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Mudanças climáticas terão que ser analisadas por bancos: entenda
Em dezembro, os bancos brasileiros darão início a uma nova era a respeito de como medir os impactos das mudanças climáticas em seus negócios.
Em dezembro deste ano, os bancos brasileiros darão início a uma nova era a respeito de como medir os impactos das mudanças climáticas em seus negócios. Pois, o Banco Central (BC) passará a cobrar a inclusão de riscos climáticos no gerenciamento de risco e capital.
Além disso, também será cobrada uma política de responsabilidade social, ambiental e climática. Além de um relatório anual com informações padronizadas sobre o tema.
Pioneirismo
O Brasil é pioneiro desse processo na América Latina. No resto do mundo, o método já é utilizado pelas principais economias. Em outubro, será apresentado pelo Banco Central, no Relatório de Estabilidade Financeira (REF), algumas referências para as instituições seguirem na elaboração de suas previsões.
Devem constar no documento, por exemplo, detalhes de como as instituições terão de calcular reflexos de uma seca extrema sobre seus serviços e ativos, e um estudo sobre riscos de transição. A princípio o Banco Central não será tão rigoroso, pois se trata de um aprendizado para todos. Ademais, não necessariamente os bancos deverão seguir esse modelo. Contudo, a autoridade monetária irá monitorar os preparativos para cumprir as novas normas.
“Em geral, visões agregadas apresentam simplificações, pois é necessário adequar o estudo à disponibilidade de dados e informações de diferentes tipos de instituição. Se o risco for relevante para uma dada instituição, essa deve desenvolver uma técnica mais aprimorada para avaliar o risco”, destacou o órgão.
Instituições já têm adotado a medida
Embora ainda não tenha um padrão estabelecido pelo Banco Central sobre como contabilizar em seus balanços os riscos climáticos, as instituições financeiras no Brasil já têm buscado apoio de especialistas para seguir as novas regras, que devem ser divulgadas em dois meses.
“As maiores acabam ficando na vanguarda, pois índices e investidores externos geram pressão. Não está todo mundo na mesma página. Mas a regulação trouxe a urgência do tema, não é mais uma questão voluntária”, afirmou Maria Eugenia Sosa Taborda, coordenadora para América Latina e Caribe da iniciativa para o setor financeiro do programa das Nações Unidas (ONU).
De acordo com o Banco Central, não há metodologia ou técnica de elaboração para os testes de estresse, a partir das fixadas pela regulação:
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- Análise de sensibilidade;
- Análise de cenários; e
- Teste de estresse reverso.
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Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com
