Um novo tipo de golpe está circulando pelo WhatsApp e pelo WhatsApp Web, preocupando milhões de usuários no Brasil. O ataque utiliza um malware sofisticado que tem como objetivo principal capturar informações pessoais e dados bancários de suas vítimas. Segundo a Kaspersky, empresa de segurança digital reconhecida mundialmente, o país se tornou o principal alvo dessa campanha cibernética.
Golpe no WhatsApp: novo malware foca em contas bancárias; confira
Novo golpe no WhatsApp ameaça suas contas bancárias. Veja aqui como se proteger e evitar cair nessa armadilha perigosa agora mesmo!!!
O vírus chega através de um arquivo ZIP aparentemente inofensivo, mas que esconde um atalho malicioso dentro dele. Assim que o usuário abre o arquivo, o programa começa a agir de forma silenciosa, registrando senhas, capturando telas e monitorando atividades em tempo real.

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Como o golpe funciona no WhatsApp
O esquema criminoso é simples, porém extremamente eficiente. Ele começa quando o usuário recebe um arquivo compactado no WhatsApp com um nome genérico, como “comprovante.zip” ou “fatura.zip”. Dentro desse pacote há um atalho que, ao ser aberto, executa o malware no computador ou celular.
O papel do atalho malicioso
O atalho cria um disfarce que engana o sistema operacional e o próprio usuário. Uma vez ativado, ele baixa automaticamente scripts que permitem aos criminosos coletar informações sensíveis, como dados bancários, cookies de sessão e credenciais de login. O malware também pode redirecionar o usuário para páginas falsas que imitam sites de bancos, induzindo-o a inserir suas senhas.
O foco no Brasil
De acordo com os especialistas, o malware verifica se o idioma e a localização do sistema correspondem ao Brasil antes de iniciar suas ações. Isso demonstra que os criminosos estão mirando diretamente nos usuários brasileiros, explorando a popularidade do aplicativo no país e o hábito de enviar arquivos e mensagens com frequência.
Como o malware se espalha pelo WhatsApp Web
Um dos aspectos mais preocupantes desse golpe é a capacidade do vírus de se propagar automaticamente. Assim que o dispositivo é infectado, o malware se aproveita da sincronização do WhatsApp Web para reenviar o mesmo arquivo malicioso aos contatos e grupos da vítima.
Esse comportamento faz com que o ataque se espalhe em efeito dominó. Pessoas que confiam no remetente — já que o arquivo vem de um contato conhecido — acabam abrindo o arquivo sem suspeitar de nada, perpetuando a infecção em larga escala.
Nos primeiros dez dias de outubro, a Kaspersky bloqueou mais de 62 mil tentativas de infecção apenas no Brasil, um número que demonstra o crescimento acelerado dessa ameaça digital.
Sintomas e sinais de infecção
Os usuários precisam ficar atentos a alguns sinais de alerta que podem indicar que o dispositivo está comprometido. Entre os principais sintomas observados, estão:
- Envio automático de mensagens sem o conhecimento do usuário
- Lentidão anormal no funcionamento do sistema
- Abertura de janelas de alerta suspeitas
- Falhas em programas e navegadores
- Notificações constantes do antivírus sobre arquivos bloqueados
Esses indícios podem sugerir que o malware está ativo, coletando informações ou tentando se propagar para outros contatos.
O que fazer em caso de suspeita de infecção
Caso o usuário perceba qualquer um desses sintomas, é fundamental agir rapidamente. Os especialistas recomendam:
- Desconectar o dispositivo da internet imediatamente, impedindo que o malware envie mais dados.
- Realizar uma varredura completa com um programa de segurança confiável.
- Alterar todas as senhas de serviços online, especialmente as relacionadas a bancos e redes sociais.
- Manter o sistema operacional e o antivírus sempre atualizados.
- Evitar abrir novamente arquivos recebidos, mesmo que venham de contatos conhecidos, sem confirmar sua autenticidade.
Como se proteger de golpes no WhatsApp
A prevenção continua sendo a maneira mais eficaz de se proteger de ameaças digitais. A própria Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, recomenda medidas simples, mas essenciais, para evitar cair em armadilhas:
1. Desconfie de arquivos inesperados
Mesmo que o arquivo venha de alguém conhecido, sempre confirme o envio por outro canal. Pergunte, por exemplo, se realmente foi a pessoa que enviou o material. Criminosos frequentemente exploram contas clonadas ou comprometidas para disseminar o malware.
2. Ative a autenticação em duas etapas
Esse recurso cria uma camada adicional de segurança, exigindo um código extra para validar o acesso à conta. Assim, mesmo que o invasor descubra a senha, ele não conseguirá entrar sem o segundo fator de verificação.
3. Evite clicar em links suspeitos
Golpistas frequentemente utilizam mensagens com links falsos que prometem prêmios, cupons de desconto ou atualizações do WhatsApp. Ao clicar, o usuário é redirecionado a páginas que instalam o malware ou roubam informações.
4. Use senhas diferentes para cada serviço
Utilizar a mesma senha para vários sites facilita a ação dos criminosos. O ideal é ter combinações únicas e fortes, preferencialmente com letras maiúsculas, minúsculas, números e caracteres especiais.
5. Mantenha backups regulares
Fazer cópias de segurança periódicas dos dados é essencial. Caso o dispositivo seja comprometido, será possível restaurar informações importantes sem grandes prejuízos.
O papel das empresas de segurança digital
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+311 mil seguidores
Empresas como a Kaspersky, ESET e Avast têm desempenhado papel fundamental na detecção e bloqueio desses ataques. A análise constante de ameaças permite que novas variantes sejam identificadas e neutralizadas rapidamente.
A Kaspersky destacou que os criminosos estão utilizando técnicas avançadas de engenharia social para enganar até usuários experientes. Além disso, o código do malware é atualizado com frequência, o que torna a detecção mais difícil para antivírus que não estão atualizados.
Por que o WhatsApp é alvo frequente de golpes
O WhatsApp é hoje um dos aplicativos mais usados do Brasil, com mais de 140 milhões de usuários ativos. Essa popularidade o transforma em um ambiente ideal para a disseminação de golpes, já que as pessoas confiam nas mensagens que recebem de amigos e familiares.
Além disso, muitos usuários utilizam o WhatsApp como ferramenta de trabalho, enviando documentos e informações sensíveis, o que aumenta o potencial de danos financeiros em caso de infecção.
As novas estratégias dos golpistas
Os criminosos estão adotando estratégias mais elaboradas para driblar os sistemas de segurança. Entre as técnicas identificadas estão o uso de inteligências artificiais para criar mensagens mais convincentes, a personalização de nomes de arquivos e até o uso de ícones que imitam documentos legítimos.
Em alguns casos, o malware se instala de forma persistente, criando cópias de si mesmo em diferentes pastas do sistema, dificultando a remoção. Outros conseguem desativar o antivírus ou impedir a atualização de programas de proteção.
O impacto dos golpes digitais no Brasil
O Brasil figura entre os países com maior número de ataques cibernéticos no mundo. O aumento do uso de serviços online e a digitalização acelerada durante os últimos anos contribuíram para esse cenário.
Além dos prejuízos financeiros diretos, há também impactos psicológicos e emocionais nas vítimas, que muitas vezes perdem a confiança em plataformas digitais e enfrentam fraudes bancárias ou clonagens de contas.
Como denunciar e contribuir com a segurança digital
Os usuários que identificarem ou suspeitarem de mensagens maliciosas podem denunciar diretamente pelo aplicativo do WhatsApp, utilizando a opção “Denunciar contato” ou “Denunciar grupo”.
Além disso, é possível reportar tentativas de golpe aos órgãos oficiais, como o CERT.br (Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil). Essas denúncias ajudam na criação de estratégias de bloqueio e conscientização.

O novo golpe no WhatsApp mostra que a criatividade dos cibercriminosos não tem limites. Eles aproveitam a confiança dos usuários e o alcance do aplicativo para roubar dados sensíveis e comprometer contas bancárias.
Por isso, é fundamental manter-se sempre atento e informado. Não abrir arquivos suspeitos, verificar remetentes, atualizar sistemas e ativar recursos de segurança são passos simples, mas que fazem toda a diferença na proteção contra ataques digitais.
A melhor defesa contra o cibercrime é a prevenção. Quanto mais informado o usuário estiver, menores serão as chances de se tornar a próxima vítima.
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