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Ministra faz declaração polêmica sobre beneficiários do Bolsa Família: “Vão para a informalidade para ganhar R$ 600”

Programa de auxílio do governo federal poderia economizar muito dinheiro aos cofres públicos. Veja a repercussão do caso.

Guilherme TirelliPor Guilherme Tirelli2 min de leitura
Uma mão segurando um celular com o aplicativo do Bolsa Família aberto. Ao fundo, a tela de um computador com o site do programa aberto.

Nesta quarta-feira (26), a atual ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, comentou a revisão do Cadastro Único do Bolsa Família pelo governo. A medida tem como objetivo central analisar quem não tem mais direito ao benefício, mas ainda está cadastrado no sistema.

De acordo com a parlamentar, trabalhadores do gênero masculino, em muitos casos, optam pela informalidade para ganhar R$ 600 do programa governamental. Ainda segundo Tebet, cortar esses gastos iria proporcionar uma economia de, aproximadamente, R$ 7 bilhões aos cofres públicos. A declaração ocorreu durante reunião promovida pela FPE (Frente Parlamentar do Empreendedorismo).

Bastidores da declaração

O Governo Federal vem fazendo uma revisão geral no Bolsa Família desde março. A análise meticulosa, feita pelo Ministério do Desenvolvimento Social, determinou o fim da garantia para 1,4 milhão de brasileiros. A partir de abril, eles não contarão mais com o auxílio. Nesse sentido, a estimativa é que mais de 5 milhões de cadastros sejam cancelados.

O ponto cego tratado pela investigação são as famílias unipessoais, isto é, quando o indivíduo declara que é o único morador de uma residência. Dessa forma, o governo verifica se os dados do Cadastro Único estão em conformidade com os outros bancos de dados oficiais. Além disso, é analisado se as informações cadastradas são verídicas.

Sobre o Bolsa Família

No último mês, mais de 21 milhões de brasileiros receberam bolsas na faixa de R$ 670,33. Para esse ano, a determinação federal é de que, para cada criança de até 6 anos, um acréscimo de R$ 150 seja creditado. Vale lembrar que todos os beneficiários de qualquer auxílio financeiro federal devem estar inscritos no Cadastro Único.

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O Bolsa Família é um programa instituído no primeiro mandato do presidente Lula, por meio da Medida Provisória 132, outorgada em 20 de outubro de 2003. Essa foi transformada em lei no dia 9 de janeiro do ano seguinte, conforme a Lei Federal nº10.836.

Imagem: Sidney de Almeida / Shutterstock.com

Guilherme Tirelli

Autor

Guilherme Tirelli

Fissurado por novos desafios e aventuras, contar histórias e escrever são as minhas paixões. Acredito, portanto, no poder das palavras para construir pontes e emocionar. Atualmente estou no 6º semestre de Jornalismo pela Puc-SP, navegando por todos os campos da comunicação.

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