No entendimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o salário mínimo do ano que vem deve ser de R$ 1.421. De modo geral, esse valor é reajustado no início do ano e, em algumas situações específicas, como foi em 2023, pode haver dois reajustes.
Novo salário mínimo: Lula quer pagar R$ 1.421 para os brasileiros
O presidente Lula está defendo um salário mínimo de R$ 1.421 para o ano que vem; como ele chegou a esse valor?
O valor inicial de R$ 1.312 foi determinado pelo orçamento da gestão presidencial anterior à de Lula. Nesse sentido, a equipe econômica atual defende uma política de valorização do salário mínimo, uma vez que nos últimos anos ele foi reajustado de acordo apenas com a inflação.
Diante disso, o cálculo não faz com que o trabalhador tenha um ganho real em sua remuneração. A partir desse pensamento o salário mínimo atual de R$ 1.320 foi estabelecido em maio. Mas, afinal, o que está sendo considerado no cálculo que pode elevar o piso nacional a R$ 1.421?
Quais critérios Lula quer no cálculo do salário mínimo?
Lula acredita que, para valorização do piso nacional, o Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores seja considerado. Além disso, o Índice de Preços ao Consumidor (INPC) também deve ser considerado no novo cálculo do salário mínimo.

O PIB de 2022, ou seja, de dois anos antes de 2024 – o ano do reajuste a que estamos nos referindo – foi de 2,9%. O INPC, por sua vez, só será possível saber quando o ano terminar. Nesse sentido, a expectativa de que ele aumente 2,9% é o que gera a estimativa de R$ 1.421 no piso nacional de 2024.
O valor já está garantido?
A proposta legislativa da valorização do salário mínimo foi aprovada em uma votação simbólica no Congresso Nacional, mas, para que o valor esteja definitivamente garantido, é necessário passar pela sanção presidencial.
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Visto que a proposta foi da própria equipe de Lula, ele deve assinar o texto assim que chegar em suas mãos. A partir disso, a medida deve ser publicada no Diário Oficial da União (DOU). Como muitos valores são definidos de acordo com o piso nacional, haverá também um impacto nos cofres públicos.
O Benefício por Prestação Continuada (BPC) do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), assim como o salário de funcionários públicos são pagos com o dinheiro da república. Nesse sentido, a estimativa é que haja um impacto de R$ 82,4 bilhões até 2026.
Imagem: Gustavo Mello / shutterstock.com
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