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Motoristas de app trabalham mais e ganham menos; entenda

Motoristas de aplicativo trabalham até 60 horas por semana em 2025, mas têm renda menor devido ao alto custo dos combustíveis, tarifas e mais.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Parquímetros

Em 2025, os motoristas de aplicativo estão trabalhando mais horas por semana, mas ganhando menos, segundo um estudo recente realizado pela plataforma GigU, especializada em serviços para motoristas e entregadores. Entre os fatores que contribuem para essa realidade estão o preço elevado dos combustíveis, as oscilações nas precificações das plataformas e a falta de transparência nos repasses financeiros.

Estudo aponta aumento da carga horária e queda na lucratividade

Motoristas tarifas
Imagem: Max4e Photo/ Shutterstock.com

Motoristas trabalham até 60 horas por semana nas maiores cidades

De acordo com a pesquisa da GigU, a jornada média dos motoristas em 2025 alcança cinquenta e duas horas por semana em várias capitais brasileiras, chegando a sessenta em São Paulo, maior metrópole do país. Apesar do aumento das horas trabalhadas, a lucratividade mensal não ultrapassa R$ 4.100 na capital paulista, valor insuficiente para cobrir os custos e proporcionar uma boa qualidade de vida.

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Impacto do custo do combustível nas rendas

Em cidades como Maceió, onde o custo por quilômetro rodado é o mais alto do levantamento, a renda líquida média mensal dos motoristas cai para cerca de R$ 1.800. Esse cenário evidencia a dificuldade enfrentada pelos profissionais para equilibrar despesas e ganhos.

Lucro líquido e desafios financeiros

Baixa lucratividade predominante em várias cidades

O estudo revela que em mais da metade das cidades pesquisadas o lucro líquido mensal dos motoristas de aplicativo é inferior a R$ 3.000. Nas cidades de Manaus (AM) e Pelotas (RS), por exemplo, os ganhos não ultrapassam R$ 2.200, demonstrando a fragilidade financeira enfrentada por esses trabalhadores.

Gastos elevados com combustível e aluguel de veículos

Em Belém (PA), um dado alarmante mostra que cerca de 40% do faturamento dos motoristas é destinado ao pagamento de combustível, que pode superar R$ 2.300 por mês. Além disso, aproximadamente 30% dos motoristas consultados trabalham com carros alugados, o que diminui ainda mais os rendimentos líquidos mensais.

Condições de trabalho e qualidade de vida

Além das dificuldades financeiras, 70% dos motoristas afirmam que não conseguem parar para descanso, tampouco possuem renda suficiente para tirar férias, evidenciando a precariedade das condições de trabalho.

Saúde mental e perspectivas para o futuro

Pressão psicológica e falta de planejamento

A rotina desgastante afeta a saúde mental da maioria dos motoristas, independentemente da faixa etária. Mais da metade dos jovens abaixo de 35 anos não fazem planejamento para o futuro devido à renda imprevisível e ao alto custo de vida.

Desistência e insatisfação com a profissão

A pesquisa mostra que 55% dos jovens motoristas já cogitaram deixar a profissão. Os principais motivos são a insegurança nas ruas, o custo elevado de operação, a falta de valorização e a pressão dos algoritmos que controlam as plataformas digitais.

Possíveis soluções e perspectivas para 2025

Motoristas
Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil

Ajustes na precificação e políticas de suporte

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Para melhorar as condições dos motoristas, é necessário que as plataformas revejam suas políticas de precificação, garantindo uma remuneração justa e transparente. Além disso, iniciativas governamentais para reduzir o custo dos combustíveis podem aliviar o peso das despesas.

Fortalecimento da representação dos motoristas

Organizações de motoristas de aplicativo vêm ganhando força para reivindicar melhores condições de trabalho, direitos trabalhistas e negociações coletivas com as plataformas.

FAQ – Perguntas frequentes

Como o custo do combustível impacta a renda dos motoristas?

O combustível pode consumir até 40% do faturamento mensal, especialmente em cidades onde o preço da gasolina é mais elevado, reduzindo significativamente o lucro líquido dos motoristas.

De que forma o aluguel do veículo afeta a renda dos motoristas?

Motoristas que utilizam carros alugados precisam destinar uma parte significativa de seus ganhos para o pagamento do aluguel, o que reduz substancialmente o lucro líquido mensal.

Considerações finais

Enquanto essas mudanças não se concretizam, a categoria seguirá vivendo a contradição de uma jornada extensa aliada a uma remuneração insuficiente, refletindo os desafios do mercado de trabalho moderno e das novas formas de economia digital.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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