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Nova regra no Rio obriga operadoras a entregar dados de celulares roubados rapidamente

Nova lei no Rio obriga operadoras a entregar dados de celulares roubados em até 36 horas à polícia.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
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Com o avanço dos índices de criminalidade ligados ao furto e roubo de celulares no estado do Rio de Janeiro, a Assembleia Legislativa (Alerj) aprovou uma nova legislação que promete ser um divisor de águas nas investigações policiais. O projeto de lei, aprovado em segunda discussão, determina que operadoras de telefonia móvel entreguem informações detalhadas sobre aparelhos e chips roubados em até 36 horas após solicitação formal da polícia.

A medida, que agora aguarda sanção ou veto do governador Cláudio Castro, altera a legislação vigente (Lei 8.500/19), ampliando o escopo de dados a serem entregues pelas operadoras, com o objetivo de tornar mais rápida e eficaz a resposta das forças de segurança.

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Do IMEI aos dados completos do chip

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Imagem: cunaplus / shutterstock.com

Antes da mudança, as delegacias já tinham a obrigação de registrar o número do IMEI (Identificador Internacional de Equipamento Móvel) em ocorrências de roubo ou furto de celulares. Agora, com a nova proposta do deputado Marcelo Dino (União), as operadoras deverão fornecer também todas as informações relacionadas ao chip e ao aparelho, incluindo registros de uso, números ligados à linha e outros dados técnicos relevantes.

O fornecimento dos dados, no entanto, dependerá de um pedido oficial das autoridades policiais, que deverá incluir o número do inquérito e, quando possível, uma autorização do proprietário do aparelho ou do chip.

“A nova proposta pretende acelerar as investigações policiais, dando mais agilidade às ações policiais, que às vezes se veem reféns de decisões judiciais e que, devido ao grande número de processos, podem prejudicar o desfecho das atividades de segurança” (Fonte: EXTRA), explicou o deputado Marcelo Dino.

Prazos curtos e sigilo garantido

As operadoras terão um prazo máximo de 36 horas após o recebimento do pedido formal para entregar os dados. Todo o material deverá ser encaminhado de forma sigilosa, em embalagem lacrada e com abertura autorizada apenas por policiais designados para a investigação.

Além disso, o projeto prevê que o governo estadual possa estabelecer convênios com as operadoras a fim de padronizar o formato, os canais de envio e os protocolos de segurança e rastreabilidade dos dados fornecidos.

Essa padronização pode representar um salto de qualidade na cooperação entre empresas privadas e o poder público, tornando o processo mais transparente e seguro.

Números preocupantes reforçam urgência

A nova legislação surge em um cenário alarmante. Apenas nos quatro primeiros meses de 2025, o estado do Rio de Janeiro registrou 8.757 roubos de celulares — o segundo pior quadrimestre desde o início da série histórica em 2003. A média é de 73 aparelhos roubados por dia, segundo dados da segurança pública estadual.

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As delegacias com mais registros desse tipo de crime são a 59ª DP (Duque de Caxias), 64ª DP (São João de Meriti) e 5ª DP (Mem de Sá), todas localizadas em áreas de grande circulação e vulnerabilidade.

Especialistas em segurança pública apontam que os celulares se tornaram alvo preferencial dos criminosos por armazenarem dados pessoais, financeiros e por poderem ser facilmente revendidos ou utilizados em golpes.

Impactos esperados e desafios futuros

roubo de celular celulares
Imagem: Freepik

Com a implementação da nova regra, espera-se uma melhora significativa na velocidade com que os investigadores obtêm informações cruciais para rastrear celulares roubados, identificar redes criminosas e, eventualmente, recuperar os aparelhos.

O desafio, no entanto, estará na capacidade de as operadoras responderem a um volume possivelmente alto de solicitações, dentro do prazo estipulado, sem comprometer outros serviços. A digitalização dos processos e a adoção de sistemas de resposta automatizada podem ser ferramentas valiosas nesse contexto.

Outro ponto sensível é o equilíbrio entre segurança pública e privacidade. Embora o projeto preveja envio sigiloso e embalagens lacradas, será essencial garantir que os dados dos usuários não sejam expostos ou utilizados de forma indevida.

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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