista ambiental”. Para o integrante da MAB, uma visita rápida às comunidades mostram que faltam resultados.
Imagem: Jbruiz/shutterstock.com
