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Prazo da NR-1 termina em 26 de maio para empresas

NR-1 exigirá gestão de riscos psicossociais nas empresas a partir de maio de 2026. Entenda impactos, prazos, fiscalização e como se adequar.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto6 min de leitura
nr-1

Empresas de todo o Brasil estão na reta final de adaptação às novas exigências da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passará a exigir a inclusão dos riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais a partir de 26 de maio de 2026. A atualização representa uma mudança estrutural na forma como organizações devem lidar com a saúde mental dos trabalhadores, transformando o tema em obrigação legal dentro da gestão de segurança e saúde no trabalho.

A nova regra determina que fatores como estresse excessivo, assédio moral, sobrecarga de tarefas, falhas de comunicação e desequilíbrio organizacional sejam formalmente identificados, avaliados e controlados pelas empresas dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

Na prática, isso coloca a saúde emocional dos trabalhadores no mesmo nível de importância que riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes, reforçando o papel preventivo das organizações.

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O que muda com a atualização da NR-1

A NR-1 é a norma que estabelece as disposições gerais e o gerenciamento de riscos ocupacionais no Brasil. Com a atualização, o inventário de riscos ocupacionais deverá incluir também os fatores psicossociais, ampliando o escopo do PGR.

Riscos psicossociais passam a ser obrigatórios

Os empregadores deverão mapear situações que possam afetar a saúde mental dos trabalhadores e adotar medidas preventivas para reduzir impactos no ambiente corporativo.

Entre os principais fatores que poderão ser avaliados estão:

  • excesso de demandas e metas abusivas
  • jornadas prolongadas
  • assédio moral e sexual
  • falhas de comunicação interna
  • falta de suporte da liderança
  • pressão psicológica constante
  • desequilíbrio entre esforço e recompensa
  • ambiente organizacional tóxico

Essa análise deverá ser documentada e atualizada periodicamente, com registros formais que possam ser apresentados em fiscalizações.

PGR passa a ter abordagem mais ampla

O Programa de Gerenciamento de Riscos deixará de ser focado apenas em acidentes e doenças físicas e passará a incluir elementos ligados à organização do trabalho e à cultura corporativa.

Na prática, empresas terão que:

  • revisar processos internos
  • avaliar clima organizacional
  • criar políticas de prevenção ao assédio
  • monitorar indicadores de saúde mental
  • implementar programas de apoio psicológico
  • estabelecer canais de denúncia e acolhimento

Essa mudança aproxima a legislação brasileira de práticas já adotadas em países europeus e em multinacionais com políticas avançadas de compliance trabalhista.

Prazo entra na reta final para adequação

Embora a atualização da NR-1 tenha sido aprovada anteriormente, o Ministério do Trabalho estabeleceu 26 de maio de 2026 como marco para a obrigatoriedade plena.

Isso significa que 2026 é o último período para ajustes estruturais nas empresas.

O que deve ser feito antes de maio de 2026

Especialistas em segurança do trabalho recomendam iniciar imediatamente a adaptação, principalmente em empresas de médio e grande porte.

Entre as principais ações estão:

  • revisão completa do PGR
  • identificação de riscos psicossociais
  • treinamento de gestores e lideranças
  • criação de protocolos de prevenção
  • atualização de políticas internas
  • adequação da documentação trabalhista
  • implementação de programas de saúde mental

Empresas que deixarem para agir próximo ao prazo podem enfrentar dificuldades operacionais e risco de não conformidade.

Impactos para RH, DP e escritórios contábeis

A atualização da NR-1 não impacta apenas o setor de segurança do trabalho. Recursos humanos, departamento pessoal e escritórios contábeis também precisarão atuar de forma integrada.

Recursos humanos terá papel estratégico

O RH será responsável por estruturar políticas de prevenção e monitoramento dos riscos psicossociais.

Entre as atribuições estão:

  • análise de clima organizacional
  • programas de bem-estar
  • gestão de conflitos
  • prevenção ao assédio
  • acompanhamento de afastamentos por saúde mental
  • capacitação de líderes

Esse movimento exige uma atuação mais estratégica e preventiva do setor.

Departamento pessoal deverá reforçar controle documental

O departamento pessoal terá que acompanhar registros de afastamentos, laudos médicos e documentação exigida na fiscalização trabalhista.

Isso inclui:

  • controle de afastamentos por transtornos psicológicos
  • registro de ações preventivas
  • integração com SST
  • manutenção de documentos do PGR
  • relatórios de compliance trabalhista

A documentação será essencial em auditorias e inspeções.

Escritórios contábeis ganham nova responsabilidade

Contadores e consultorias trabalhistas precisarão orientar empresas sobre as novas exigências.

Na prática, isso envolve:

  • consultoria preventiva
  • revisão de contratos e políticas internas
  • orientação sobre riscos trabalhistas
  • apoio na adequação ao PGR
  • acompanhamento de obrigações legais

A mudança amplia o papel consultivo dos escritórios contábeis no compliance empresarial.

Fiscalização e penalidades após a vigência

Com a entrada em vigor da norma, a fiscalização será realizada por auditores do trabalho, conforme a legislação trabalhista brasileira.

Empresas que não estiverem adequadas poderão sofrer:

  • autuações administrativas
  • multas trabalhistas
  • exigência de ajustes imediatos
  • aumento de passivos judiciais
  • ações civis trabalhistas
  • indenizações por danos morais coletivos

O risco financeiro pode ser significativo, principalmente em casos de assédio moral, sobrecarga e negligência na prevenção.

Passivo trabalhista pode aumentar

Especialistas alertam que a falta de controle dos riscos psicossociais pode gerar aumento de processos trabalhistas relacionados à saúde mental.

Entre os principais riscos estão:

  • ações por assédio moral
  • indenizações por burnout
  • afastamentos por transtornos psicológicos
  • responsabilidade civil da empresa
  • multas por descumprimento da NR-1

A prevenção se torna, portanto, uma estratégia jurídica e financeira.

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Saúde mental ganha protagonismo na legislação trabalhista

A inclusão dos riscos psicossociais na NR-1 acompanha uma tendência global de valorização da saúde mental no ambiente de trabalho.

Nos últimos anos, o Brasil registrou aumento nos afastamentos por transtornos psicológicos, especialmente ansiedade, depressão e síndrome de burnout, segundo dados do INSS e do Ministério do Trabalho. Essa realidade pressionou o governo e os órgãos reguladores a fortalecerem normas de prevenção com a NR-1.

Cultura organizacional será diretamente impactada

A nova regra da NR-1 exige mudança na forma como empresas gerenciam pessoas e processos.

Organizações precisarão adotar:

  • lideranças mais humanizadas
  • metas realistas
  • políticas de acolhimento
  • comunicação transparente
  • equilíbrio entre produtividade e bem-estar
  • programas contínuos de saúde mental

O foco deixa de ser apenas produtividade e passa a incluir sustentabilidade organizacional e qualidade do ambiente de trabalho.

Como as empresas podem se preparar desde já a NR-1

A recomendação de especialistas em segurança do trabalho e compliance é iniciar a adaptação imediatamente.

Etapas práticas de adequação

Diagnóstico organizacional

Avaliar o ambiente de trabalho, clima organizacional e riscos existentes.

Revisão do PGR

Inserir fatores psicossociais no inventário de riscos ocupacionais.

Treinamento de lideranças

Capacitar gestores para prevenir assédio e sobrecarga.

Monitoramento contínuo

Criar indicadores de saúde mental e acompanhamento periódico.

Política de prevenção

Estabelecer normas internas claras e canais de denúncia.

Empresas que adotarem essas medidas antecipadamente terão menos riscos de penalidades e melhor ambiente organizacional.

Nova NR-1 deve transformar a gestão de pessoas no Brasil

A obrigatoriedade da inclusão dos riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais representa uma das mudanças mais relevantes da legislação trabalhista nos últimos anos.

A norma reforça que saúde mental não é mais apenas uma questão de bem-estar, mas um requisito legal dentro da gestão empresarial.

Com o prazo de maio de 2026 se aproximando, a tendência é que empresas acelerem a adequação e invistam em políticas de prevenção, treinamento e monitoramento contínuo.

A nova NR-1 marca uma mudança estrutural na forma de gerir pessoas no Brasil, colocando o cuidado com o trabalhador como parte central da estratégia corporativa.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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