A partir de julho de 2025, empresas de todo o país começarão a testar um novo sistema que promete transformar o ambiente fiscal brasileiro: a Nota Fiscal Eletrônica Nacional (NF-e Nacional).
NF-e Nacional: nova nota começa a ser testada
Novo modelo de Nota Fiscal Eletrônica entra em testes em 2025 e será obrigatório a partir de 2026. Veja os impactos.
A mudança é parte da ampla reforma tributária aprovada em 2024 e busca padronizar e simplificar o emaranhado de regras fiscais vigente. A obrigatoriedade da nova nota está prevista para 2026, mas o desafio começa bem antes disso.
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Padronização fiscal: fim dos sistemas estaduais

Hoje, cada estado possui seu próprio sistema para emissão de notas fiscais eletrônicas. Com a NF-e Nacional, esse modelo descentralizado será substituído por uma plataforma única. Isso significa que os contribuintes de todo o país, que atualmente utilizam os modelos 55 (Nota Fiscal de Produtos) e 65 (Nota Fiscal ao Consumidor Eletrônica), passarão a adotar um único padrão.
Mais do que unificar sistemas, o novo modelo já foi concebido para atender às exigências da reforma tributária, como a introdução da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Esses dois tributos substituirão gradualmente o PIS, Cofins, ICMS, IPI e ISS.
Cronograma de implementação: fase de testes e obrigação
A fase de testes da NF-e Nacional começa em julho de 2025. Nesse período, empresas, desenvolvedores de software e órgãos fiscais poderão validar e ajustar seus sistemas à nova realidade fiscal. A obrigatoriedade entra em vigor em 2026, mas o modelo atual continuará válido até, pelo menos, 2032 — com possibilidade de prorrogação até 2033.
Esse período de transição exigirá que as empresas operem com dois modelos simultaneamente. Um cenário que exige planejamento, investimento e capacitação.
Impactos diretos nos sistemas das empresas
Para aderir à NF-e Nacional, as empresas precisarão realizar várias mudanças:
- Reconfiguração do layout de emissão fiscal;
- Ajustes nas regras de validação e cálculo de tributos;
- Adaptação dos sistemas ERP;
- Treinamento de equipes de contabilidade, TI e logística.
A Receita Federal destaca que a preparação antecipada é essencial para evitar falhas na apuração de créditos fiscais e mitigar riscos de autuações.
Convivência de modelos fiscais: um desafio operacional
A coexistência entre o modelo atual e a NF-e Nacional trará desafios diários para as empresas. Além de emitir notas em dois sistemas, será preciso manter controles paralelos da tributação.
Outro entrave é a indefinição de pontos cruciais da reforma, como as alíquotas finais da CBS e do IBS. Especialistas estimam que a carga tributária combinada pode ultrapassar 25%, reforçando a necessidade de planejamento financeiro.
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Benefícios prometidos pela nova nota
Apesar dos desafios, o governo aposta em uma série de vantagens com a implementação da NF-e Nacional:
- Redução da cumulatividade dos tributos;
- Mais transparência na apuração fiscal;
- Integração dos fiscos estaduais e federal;
- Menor custo de conformidade para as empresas.
Segundo o Ministério da Fazenda, “a nova nota fiscal eletrônica faz parte de um esforço para modernizar o sistema tributário brasileiro e reduzir a complexidade fiscal que hoje impõe altos custos de conformidade às empresas.”
Recomendações para uma transição segura

Especialistas recomendam que as empresas comecem agora a se preparar para o novo modelo fiscal. Entre os passos sugeridos estão:
- Consultar fornecedores de ERP sobre atualizações compatíveis;
- Mapear processos internos que serão impactados;
- Monitorar as publicações normativas da Receita Federal;
- Participar ativamente da fase de testes em 2025.
“Empresas que deixarem para adaptar seus sistemas apenas na véspera da obrigatoriedade correm sérios riscos de não conseguir cumprir os novos requisitos fiscais, o que pode gerar autuações e prejuízos operacionais”, alerta a Receita Federal.
