Embora a ministra do Turismo, Daniela Carneiro (União Brasil-RJ), conhecida como Daniela do Waguinho, tenha recebido apoio de milicianos durante sua campanha eleitoral, quando pleiteava uma vaga como deputada federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que não há fatos para substituir Daniela, que atribui a adversários as acusações dela ter ligação com miliciano.
Ministra manda mensagem a Lula afirmando que estão tentando “queimá-la”
Nos últimos dias, fotos da ministra do Turismo, Daniela Carneiro, com milicianos têm vindo a público. Confira o que Lula falou sobre o caso.
“Inimigos querendo me queimar, mas não irão conseguir”, escreveu Daniela na última quarta (4), em uma mensagem de WhatsApp revelada pelo Estadão. Assim, para Lula, a ministra do Turismo pode ter sido vítima de fogo amigo.
Troca no ministério
De acordo com uma apuração do Estadão, uma ala do União Brasil quer trocar Daniela, já que ela não foi uma indicação da bancada do partido na Câmara e, sim, de Luciano Bivar, presidente do partido, e do senador Davi Alcolumbre.
Desconforto
Dessa forma, Daniela admitiu estar desconfortável com a revelação que a família do miliciano Juracy Alves Prudência, o Jura, fez campanha para ela e para seu marido, Wagner Cordeiro, o Waguinho, prefeito de Belford Roxo, no Rio.
“Desconfortável hoje. Jornalistas cochichando”, disse Daniela em mensagem a seu futuro secretário executivo do ministério, Bento. “Talvez seja porque você já está impressionada. Aí as coisas ficam mais gritantes para você”, respondeu Bento.
Já em conversa com um contato identificado como Doutor Santoro H.F., a ministra disse que não vai encobrir os crimes de ninguém.
“Recebi muitos apoios, mas não respondo por outras pessoas. Não compactuo com qualquer ato ilícito. Cabe à política e à Justiça investigar e julgar casos que são da polícia e da Justiça.”
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Ainda na quarta-feira, Rui Costa, ministro da Casa Civil, minimizou as suspeitas da relação de Daniela com milicianos. Além disso, negou que o União Brasil queira que a ministra seja demitida e substituída por outro deputado da bancada.
“Não tem nada até aqui, nenhuma repercussão ou materialidade concreta que crie algum tipo de desconforto. Se surgirem coisas novas, aí é outra história, mas até o momento não há nada”, destacou o ministro.
Imagem: FÁTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
