Governo Lula nomeia neta de guerrilheiro comunista para cargo. A posse foi tomada na última quinta-feira (2), em cerimônia ocorrida no centro do Rio de Janeiro. Maria Marighella foi escolhida pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, para o cargo de presidenta da Fundação Nacional das Artes, a Funarte.
Neta de guerrilheiro comunista ganha cargo no governo Lula
Governo Lula nomeia neta de guerrilheiro comunista para cargo. A posse aconteceu na última quinta-feira (2). Saiba mais.
A nomeação da atriz, gestora cultural e vereadora do PT aconteceu ainda em fevereiro, no dia 7, quando a indicação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Ela é a primeira mulher negra e nordestina a ocupar o cargo de presidenta da Fundação.
Maria Marighella, neta de guerrilheiro comunista, toma posse da presidência da Funarte
Durante a cerimônia, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, ressaltou que pasta e órgãos colegiados devem retomar a posição de importância neste governo. Para sua atuação no cargo, Maria Marighella destacou a necessidade de uma relação mais direta entre a Fundação e o povo, além do respeito à diversidade existente no país.
A Funarte, que está ligada ao Ministério da Cultura, atua na fomentação da arte e da cultura no país. Aos 47 anos, ela é neta do guerrilheiro comunista e escritor Carlos Marighella – assassinado pela ditadura militar no ano de 1969 –, e assume a liderança da Fundação após passar pela coordenação da entidade e por órgãos de cultura do governo da Bahia.
Presidenta da Funarte fala sobre os desafios da fundação
Maria Marighella falou durante a posse, no evento chamado “As Artes Tomam Posse”, sobre as dificuldades que devem ser enfrentadas nesse momento de restauração.
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“A nossa tarefa coletiva, que será feita por muitas mãos, tem um grande desafio logo de saída: retomar a Funarte às vésperas de seus 50 anos, restaurar por dentro e por fora dela o respeito aos servidores e servidoras, aos trabalhadores das artes e ao povo brasileiro”.
Ela destacou, ainda, a luta contra a censura e perseguição. “Frente aos ataques do último período, à censura e à perseguição, além de políticas para as artes brasileiras, faremos a defesa do processo de memória, verdade, justiça e reparação. Nós refundaremos o país com a força da cultura e das artes brasileiras”, concluiu.
Imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil
