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Nubank anuncia prazo para suspensão de contas com dívidas recentes

Uma nova medida do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promete acelerar o bloqueio judicial de contas bancárias no Brasil. O objetivo é tornar mais eficiente a recuperação de valores em processos judiciais envolvendo dívidas, inadimplência e cobranças determinadas pela Justiça. Com a atualização do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), bancos como […]

Avatar de Juliana Peixoto Juliana Peixoto · · 5 min de leitura
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Uma nova medida do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promete acelerar o bloqueio judicial de contas bancárias no Brasil. O objetivo é tornar mais eficiente a recuperação de valores em processos judiciais envolvendo dívidas, inadimplência e cobranças determinadas pela Justiça.

Com a atualização do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), bancos como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Nubank, Unibanco e XP passam a receber ordens de bloqueio em um intervalo muito menor, permitindo que valores sejam congelados em até 24 horas após a decisão judicial.

A mudança foi oficializada em acordo assinado pelo ministro Edson Fachin, presidente do CNJ, e faz parte de um projeto piloto com duração inicial de 18 meses.

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O que muda com o novo sistema do CNJ

Na prática, o Sisbajud terá uma atuação mais rápida e automatizada. Antes, muitas ordens judiciais demoravam dias para serem processadas pelos bancos. Agora, o sistema fará dois envios diários de ordens de bloqueio às instituições financeiras participantes.

Isso significa que, ao receber uma determinação judicial, os bancos poderão localizar e bloquear recursos do devedor no mesmo dia útil.

O CNJ afirma que a atualização busca aumentar a eficiência do cumprimento de decisões judiciais e reduzir a demora em processos de execução de dívidas.

Como funciona o Sisbajud

O Sisbajud é a plataforma utilizada pelo Poder Judiciário para localizar ativos financeiros em nome de pessoas físicas e jurídicas. O sistema permite:

Consulta de contas bancárias

Juízes conseguem identificar em quais instituições financeiras o devedor possui relacionamento bancário.

Bloqueio de valores

Após autorização judicial, o sistema determina o congelamento de recursos existentes nas contas.

Transferência para pagamento de dívidas

Os valores bloqueados podem ser utilizados para quitar débitos reconhecidos judicialmente.

O sistema substituiu o antigo BacenJud e vem recebendo atualizações para tornar os processos mais rápidos e integrados.

Quais bancos participam da fase inicial

O projeto piloto começou com grandes instituições financeiras que concentram milhões de clientes no Brasil.

Entre os bancos participantes estão:

  • Caixa Econômica Federal
  • Banco do Brasil
  • Itaú
  • Unibanco
  • Nubank
  • XP

A expectativa do CNJ é ampliar o modelo para outros bancos caso os resultados sejam positivos durante o período de testes.

Quem pode ter a conta bloqueada

O bloqueio não acontece automaticamente por atraso em contas comuns ou pequenas dívidas do dia a dia. Para que isso ocorra, é necessário existir:

  • Processo judicial em andamento
  • Decisão autorizando o bloqueio
  • Tentativa de cobrança reconhecida pela Justiça

Normalmente, esse tipo de medida aparece em ações de:

  • Cobrança de empréstimos
  • Dívidas bancárias
  • Execuções fiscais
  • Pensões alimentícias
  • Débitos empresariais
  • Processos trabalhistas

Ou seja, o bloqueio depende de ordem judicial formal.

Bloqueio pode atingir conta corrente e poupança?

Sim. Dependendo da decisão judicial, o bloqueio pode alcançar:

  • Conta corrente
  • Conta poupança
  • Investimentos
  • Aplicações financeiras
  • Saldo disponível em carteiras digitais vinculadas ao banco

Em alguns casos, o sistema também consegue identificar valores distribuídos em diferentes contas da mesma pessoa.

Existem valores que não podem ser bloqueados?

A legislação brasileira prevê proteção para determinados recursos considerados impenhoráveis.

Entre os exemplos mais comuns estão:

  • Salário
  • Aposentadoria
  • Pensão
  • Benefícios sociais
  • Auxílio-doença
  • Seguro-desemprego

No entanto, especialistas alertam que o bloqueio pode ocorrer inicialmente de forma automática. Depois disso, o titular precisa comprovar à Justiça a origem protegida do dinheiro para solicitar o desbloqueio.

O que fazer se a conta for bloqueada

Ao perceber o bloqueio judicial, o primeiro passo é identificar o processo responsável pela ordem.

Consulte o banco

A instituição financeira normalmente informa que existe uma restrição judicial vinculada à conta.

Verifique o processo

O cidadão pode consultar o processo pelo site do tribunal responsável ou procurar auxílio jurídico.

Apresente comprovação

Caso o dinheiro bloqueado tenha origem em salário, aposentadoria ou benefício protegido, é possível pedir revisão judicial.

Negocie a dívida

Em muitas situações, acordos podem acelerar o desbloqueio parcial ou total dos recursos.

Medida preocupa consumidores inadimplentes

A atualização do sistema gera preocupação entre consumidores endividados, principalmente diante do aumento da inadimplência no Brasil nos últimos anos.

Com o novo modelo, pessoas que já possuem processos de cobrança podem enfrentar bloqueios de forma muito mais rápida, reduzindo o tempo para movimentar recursos após a ordem judicial.

Especialistas avaliam que a mudança fortalece o poder de execução das decisões judiciais e dificulta estratégias utilizadas por devedores para retirar dinheiro das contas antes do bloqueio.

Objetivo do CNJ é aumentar a eficiência judicial

Segundo o CNJ, a modernização do Sisbajud pretende trazer:

  • Maior agilidade processual
  • Efetividade na recuperação de créditos
  • Mais controle sobre ordens judiciais
  • Redução de falhas operacionais
  • Fiscalização mais rigorosa das execuções

A expectativa é que a nova dinâmica diminua o tempo de resposta entre a decisão da Justiça e o cumprimento pelas instituições financeiras.

Brasileiros devem acompanhar processos e pendências financeiras

A nova fase do Sisbajud reforça a importância de manter negociações financeiras em dia e acompanhar eventuais ações judiciais relacionadas a dívidas.

Com bloqueios podendo ocorrer em menos de 24 horas, consumidores e empresas passam a enfrentar um cenário de execução judicial mais rápido e tecnológico.

Embora o bloqueio continue dependendo de autorização da Justiça, a velocidade do procedimento representa uma mudança significativa na relação entre bancos, devedores e Poder Judiciário no Brasil.

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