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Novo salário mínimo paulista subiu e já começou a valer!

Novo salário mínimo do Estado de São Paulo entra em vigor com valor de R$ 1.804. Reajuste beneficia 76 categorias e supera inflação.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Limite salário mínimo antecipação salarial

Com um dos pisos salariais mais altos do país, o Estado de São Paulo deu início à vigência do novo salário mínimo estadual nesta terça-feira, 1º de julho. O valor foi fixado em R$ 1.804 mensais, conforme determina a Lei nº 18.153/2025, sancionada no começo de junho.

A medida foi oficialmente aprovada pela Assembleia Legislativa em maio, em duas sessões extraordinárias, e sancionada pelo governo estadual no início de junho. O novo valor supera em 18,8% o salário mínimo nacional, atualmente fixado em R$ 1.518, e representa uma alta de 10% em relação ao piso estadual anterior.

Por que o reajuste é significativo?

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Imagem: Orlando Neto / shutterstock.com

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O novo piso estadual representa não apenas um aumento nominal, mas também um ganho real para os trabalhadores paulistas. Desde 2022, o piso estadual já acumula uma alta de 40,5%, enquanto a inflação no mesmo período ficou em 15,1%, segundo dados oficiais. É o terceiro reajuste consecutivo em que o salário mínimo estadual supera a inflação, ampliando o poder de compra de diversas categorias.

Quais profissionais têm direito ao novo valor?

Lista das 76 categorias incluídas no novo piso estadual

O novo salário mínimo paulista de R$ 1.804 beneficia 76 categorias profissionais, entre trabalhadores de baixa e média qualificação em diversos setores. Confira as principais ocupações contempladas:

Serviços gerais e domésticos

  • Trabalhadores domésticos
  • Cuidadores de idosos
  • Serventes
  • Contínuos
  • Mensageiros
  • Auxiliares de serviços gerais de escritório

Setor agropecuário e florestal

  • Trabalhadores agropecuários
  • Trabalhadores florestais
  • Pescadores

Limpeza, manutenção e conservação

  • Trabalhadores de limpeza
  • Dedetizadores
  • Jardineiros
  • Trabalhadores de manutenção de áreas públicas

Comércio e serviços

  • Vendedores
  • Cumins
  • Barboys
  • Barmen
  • Garçons
  • Cobradores de transporte coletivo
  • Atendentes de transporte de passageiros
  • Representantes comerciais

Indústria e construção civil

  • Operadores de máquinas agrícolas e industriais
  • Pedreiros
  • Pintores
  • Soldadores
  • Montadores
  • Vidreiros
  • Chapeadores
  • Ceramistas

Setor têxtil e vestuário

  • Costureiros
  • Estofadores
  • Fiandeiros
  • Tecelões
  • Tingidores

Beleza e estética

  • Barbeiros
  • Cabeleireiros
  • Manicures e pedicures

Administração e logística

  • Datilógrafos
  • Digitadores
  • Telefonistas
  • Operadores de telemarketing
  • Operadores de máquinas de escritório
  • Classificadores de correspondência e carteiros

Comunicação e audiovisual

  • Operadores de estação de rádio e TV
  • Operadores de equipamentos de sonorização
  • Operadores de projeção cinematográfica

Supervisão e liderança

  • Supervisores de produção e manutenção
  • Chefes de transporte e comunicação
  • Supervisores de vendas e compras
  • Agentes técnicos em vendas
  • Administradores agropecuários e florestais

Saúde e segurança

  • Trabalhadores de higiene e saúde
  • Profissionais de segurança patrimonial e pessoal

Impacto para os trabalhadores e a economia

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Segundo o governo estadual, o reajuste busca valorizar o trabalho, reduzir desigualdades salariais e fomentar a economia local. Com mais dinheiro circulando, o aumento do piso pode influenciar positivamente o comércio, os serviços e a arrecadação fiscal, ao mesmo tempo em que melhora a qualidade de vida da população mais vulnerável.

Como saber se tenho direito ao novo salário mínimo?

Nem todos os trabalhadores no Estado de São Paulo recebem automaticamente o salário mínimo estadual. A regra se aplica às categorias específicas definidas por lei — geralmente aquelas que não possuem acordos ou convenções coletivas com valores superiores.

É importante que o trabalhador consulte:

  • O código da ocupação registrado na carteira de trabalho;
  • O sindicato ou entidade representativa da sua profissão;
  • O departamento de recursos humanos da empresa empregadora.

Salário mínimo estadual x salário mínimo nacional

Salário mínimo nova previsão
Imagem: rafastockbr/ shutterstock.com

A principal diferença está no valor. Enquanto o salário mínimo nacional é o piso válido para todo o Brasil (R$ 1.518), o salário mínimo estadual é definido por cada estado, desde que em valores superiores ao nacional.

Em São Paulo, o piso estadual atende às necessidades econômicas locais e é usado como referência para categorias menos protegidas, que não têm salários definidos por convenção.

FAQ – Perguntas frequentes

O novo piso vale para todos os trabalhadores do estado?
Não. O novo valor se aplica a 76 categorias específicas listadas na Lei nº 18.153/2025.

Como saber se minha profissão está incluída?
Consulte sua carteira de trabalho, o sindicato da categoria ou o setor de RH da empresa.

Desde quando está em vigor?
Desde 1º de julho de 2025.

O aumento foi maior que a inflação?
Sim. Desde 2022, o piso estadual subiu 40,5%, enquanto a inflação acumulada foi de 15,1%.

Quem define o valor do salário mínimo estadual?
O governo estadual, com base em proposta aprovada pela Assembleia Legislativa.

Considerações finais

Ainda assim, o acompanhamento contínuo dos indicadores econômicos e da realidade das categorias profissionais será essencial para garantir que o piso continue cumprindo seu papel: garantir dignidade, justiça social e condições mínimas adequadas para quem trabalha e movimenta a economia paulista.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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