As mulheres recebem salários 21% menores do que os dos homens no mercado de trabalho, de acordo com o levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Os dados levam em consideração os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PnadC), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Mulheres ganham 21% a menos que homens
Levatamento feito com base na Pnad Contínua do IBGE denunciou desigualdade salarial entre homens e mulheres
Dessa forma, os resultados apontam que os homens ganham rendimentos de R$ 3.305 enquanto as mulheres recebem R$ 2.909. Os pencentuais variam de acordo com o setor de atuação, no entanto, permanecem menores para pessoas do sexo feminino.
Elas recebem menos mesmo em setores em que são maioria
O levantamento mostrou que as mulheres recebem valores menores mesmo quando estão maioria em uma determinada área. Por exemplo, o salário pago para trabalhadoras domésticas é 20% menor do que o recebido por homens que realizam o mesmo serviço. Contudo, ela ocupam 91% das vagas destas vagas de trabalho.
Do mesmo modo, na área da saúde, educação e serviços sociais, onde as figuras femininas são 75% do número de profissionais, os rendimentos são 32% menores do que os pagos aos homens.
De acordo com a pesquisa do Dieese, “desigualdade de gênero no mercado de trabalho reproduz e reafirma esse desequilíbrio já existente em todas as esferas da sociedade, sob a forma do machismo”.
Pesquisa da Fundação Seade reitera desigualdade salarial
Além disso, a pesquisa “Perfil da Mulher Paulista: demografia, escolaridade, trabalho e renda”, realizada pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), reiterou os dados sobre a desigualdade salarial.
De acordo com o levantamento, as mulheres do estado de São Paulo são mais escolarizadas que os homens, no entanto, recebem salários menores. Assim, confira os dados da pesquisa com base em idade, nível de escolaridade e faixa salarial:
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- 34% das mulheres entre 25 e 34 anos e 35 e 44 anos possuem graduação;
- 26% das mulheres entre 45 e 54 anos possuem graduação;
- 27% dos homens entre 25 e 34 anos possuem graduação;
- 28% dos homens entre 35 e 44 anos possuem graduação;
- 22% dos homens 45 e 54 anos possuem graduação;
Ademais, o salário dos homens brancos no terceiro semestre de 2022 era de R$ 27,15 por hora, enquanto o das mulheres da mesma cor era de R$ 22,09. Entre pessoas negras, a desigualdade se mantém. Homens negros receberam, no mesmo período do último ano, R$ 15,65 por hora trabalhada, enquanto mulheres negras ganham R$ 13,86.
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