O Nubank divulgou um alerta dirigido a clientes que investem em ativos financeiros pela plataforma, com foco especial nos que possuem criptomoedas. O comunicado destaca que muitos investidores podem ter deixado de cumprir obrigações fiscais nos últimos anos e chama atenção para um novo programa do governo federal que abriu uma janela de regularização voluntária junto à Receita Federal.
Investidores do Nubank devem ficar atentos a este alerta do banco
Nubank alerta clientes com criptomoedas sobre regime de regularização fiscal, prazos e riscos de omissão nas declarações ao Fisco.
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Novo alerta envolve criptoativos não declarados
A iniciativa busca orientar investidores sobre riscos fiscais e sobre a possibilidade de regularizar bens omitidos, o que inclui criptomoedas adquiridas, operadas ou mantidas sem o devido registro perante o Fisco.
Por que o alerta foi emitido pelo Nubank
Segundo o banco digital, o comunicado está diretamente relacionado à existência de criptoativos não declarados corretamente nas últimas declarações de Imposto de Renda. O tema ganhou peso após a aprovação de um novo regime legal que criou regras para atualização e regularização de patrimônios mantidos no exterior e de ativos não informados no Brasil.
O que mudou na legislação recente
O regime especial aprovado pelo Congresso estabeleceu prazos, incentivos e penalidades mais claras para quem decidir regularizar bens omitidos. No caso das criptomoedas, que já enfrentavam exigências específicas de declaração, o programa permite que investidores evitem riscos maiores no futuro.
Quem deve se preocupar com a regularização
De acordo com o Nubank, o alerta se destina a pessoas físicas e jurídicas que compraram, venderam ou mantiveram ativos digitais como bitcoin, ethereum, stablecoins e outras criptos, mas deixaram de informá-los à Receita Federal.
Omissão não depende de lucro para gerar obrigação
Até mesmo investidores que não tiveram ganho financeiro podem estar obrigados a declarar a posse dos ativos, dependendo:
- dos valores movimentados,
- da exchange utilizada,
- e das regras de fiscalização vigentes em cada ano-base.
Exemplos de situações que podem exigir declaração
Entre as situações comuns destacadas por especialistas do setor estão:
- manutenção de criptos com valor superior ao mínimo exigido pelo Fisco;
- operações em exchanges estrangeiras não reportadas ao Banco Central;
- vendas com lucro acima do limite para isenção do IR, sujeitas a ganho de capital;
- movimentações mensais acima do limite de reporte obrigatório.
Investidores que desconhecem essas obrigações podem ter acumulado pendências fiscais sem perceber.
Regime especial cria oportunidade para regularizar
O governo federal abriu um prazo para que contribuintes informem voluntariamente criptoativos omitidos, mediante pagamento de imposto e multa reduzida em relação às penalidades usuais.
Como funciona o regime para criptoativos
O programa prevê a atualização do valor de mercado das criptomoedas em uma data específica definida pela legislação. Sobre esse valor recalculado incidem:
- imposto,
- e multa proporcional à regularização.
Benefícios previstos pelo programa
Além da redução de riscos fiscais, o regime pode garantir:
- extinção de punições administrativas,
- suspensão ou revisão de processos em andamento,
- e afastamento de imputações criminais relacionadas a crimes tributários, desde que o contribuinte cumpra integralmente as exigências dentro do prazo.
Declarar ou não declarar? O custo da omissão
O Nubank enfatiza que ignorar a obrigação pode trazer consequências severas no futuro, ainda que o problema só se manifeste em fiscalizações retroativas.
Fiscalização sobre ativos digitais está aumentando
Nos últimos anos, Receita Federal, Banco Central e CVM ampliaram o monitoramento sobre criptoativos. Desde 2019, exchanges brasileiras são obrigadas a reportar operações mensais ao Fisco, o que aumenta a probabilidade de detecção de omissões.
Riscos para quem não regularizar
Entre os riscos mais citados por autoridades tributárias estão:
- autuações com multas mais altas,
- juros acumulados,
- cobrança de ganho de capital retroativo,
- e enquadramentos criminais em casos mais graves.
Como regularizar: passo a passo básico
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A regularização exige que o investidor reúna informações e documentos que comprovem a origem e a validade dos ativos digitais.
Documentos e informações necessários
O contribuinte precisa demonstrar:
- que é o titular das criptomoedas,
- a origem dos recursos usados na compra,
- o valor de mercado dos ativos em data específica,
- e que os bens têm origem lícita.
H4 Atenção à comprovação de titularidade
No universo cripto, a titularidade pode ser comprovada por:
- extratos de exchanges,
- declarações de corretoras no exterior,
- registros de wallets,
- e comprovantes de transferência on-chain quando aplicável.
Papel do Nubank no processo
Embora o regime de regularização não seja exclusivo dos clientes do Nubank, o banco decidiu emitir o alerta como medida preventiva e de educação financeira.
Objetivo do comunicado
Segundo a fintech, a intenção é orientar usuários sobre o cenário fiscal atual, em que ativos digitais passam a ser monitorados com maior rigor.
Criptomoedas deixam de ser uma área “cinzenta”
Se no início do mercado cripto havia pouca regulamentação, hoje o quadro é distinto. O tema se tornou objeto de:
- normas tributárias,
- debates legislativos,
- e integração com sistemas bancários.
A mensagem do Nubank reforça que o investidor deve se adaptar a essa nova realidade.
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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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