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Motoboys realmente farão paralisação este mês? Entenda!

Descubra, na matéria, se os motoboys autônomos, que prestam serviços para aplicativos, farão paralisação em janeiro!

Liliana LuísaPor Liliana Luísa2 min de leitura
Entregadores

Não é recente a luta dos motoboys de aplicativo por melhores condições de trabalho, assim como a regulação da prestação de serviços e a criação de um fundo social. Além disso, os profissionais também querem uma participação mais ativa na regulamentação que tramita em órgãos governamentais.

Portanto, são estas as mesmas razões que possivelmente levarão os entregadores a realizarem uma paralisação em, pelo menos, quatro estados brasileiros.

A previsão da mobilização de motoboys é no fim de janeiro

Segundo informações coletadas pela colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo, os entregadores dos aplicativos têm intenção de realizar uma paralisação em, pelo menos, quatro estados brasileiros no dia 25 de janeiro.

O movimento é de articulação pela Aliança dos Entregadores de Aplicativos (AEA), grupo recém-criado para buscar o atendimento às demandas da classe.

Esta paralisação será a primeira no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas já houve outras greves no governo de Jair Bolsonaro (PL).

AEA organiza a greve

De acordo com Mônica Bergamo, os entregadores se postarão diante de escritórios do Ifood, assim como em pontos de coleta e centros comerciais. Dessa forma, tencionam exigir direitos trabalhistas e voz ativa na regulação da profissão.

Um dos dirigentes da AEA e líder do movimento no estado de São Paulo, Júnior Freitas, confirmou que cerca de 13 mil pessoas participam de grupos de WhatsApp. Nestes grupos, participantes trocam informações para organizar as manifestações.

Em relação à busca por mais voz ativa na regulação, Freitas esclarece que se trata de uma medida para garantir a justiça no processo. “Eles têm o costume de escutar apenas as lideranças, mas não escutam o trabalhador que está na rua todo dia sendo explorado”, afirma em entrevista exclusiva.

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Para Freitas e muitos outros trabalhadores, não é uma questão de acabar com os aplicativos ou sequer de exigir uma contratação em regime CLT. Os motoboys querem apenas uma regulamentação da profissão e o aumento do valor pago por entrega.

“Se precisar [esperar o governo] fazer uma regulamentação para conseguir um aumento, até lá a categoria morre”, ressalta o dirigente.

A necessidade do aumento é explicada também pela necessidade de cobrir os custos com combustível, essencial para realizar as entregas, e que se encontra inflacionado.

Imagem: Leonidas Santana / shutterstock.com

Liliana Luísa

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Liliana Luísa

Formada em Letras, Liliana é uma profissional com 10 anos de experiência no mercado de trabalho, atuando como revisora e redatora.

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