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Informe do INSS revela 2 mudanças que pesam na aposentadoria dos CLTs em 2026

INSS terá novas regras em 2026: pontos sobem, idade mínima aumenta e pedágio impacta quem está perto da aposentadoria.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
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O ano de 2026 marcará uma virada importante nas regras da aposentadoria no Brasil, com mudanças que impactam diretamente milhões de trabalhadores próximos de se aposentar. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) colocará em prática novos critérios nas regras de transição por pontos e idade mínima progressiva, exigindo mais atenção de quem deseja se aposentar nos próximos anos.

As alterações fazem parte do pacote de transição pós-reforma da Previdência de 2019 e têm como objetivo equilibrar as contas públicas diante do envelhecimento da população brasileira e do aumento da expectativa de vida. No entanto, para muitos trabalhadores, essas mudanças significam ter que trabalhar mais tempo e planejar com muito mais cuidado o momento certo de solicitar o benefício.

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Regras de transição: o que muda em 2026?

As regras de transição foram criadas para proteger os segurados que já estavam no mercado de trabalho quando a reforma da Previdência foi aprovada. Elas evitam a aplicação imediata das novas regras mais rígidas, mas ainda assim, impõem exigências progressivas que aumentam ano a ano.

Regra por pontos: mais difícil atingir o total necessário

A chamada regra de transição por pontos combina dois fatores:

  • Idade do segurado
  • Tempo de contribuição acumulado

Para se aposentar por essa modalidade, o trabalhador precisa atingir uma pontuação mínima, que sobe a cada ano. Em 2026, essa pontuação será:

  • 93 pontos para mulheres (com no mínimo 30 anos de contribuição)
  • 103 pontos para homens (com no mínimo 35 anos de contribuição)

Exemplo prático:

Uma mulher com 61 anos de idade e 32 anos de contribuição somará 93 pontos — o mínimo exigido para se aposentar em 2026. Já um homem com 64 anos e 39 anos de contribuição atingirá os 103 pontos necessários.

“Essa modalidade exige um acompanhamento contínuo, pois a pontuação aumenta todos os anos. O segurado que planeja se aposentar precisa calcular anualmente seu progresso”, alerta a advogada previdenciarista Ingrid Magalhães.

Idade mínima progressiva: seis meses a mais por ano

Outra alternativa é a regra de idade mínima progressiva, que estabelece uma combinação entre idade e tempo de contribuição.

Em 2026, os requisitos serão:

  • 59 anos e 6 meses de idade para mulheres (com 30 anos de contribuição)
  • 64 anos e 6 meses de idade para homens (com 35 anos de contribuição)

Essa idade mínima sobe 6 meses a cada ano, até atingir:

  • 62 anos para mulheres em 2031
  • 65 anos para homens em 2027

E quem estava perto de cumprir os requisitos?

Para quem estava se planejando para se aposentar nos moldes das regras anteriores, essa progressão pode significar ter que esperar mais tempo e, em alguns casos, repensar totalmente o plano de saída do mercado de trabalho.

Pedágio do INSS: regras alternativas para quem já contribuía antes da reforma

Além das regras por pontos e idade, o INSS também oferece duas modalidades de pedágio, voltadas especialmente para quem já tinha tempo de contribuição significativo até 13 de novembro de 2019, data da promulgação da reforma.

Pedágio de 50%

Nessa modalidade:

  • Exige-se que o trabalhador contribua com 50% a mais do tempo que faltava em 2019 para atingir o tempo mínimo de contribuição.
  • Não há idade mínima exigida, mas essa opção só está disponível para quem estava muito próximo de se aposentar por tempo de contribuição na data da reforma.

Exemplo:

Um homem que tinha 33 anos de contribuição em 2019 (faltando 2 anos para os 35) deverá trabalhar mais 1 ano além desses 2 restantes, totalizando 3 anos adicionais.

Pedágio de 100%

Já nesta alternativa:

  • O trabalhador deve dobrar o tempo que faltava para se aposentar na data da reforma.
  • Também será exigida uma idade mínima:
    • 60 anos para homens
    • 57 anos para mulheres

Exemplo:

Uma mulher que tinha 28 anos de contribuição em 2019 e faltavam 2 anos para os 30 exigidos, terá que trabalhar mais 4 anos, totalizando 32 anos de contribuição, e só poderá se aposentar quando completar 57 anos.

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Cálculo do benefício: entenda a nova fórmula do INSS

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

As mudanças não param nos requisitos para se aposentar. A forma de cálculo do valor da aposentadoria também foi alterada após a reforma, tornando o benefício inicial mais enxuto, especialmente para quem contribuiu com valores baixos durante a vida profissional.

Como funciona o cálculo atual

  • É feita a média de 100% dos salários de contribuição desde julho de 1994, sem descartar os 20% menores, como acontecia antes.
  • O valor do benefício será de 60% dessa média, com acréscimo de 2% por ano adicional de contribuição além do mínimo (30 anos para mulheres, 35 para homens).

Exemplo de cálculo:

Um homem com 40 anos de contribuição (5 anos além do mínimo) receberá:

  • 60% + (5 x 2%) = 70% da média salarial

Esse percentual pode variar bastante conforme o tempo total de contribuição e o histórico de salários registrados no CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais).

Por que o planejamento previdenciário é essencial?

Com todas essas mudanças e regras coexistindo, o planejamento da aposentadoria se tornou mais complexo, técnico e estratégico. Um erro de cálculo ou o desconhecimento sobre qual regra é mais vantajosa pode causar perdas significativas de valor mensal ou até impedir o benefício no momento desejado.

Dicas para quem está se aproximando da aposentadoria:

  • Acompanhe anualmente as alterações nas regras de transição.
  • Consulte o extrato do CNIS para verificar se todas as contribuições estão corretamente registradas.
  • Simule diferentes cenários no portal Meu INSS ou com um especialista.
  • Busque orientação de um advogado previdenciarista para identificar qual regra trará o maior valor no menor tempo.
  • Evite solicitar o benefício por impulso, sem calcular previamente as perdas ou vantagens.

Como consultar as informações no Meu INSS

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Imagem: Joédson Alves/Agência Brasil

O aplicativo e site do Meu INSS são as ferramentas oficiais para acompanhar sua situação previdenciária. Pelo sistema, é possível:

  • Ver o tempo total de contribuição
  • Simular datas possíveis para aposentadoria
  • Consultar salários de contribuição
  • Solicitar benefícios
  • Agendar perícias

O acesso é feito com login via gov.br, e a plataforma é compatível com dispositivos móveis e navegadores de internet.

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

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Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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