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Mulher compartilha localização e traficante Ronald Roland é preso

Mulher compartilha localização de traficante Ronald Roland, resultando em sua prisão. A ação facilitou a captura pelas autoridades.

A captura de Ronald Roland, um nome notório associado ao tráfico internacional e esquemas de lavagem de dinheiro, marcaram um ponto crucial nas investigações da Polícia Federal (PF). Acusado de operar uma vasta rede financeira ilícita, o traficante brasileiro foi recentemente preso pela PF.

Roland, que durante anos conseguiu despistar as autoridades, viu seu esconderijo ser comprometido pela atividade online de sua esposa, Andrezza de Lima Joel. Andrezza, dona de uma loja de biquínis no Guarujá e suposta cúmplice no esquema de lavagem, inadvertidamente expôs a localização da família, desencadeando uma séria de investigações.

Como Ronald Roland foi encontrado?

Imagem: Reprodução / Polícia Federal

A prisão de Roland, planejada meticulosamente pela PF, foi precipitada pelas publicações imprudentes de sua esposa nas redes sociais. Compartilhando imagens de viagens luxuosas em jatos particulares, Andrezza não apenas chamou atenção para o estilo de vida extravagante do casal, como também inadvertidamente forneceu pistas para as autoridades.

Esse episódio destaca como os indivíduos podem, sem intenção, comprometer sua própria segurança por meio das redes sociais. A exposição digital, que muitos consideram inofensiva, pode ter consequências profundas, principalmente quando envolvida em atividades ilícitas.

O que a operação revelou?

Ao analisar o patrimônio de Roland, a PF apurou que além da loja de biquínis, muitos outros negócios serviam de fachada para suas operações de lavagem. Estes incluíam empresas de construção civil, locação de veículos, e até investimentos em criptomoedas, totalizando mais de R$ 5 bilhões em movimentações suspeitas ao longo de cinco anos.

Os métodos usados para lavar dinheiro eram sofisticados. Segundo relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a quadrilha de Ronald utilizava métodos como depósitos fracionados em caixas eletrônicos, evitando assim a detecção por parte das autoridades financeiras.

Essas operações foram identificadas em várias cidades, incluindo depósitos de grandes somas de dinheiro em Foz do Iguaçu.

Histórico de Ronald

Ronald Roland, com 50 anos de idade, tem um histórico criminal extenso. Até os anos 2000, ele foi alvo de investigações da Polícia Civil de São Paulo por crimes relacionados à ordem econômica, como sonegação de impostos, corrupção ativa, associação criminosa e falsidade ideológica.

A partir de 2012, já como piloto de avião, ele passou a ser monitorado pela Polícia Federal devido ao seu suposto envolvimento com o tráfico internacional de drogas.

De acordo com o delegado Ricardo Ruiz, Ronald é descrito como uma pessoa extremamente cautelosa. Ele foi mencionado em diversas operações da PF que investigavam organizações criminosas focadas no tráfico de entorpecentes em toda a América do Sul, América Central e México.

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A defesa de Ronald Roland e sua esposa, Andrezza, informou em comunicado que não irá se pronunciar no momento, pois ainda não teve acesso completo ao processo.

Imagem: Skyward Kick Productions / Shutterstock.com