Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Novo projeto de lei prevê aumento anual do Bolsa Família

Entenda como ocorrerá o aumento dos valores do Bolsa Família, caso o PL seja aprovado no Congresso e sancionado pelo presidente Lula.

Januária VargasPor Januária Vargas2 min de leitura
Menina segurando o cartão do Bolsa Família, ao fundo um menino e uma senhora em frente a uma casa humilde.

Está em análise, na Câmara dos Deputados, o projeto de lei nº 585/23 que prevê a correção anual dos programas de transferência de renda do governo federal, como o Bolsa Família e outros programas que possam vir a existir. 

Dessa forma, os valores serão baseados nos índices da inflação vigentes no ano anterior. Ademais, os benefícios também deverão seguir a variação do PIB (Produto Interno Bruto), caso as taxas, nos últimos 12 meses, tenham sido positivas. 

Assim sendo, é possível que os beneficiários sejam contemplados com o aumento do montante dos programas sociais ao longo dos anos. 

Reajustes conforme a inflação

Segundo o autor do PL, o deputado federal Chico Alencar (PSOL/RJ), a proposta “garante a correção monetária dos benefícios e assegura, para efeito de aumento real, a aplicação do percentual de crescimento do PIB “.

Nesse sentido, o reajuste monetário conforme a inflação levará em consideração dois índices de preços, dando prioridade àquele que apresentar maior variação acumulada no período anterior ao reajuste, sendo:

  • Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), pertencente ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE);
  • Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1, sob a organização da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Entretanto, caso as instituições não divulguem a variação mensal dos índices inflacionários, caberá ao Poder Executivo fazer o cálculo da estimativa dos meses isentos de dados. 

Combate à pobreza e desigualdade

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Conforme aponta a justificativa do PL, a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios – PNAD apresentava, em 2004, os impactos positivos dos programas de  transferência de renda no combate à pobreza e desigualdade social. 

No entanto, o autor alega que a partir de 2014, ano do impeachment da então presidente Dilma Rousseff, os valores do Bolsa Família, que eram acima da inflação, pararam de ser corrigidos. 

Já entre os anos de 2018 e 2021, houve uma perda de 20% no valor do programa social, conforme o INPC. “Não houve correção nem mesmo monetária, fato que limita os efeitos socioeconômicos positivos e, consequentemente, a obtenção dos objetivos de combate à pobreza e à desigualdade”, justifica o autor no texto.

Imagem: Bruno Cesar Spada/ shutterstock.com

Januária Vargas

Autor

Januária Vargas

Jornalista, graduada pelo Centro Universitário UNA, com 10 anos de experiência em produção de textos e assessoria de comunicação. Atualmente, estuda Nutrição & Saúde Integrativa e trabalha como redatora do portal Seu Crédito Digital.

Topicos relacionados