A partir de 2025, os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passam a seguir novas exigências para solicitar aposentadoria. As mudanças são resultado da Reforma da Previdência de 2019 e fazem parte de um cronograma progressivo que ajusta idades mínimas, pontos e pedágios até 2031.
INSS anuncia novas regras que impactam idade e pontuação da aposentadoria
Novas regras do INSS em 2025 mudam idades e pedágios. Veja quem pode se aposentar, critérios atualizados e simule no Meu INSS.
Com a atualização, a regra de transição por idade e tempo de contribuição exige 59 anos para mulheres e 64 para homens. Já a aposentadoria por idade mantém os parâmetros definidos: 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.
Além disso, as cinco regras de transição continuam válidas em 2025, oferecendo alternativas diferentes para trabalhadores que já estavam no mercado antes da reforma. O uso do Meu INSS e a conferência do CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais) tornam-se ferramentas fundamentais para o planejamento.
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Contexto: por que as regras mudaram?
Aumento da expectativa de vida e equilíbrio fiscal
O objetivo principal das alterações é garantir a sustentabilidade do sistema previdenciário. Com o envelhecimento da população e a elevação da expectativa de vida, era necessário equilibrar contribuições e tempo de recebimento dos benefícios.
A reforma, aprovada em 2019, estabeleceu que as regras seriam aplicadas de forma gradual até 2031, para não prejudicar os trabalhadores que estavam prestes a se aposentar.
Regras de transição em 2025
As transições permitem que trabalhadores que já contribuíam antes da reforma tenham opções diferenciadas. Em 2025, os critérios estão assim:
1. Regra dos pontos
- Mulheres: 92 pontos (idade + tempo de contribuição)
- Homens: 102 pontos
- Exige 30 anos de contribuição para mulheres e 35 para homens
- A cada ano, a pontuação sobe em 1 ponto até chegar a 100 (mulheres) e 105 (homens) em 2031
2. Idade mínima progressiva
- Mulheres: 59 anos + 30 anos de contribuição
- Homens: 64 anos + 35 anos de contribuição
- A idade mínima sobe seis meses por ano até atingir 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens) em 2031
3. Pedágio de 50%
- Disponível para quem estava a dois anos de se aposentar em 2019
- Exige cumprir 50% do tempo que faltava na época
- Não há idade mínima
4. Pedágio de 100%
- Necessário dobrar o tempo que faltava em 2019
- Mulheres: 57 anos + tempo dobrado
- Homens: 60 anos + tempo dobrado
5. Aposentadoria por idade
- Mulheres: 62 anos + 15 anos de contribuição
- Homens: 65 anos + 20 anos de contribuição
Requisitos específicos por gênero
Mulheres
- Regra dos pontos: 92 pontos em 2025
- Idade mínima: 59 anos com 30 anos de contribuição
- Pedágio 50%: 30 anos de contribuição + metade do tempo faltante em 2019
- Pedágio 100%: 57 anos + tempo dobrado
Homens
- Regra dos pontos: 102 pontos em 2025
- Idade mínima: 64 anos com 35 anos de contribuição
- Pedágio 50%: 35 anos de contribuição + metade do tempo faltante em 2019
- Pedágio 100%: 60 anos + tempo dobrado
A importância do CNIS atualizado

O Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) é o documento que registra toda a trajetória laboral do segurado: vínculos empregatícios, contribuições, afastamentos e remunerações.
Por que é essencial?
- Erros no CNIS podem atrasar ou reduzir o valor do benefício
- Trabalhadores com múltiplos empregos ou contribuições como autônomo têm mais risco de inconsistências
- Atualizações regulares evitam disputas administrativas
Como corrigir
- Documentos aceitos: carteira de trabalho, contracheques, guias de recolhimento, contratos de trabalho
- Correções devem ser feitas pelo Meu INSS ou presencialmente em agências
Meu INSS: ferramenta indispensável para simulações
Principais funcionalidades
- Simulação de aposentadoria
- Consulta ao CNIS
- Agendamento de serviços
- Emissão de extratos
Como acessar
- Entre em meu.inss.gov.br ou baixe o aplicativo (Android e iOS)
- Faça login com CPF e senha gov.br
- Clique em “Simular Aposentadoria”
- Confira o tempo restante em cada regra de transição
Limitações
- A simulação é apenas estimativa
- O INSS pode solicitar documentos adicionais para validação
Ajustes progressivos até 2031
Pontuação e idades sobem gradualmente
- Regra dos pontos sobe 1 ponto por ano
- Idade mínima aumenta 6 meses por ano
- Consolidação total em 2031: 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens)
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Essa progressividade garante que os trabalhadores tenham tempo de se adaptar às novas regras.
Impacto no planejamento financeiro dos trabalhadores
Mudança de mentalidade
Os brasileiros precisarão planejar a aposentadoria mais cedo, considerando fatores como:
- Tempo de contribuição já cumprido
- Possibilidade de cumprir pedágios
- Escolha da regra mais vantajosa
Autônomos precisam de atenção especial
Contribuintes individuais devem manter os pagamentos em dia e guardar comprovantes, pois inconsistências no CNIS podem ser mais frequentes nesse grupo.
Exemplos práticos de aplicação
Exemplo 1: Mulher com 57 anos e 28 anos de contribuição em 2025
- Pela regra de pontos, teria 85 pontos, ainda insuficiente (precisa de 92)
- Pela idade mínima progressiva, precisaria de 59 anos e 30 anos de contribuição
- Estratégia: continuar contribuindo até 2027
Exemplo 2: Homem com 61 anos e 33 anos de contribuição em 2025
- Pela regra dos pontos, teria 94 pontos, ainda abaixo dos 102
- Pelo pedágio de 50%, se em 2019 faltavam 2 anos, precisará cumprir 3 anos no total
- Estratégia: optar pelo pedágio se estiver próximo de completar o tempo
Desafios tecnológicos e inclusão digital
Embora o Meu INSS tenha reduzido a necessidade de idas às agências, muitos segurados — principalmente idosos — enfrentam dificuldades com a tecnologia.
- Apoio familiar e de contadores especializados é fundamental
- O INSS disponibiliza atendimento telefônico pelo número 135
Planejamento para o futuro

Passos recomendados
- Verifique o CNIS anualmente
- Simule regularmente no Meu INSS
- Reúna documentos comprobatórios
- Acompanhe mudanças anuais até 2031
Longo prazo
As regras de transição vão até 2031. Após esse período, as exigências se consolidam. Por isso, quem já está no mercado de trabalho deve acompanhar os ajustes anuais para evitar surpresas.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
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