A partir desta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Rio Grande do Sul passam a iniciar o processo sob novas regras. As mudanças foram anunciadas pelo Departamento Estadual de Trânsito do RS (DetranRS) e decorrem de alterações recentes na legislação federal que rege a formação de condutores em todo o país.
Novas regras da CNH entram em vigor no RS; veja o que muda
DetranRS inicia novas regras da CNH com curso digital, provas no modelo antigo e transição híbrida após mudanças federais.
Apesar da entrada em vigor imediata, a aplicação das novas normas ocorre em um modelo híbrido, que combina exigências atualizadas com procedimentos antigos. Segundo o DetranRS, a adoção desse formato temporário foi necessária devido à ausência de um período oficial de transição definido pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o que dificultou a adaptação completa dos sistemas estaduais às novas diretrizes.
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O que muda no processo de primeira habilitação no RS
Início do processo e coleta biométrica
Na prática, os candidatos já podiam iniciar o processo de habilitação antes mesmo desta semana, realizando a abertura do serviço e a coleta biométrica nos Centros de Formação de Condutores (CFCs). Essa etapa permanece inalterada e continua sendo obrigatória para todos os interessados em obter a CNH pela primeira vez.
A biometria é essencial para garantir a identificação correta do candidato ao longo de todo o processo, incluindo aulas, provas e exames.
Agendamento da prova teórica
Com as novas regras em vigor, os candidatos passam a ter acesso ao agendamento da prova teórica. No entanto, neste momento de transição, o exame seguirá o modelo antigo. Isso ocorre porque ainda não há integração entre os sistemas do DetranRS e o banco nacional de questões da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
Enquanto essa integração não for concluída, o conteúdo e o formato da prova teórica permanecem os mesmos já conhecidos pelos candidatos gaúchos.
Curso teórico digital e gratuito
Uma das principais novidades da legislação federal
Entre as principais mudanças trazidas pela nova legislação federal está a criação do curso teórico gratuito e em formato digital. Esse curso pode ser iniciado diretamente pelo aplicativo Gov.br, sem a obrigatoriedade imediata de matrícula em um CFC para essa etapa específica.
A proposta é ampliar o acesso à formação teórica, reduzir custos para os candidatos e modernizar o processo de aprendizagem, alinhando-o às plataformas digitais já utilizadas em outros serviços públicos.
Como funciona o curso digital
O curso online abrange conteúdos obrigatórios, como legislação de trânsito, direção defensiva, primeiros socorros e cidadania. O candidato pode estudar no próprio ritmo, respeitando a carga horária mínima definida em lei.
No entanto, mesmo com a oferta digital, o acompanhamento do Detran e a validação do curso continuam sendo necessários para que o candidato avance para as próximas etapas.
Aulas práticas e exame de direção
Carga horária mínima obrigatória
Após a aprovação no exame teórico, o candidato deve cumprir a carga horária mínima obrigatória de aulas práticas. Conforme as regras atuais, são exigidas ao menos duas aulas práticas antes da realização do exame de direção.
A legislação federal trouxe flexibilização nesse ponto, permitindo ajustes na quantidade de aulas conforme a evolução do candidato. Contudo, a aplicação plena dessa flexibilização depende de regulamentação específica.
Exame prático segue modelo atual
O exame de direção veicular também seguirá, por enquanto, o modelo vigente. A mudança só ocorrerá após a atualização do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, cuja responsabilidade é da Senatran.
Até lá, critérios de avaliação, percurso e procedimentos permanecem inalterados, garantindo segurança jurídica e previsibilidade aos candidatos e aos examinadores.
Exame toxicológico e outras mudanças ainda pendentes
Quando o exame toxicológico será exigido
A exigência de exame toxicológico para a primeira habilitação de condutores de carros e motos está prevista na nova legislação, mas ainda não será cobrada. Segundo o DetranRS, essa obrigação só entrará em vigor após regulamentação específica pelo Contran.
Enquanto isso não ocorre, o exame toxicológico continua sendo exigido apenas nos casos já previstos anteriormente, como para condutores das categorias C, D e E.
Uso de carro próprio e instrutores autônomos
Outras inovações previstas em lei, como a possibilidade de uso de carro próprio nas aulas práticas e a atuação de instrutores autônomos, também aguardam regulamentação. Sem regras claras definidas em âmbito nacional, essas mudanças não podem ser implementadas pelos Detrans estaduais.
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O DetranRS informou que acompanha as discussões junto aos órgãos federais e que adotará as medidas assim que houver respaldo normativo.
Por que o modelo híbrido foi adotado
Falta de período de transição
De acordo com o DetranRS, a principal razão para a adoção do modelo híbrido foi a inexistência de um período de transição estabelecido pelo Contran. As mudanças entraram em vigor de forma imediata, sem tempo hábil para a atualização completa dos sistemas estaduais.
Como resultado, parte das etapas segue o modelo antigo, enquanto outras já refletem as novas regras.
Impacto para candidatos e CFCs
Para os candidatos, o modelo híbrido exige atenção redobrada às orientações dos CFCs e do próprio Detran. Já para os centros de formação, o desafio é adaptar processos internos e orientar corretamente os futuros condutores em meio às mudanças.
Expectativas para os próximos meses
Integração com a Senatran
A expectativa do DetranRS é que, nos próximos meses, ocorra a integração com o banco de questões da Senatran e a atualização dos manuais nacionais. Isso permitirá a adoção integral do novo modelo de habilitação previsto na legislação federal.
Mais digitalização e menos custos
A médio prazo, a tendência é que o processo de obtenção da CNH se torne mais digital, acessível e menos oneroso para os candidatos. O curso teórico gratuito e online é visto como um dos principais avanços nesse sentido.
Enquanto isso, o modelo híbrido busca garantir continuidade no atendimento, sem paralisar a emissão de novas habilitações no estado.
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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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