A previsão da mobilização de motoboys é no fim de janeiro
Segundo informações coletadas pela colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo, os entregadores dos aplicativos têm intenção de realizar uma paralisação em, pelo menos, quatro estados brasileiros no dia 25 de janeiro.
O movimento é de articulação pela Aliança dos Entregadores de Aplicativos (AEA), grupo recém-criado para buscar o atendimento às demandas da classe.
Esta paralisação será a primeira no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas já houve outras greves no governo de Jair Bolsonaro (PL).
AEA organiza a greve
De acordo com Mônica Bergamo, os entregadores se postarão diante de escritórios do Ifood, assim como em pontos de coleta e centros comerciais. Dessa forma, tencionam exigir direitos trabalhistas e voz ativa na regulação da profissão.
Um dos dirigentes da AEA e líder do movimento no estado de São Paulo, Júnior Freitas, confirmou que cerca de 13 mil pessoas participam de grupos de WhatsApp. Nestes grupos, participantes trocam informações para organizar as manifestações.
Em relação à busca por mais voz ativa na regulação, Freitas esclarece que se trata de uma medida para garantir a justiça no processo. “Eles têm o costume de escutar apenas as lideranças, mas não escutam o trabalhador que está na rua todo dia sendo explorado”, afirma em entrevista exclusiva.
Para Freitas e muitos outros trabalhadores, não é uma questão de acabar com os aplicativos ou sequer de exigir uma contratação em regime CLT. Os motoboys querem apenas uma regulamentação da profissão e o aumento do valor pago por entrega.
“Se precisar [esperar o governo] fazer uma regulamentação para conseguir um aumento, até lá a categoria morre”, ressalta o dirigente.
A necessidade do aumento é explicada também pela necessidade de cobrir os custos com combustível, essencial para realizar as entregas, e que se encontra inflacionado.
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