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Nova tabela do IR: Haddad finaliza proposta; veja o que deve mudar

Alteração na tabela do Imposto de Renda proposta por Lula deve isentar mais de 20 milhões de brasileiros. Saiba mais!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Smartphone aberto no app da Receita Federal e imagem de um leão em segundo plano, ao fundo.

Uma das principais propostas do governo Lula é a atualização da tabela do Imposto de Renda que acumula uma defasagem de mais de 100%. Isso faz com que cada vez mais brasileiros sejam obrigados a pagar pela tributação. Para se ter ideia, a última alteração nos valores foi realizada em 2015. 

A promessa do atual presidente é tornar isento todos os brasileiros que recebem até R$ 5 mil por mês. Hoje, a faixa de isenção é bem menor, de R$ 1903,98. Ou seja, todos os cidadãos que recebem acima desse valor são tributados. 

Diante dessa realidade, o Ministério da Fazenda, comandado por Fernando Haddad, acaba de finalizar a proposta para o reajuste na tabela do IR e aguarda a aprovação do chefe do Executivo. 

Imposto de Renda em 2023

Com a falta de correção, os brasileiros que recebem um salário mínimo e meio são obrigados a pagar pela tributação neste ano. Atualmente, o piso nacional é de R$ 1.302, fixado pelo governo Bolsonaro. Como o reajuste do piso acontece anualmente e a tabela segue estagnada, cada vez mais pessoas precisam arcar com o imposto. 

Estima-se que cerca de 8,4 milhões de brasileiros são isentos. Caso a proposta de Lula (PT) seja aprovada como foi prometida, esse número seria elevado a 28 milhões, ou seja, quase o triplo do atual.

Neste ano, o número de brasileiros declarantes deve chegar perto dos 40 milhões, com base em dados da Unafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais). Vale dizer que mesmo que uma mudança seja aprovada, em 2023, valem os valores antigos. 

Defasagem de 148%

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Ainda segundo as informações da Unafisco, a defasagem da tabela do Imposto de Renda chega a 148,1% quando considerado os dados da inflação acumulada de 1996 a 2022. 

Caso fosse corrigida dessa forma, a faixa de isenção subiria para R$ 4.723,77 e a cobrança máxima incidiria para aqueles que recebem acima de R$ 11.573. Na tabela em vigência hoje, a alíquota máxima é aplicada para os brasileiros com rendimento superior a R$ 4.664,68. 

Imagem: Lais Monteiro / shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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