Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em declaração nesta sexta-feira (20), o mercado no início deste primeiro semestre mostra claros sinais de desaceleração. Para o terceiro trimestre do ano, as notícias são preocupantes.
Ministro da Fazenda afirma que atividade econômica do 3° trimestre é preocupante
Nesta sexta-feira (20), ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dá declarações sobre desaceleração da economia brasileira. Saiba mais!
As afirmações foram feitas durante a fala do ministro em coletiva de imprensa da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Para ele, porém, é preciso entender qual é a melhor trajetória para equilibrar a atividade e a inflação.
Saiba mais sobre declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad

De acordo com ele, os responsáveis pelo Banco Central que alegaram que a taxa Selic sofreria com um corte de 0,5 ponto percentual estavam certos. Essas declarações acontecem após a divulgação do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do BC.
Nos resultados do índice, registra-se uma queda de 0,77% no PIB de agosto, em comparação a julho. O resultado é pior do que o esperado, que projetava um recuo de apenas 0,3% no período. Levando em consideração esses resultados, o ministro da Fazenda declarou:
“Eu venho dizendo, desde o primeiro trimestre, quando saiu o resultado do PIB, que nós estávamos com uma desaceleração forte. Eu dizia que o Brasil cresceria mais de 2% e que a inflação, que estava projetada para 6%, seria mais perto de 5%. Essas projeções da Fazenda do início do ano estão se confirmando”, disse Haddad.
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Ainda de acordo com o ministro da Fazenda, é preciso ter atenção com a “atividade econômica”, após a desaceleração. Segundo ele, a ideia é conseguir conciliar os desafios da política fiscal e monetária, a fim de garantir o melhor resultado.
Além disso, Haddad deixou claro que o Ministério segue em constante diálogo com o BC, e que a relação institucional entre ambos segue firme. Por fim, o IBC-Br é um indicador que serve como parâmetro para demonstrar o aumento ou recuo do PIB do país.
Com ele, é possível medir a taxa básica de juros (Selic), levando em consideração diversos segmentos do país, como agronegócio, indústria e serviços, que estimam a evolução da oferta final. Esse índice, atualmente, tem um cálculo nacional.
Imagem: JFDIORIO/Shutterstock
