Na última terça-feira (1) foi inaugurado o Núcleo Especializado de Atendimento Psicoterapêutico (Neap) Chiquinha Gonzaga, que funcionará dentro do Centro de Artes Calouste Gulbenkian, na Praça XI, centro do Rio de Janeiro, com capacidade para atender até 100 mulheres.
Novo benefício permanente para mulheres é liberado
A rede de proteção às mulheres vítimas de violência passa a disponibilizar atendimento psicológico contínuo no Rio de Janeiro.
Segundo o prefeito Eduardo Paes, esse é o primeiro serviço público municipal do tipo no país. Paes também destacou que, atualmente, a rede de proteção às mulheres vítimas de violência disponibiliza atendimento psicológico pontual. Contudo, a partir de agora, o tratamento clínico será continuado.
“O importante aqui é que saímos daquela situação em que a mulher recebe atendimento psicológico só em uma situação de emergência, quando ela é vítima. A ideia aqui é ter um acompanhamento clínico, que dure o tempo que durar, mas que a mulher possa sair daqui com as suas condições restabelecidas”, disse Paes.
Psicólogas capacitadas
De acordo com a secretária de Políticas e Promoção da Mulher, Joyce Trindade, inicialmente, as equipes já entraram em contato com as mulheres que serão atendidas e que contarão com seis psicólogas capacitadas para lidar com violência de gênero.
Ademais, Trindade informou que já há um banco de mulheres organizado pelos centros especializados, que tinham falado a respeito da necessidade desse tipo de atendimento. Apenas em um desses centros, localizado no centro da cidade, são atendidas de 350 a 400 mulheres por mês, com um “fluxo de demandas contínuas”.
Requisitos
Entre os requisitos para ser atendida no Neap, a mulher em situação de violência precisa morar na cidade do Rio de Janeiro, fazer parte da Rede de Enfrentamento à Violência, ter mais de 18 anos, ou 16, caso esteja grávida.
Violência de gênero
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Além disso, Trindade destacou que a rede de atendimento às vítimas da violência de gênero passou de quatro para 18 em dois anos de gestão. “A gente discute a violência de gênero, que são todos os tipos de violência, seja doméstica, familiar ou política. A violência psicológica é invisível, muitas mulheres demoram 15, 20 anos para reconhecer e entender que estão naquela situação.”
A secretária também informou que ainda em 2022 será aberto um Neap em Santa Cruz, na zona oeste do Rio. E, no próximo ano, vai funcionar um na zona norte.
Por fim, segundo Joyce Trindade, depois do atendimento no centro especializado, a vítima é encaminhada para o Neap e também para programas sociais que ajudam na autonomia econômica, sendo esse um passo importante para o fim da dependência financeira e do ciclo de violência.
Imagem: Twin Design / shutterstock.com
