Na última segunda-feira (17), Daniella Marques, presidente da Caixa Econômica Federal, afirmou que mesmo mulheres com nome sujo, isto é, com restrição de crédito, poderão ter acesso à nova linha de crédito “Caixa pra Elas Empreendedoras”. A condição é que formalizem seu negócio, se tornando microempreendedoras individuais (MEIs).
Mulher com nome sujo pode ganhar novo empréstimo da Caixa
Mesmo mulheres com nome sujo, isto é, com restrição de crédito, poderão ter acesso à nova linha de crédito "Caixa pra Elas Empreendedoras"
Dessa forma, ao ser questionada a respeito do lançamento das medidas acontecer em plena campanha do presidente Jair Bolsonaro à reeleição, Marques disse ter “autonomia técnica para exercer a presidência do banco”.
Empreendedorismo
De acordo com Daniella, o empreendedorismo social é a saída de relações abusivas e relacionamentos tóxicos. Segundo ela, desde que assumiu a presidência da Caixa, há o compromisso de ver o empreendedorismo como uma ferramenta de redução da desigualdade, com foco nas mulheres, que são chefes de 80% das famílias integrantes do Auxílio Brasil.
Atualmente, apenas 5% das mulheres que possuem conta na Caixa participam de outros produtos oferecidos pela instituição financeira. “Queremos crescer a participação das mulheres [em nossos produtos]”, afirmou.
Segundo a executiva, de 17 milhões beneficiárias mulheres do Auxílio Brasil, 70% tem alguma atividade autônoma ou informal. Dessa forma, esse público será o principal foco do programa. Assim, a beneficiária poderá ter acesso ao crédito de R$ 1 mil sem deixar de integrar o programa social.
Crédito
De acordo com a Caixa, após três meses de formalização, a beneficiária poderá solicitar o crédito de antecipação de recebíveis e cartão de crédito. Além disso, a partir de sete meses, terá acesso ao Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe), no valor de R$ 12 mil.
Ademais, após 12 meses, as empreendedoras terão acesso a linhas com valores maiores, como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).
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A Caixa também afirma que o programa faz parte de ações que a instituição tem realizado na redução da violência contra as mulheres. “Não dá pra falar em prevenção contra a violência se a gente não ajuda na independência financeira”, afirmou Thays Cintra, vice-presidente de Negócios de Varejo da Caixa.
Desde agosto, quando teve início o programa Caixa pra Elas, cerca de 85 mil novos cartões de crédito foram contratados por mulheres. Ademais, foram distribuídos às mulheres cerca de R$ 1,7 bilhão até o momento.
Imagem: SERGIO V S RANGEL/shutterstock.com
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