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Moeda comum entre Brasil e Argentina é criticada por Nobel da Economia

Economista fez duras críticas à possibilidade do desenvolvimento de uma moeda única entre os países sul-americanos. Veja!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Presidentes do Brasil e Argentina se abraçando

Recentemente, a criação de uma moeda comum entre o Brasil e a Argentina tomou conta dos noticiários após a viagem internacional do presidente Lula (PT) ao país vizinho. Desde então, o projeto tem dividido opiniões entre analistas. 

O economista Paul Krugman, vencedor do prêmio Nobel da Economia, não aprovou a ideia. De acordo com ele, quem pensou na criação de uma unidade monetária não sabe nada sobre o cenário econômico internacional.

Vale ressaltar que trata-se de uma moeda comum e não única, ou seja, a nova moeda servirá apenas para trocas comerciais entre os países envolvidos. O real e o peso não deixarão de existir como moedas centrais de cada nação. 

Crítica à criação de uma moeda comum

Em seu Twitter, o americano Krugman comentou sobre o assunto. De acordo com ele, uma moeda única entre dois países só faz sentido caso ambos sejam seus principais parceiros comerciais, o que não é o caso do Brasil e da Argentina.

Além disso, é preciso que as nações tenham fatores econômicos semelhantes para que não haja conflitos nesse sentido. 

A relação comercial entre as nações sul-americanas funcionam da seguinte forma atualmente:

  • Brasil destina cerca de 4,2% de suas exportações à Argentina;
  • Argentina envia 15% das exportações ao Brasil. 

Ou seja, são considerados baixos os níveis de trocas comerciais. 

Moeda comum entre Brasil e Argentina 

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O principal objetivo do desenvolvimento de uma moeda comum entre Brasil e Argentina é facilitar as transações comerciais entre os países do Mercosul e, com isso, reduzir a dependência do dólar na região. 

Isso significa que, na teoria, as nações que aderissem ao projeto evitariam as oscilações cambiais. 

Como citado acima, os países não deixariam de ter suas moedas oficiais. A moeda única, que pode ser chamada de “Sur”, serviria apenas para as negociações externas. Os cidadãos comuns não teriam acesso. Por fim, o projeto ainda passará por estudos.

Imagem: Reprodução Twitter /Ricardo Stuckert

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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