Em um novo esquema de fraude que tem se espalhado rapidamente pelas redes sociais, criminosos estão se passando pelo Nubank para aplicar um golpe que promete indenizações falsas de até R$ 10 mil.
Golpistas usam vídeos manipulados de políticos e artistas para prometer indenizações falsas do Nubank
Golpistas usam vídeos falsos de políticos e artistas para prometer indenização de até R$ 10 mil do Nubank.
Utilizando vídeos manipulados de figuras públicas como o senador Cleitinho Azevedo (MG) e o jornalista Reinaldo Gottino, os golpistas induzem os usuários a fornecer informações pessoais sob a promessa de um suposto pagamento do banco digital.
A ação maliciosa, que circula principalmente por Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp, explora a credibilidade de figuras conhecidas e a popularidade do Nubank, que conta com mais de 100 milhões de clientes, para enganar internautas.
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Golpe simula indenização após suposto processo judicial

As publicações falsas alegam que o Nubank teria perdido um processo contra a Receita Federal, sendo forçado a pagar indenizações por cobranças indevidas de taxas e juros. A promessa é de valores que podem chegar a R$ 10 mil por cliente.
A armadilha começa quando a vítima é convidada a clicar em um link para consultar o valor que teria a receber. Ao acessar o endereço, o usuário é levado a preencher formulários com seus dados pessoais, que são posteriormente usados para fraudes.
Manipulação de vídeos e uso de imagem pública
Para dar aparência de veracidade ao golpe, os criminosos têm recorrido a vídeos falsificados com declarações atribuídas a políticos e artistas. Entre os alvos estão o senador Cleitinho Azevedo (MG) e o apresentador Reinaldo Gottino. Os conteúdos fazem parecer que essas figuras públicas estariam incentivando os clientes a buscarem a indenização.
Em nota enviada ao Portal iG, a equipe do senador Cleitinho repudiou o uso indevido de sua imagem:
“Trata-se de mais um caso de desinformação que tenta se aproveitar da imagem pública do senador para enganar a população.”
A reportagem também buscou contato com Reinaldo Gottino, mas não havia retorno até o fechamento do texto.
Nubank reforça alerta e pede que clientes usem canais oficiais
Em resposta ao avanço do golpe, o Nubank emitiu um comunicado oficial, também ao Portal iG, classificando a ação como uma tentativa de fraude baseada em phishing — uma tática usada por criminosos para “pescar” dados de vítimas na internet.
O banco orienta que qualquer mensagem promocional ou notícia envolvendo seu nome deve ser verificada exclusivamente por meio dos canais oficiais da instituição.
“A tática aplicada neste golpe é conhecida como phishing, que vem do termo ‘pescar’, em inglês, e trata-se de uma tentativa de roubar dados e o dinheiro dos clientes em um ambiente virtual monitorado pelos golpistas”, alertou a empresa.
Como se proteger de fraudes nas redes
O Nubank mantém em seu blog oficial orientações claras sobre como agir diante de possíveis tentativas de golpe. Segundo a empresa, ao identificar postagens suspeitas, o cliente deve:
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- Evitar clicar em links não verificados
- Verificar sempre os canais oficiais
- Denunciar perfis falsos e conteúdos suspeitos
- Nunca fornecer dados pessoais fora dos meios oficiais
Além disso, o Nubank disponibiliza um Canal de Denúncias, em seu site, para o registro de ocorrências relacionadas a golpes e fraudes.
Foi vítima? Veja o que fazer
Caso alguém tenha caído no golpe e fornecido seus dados, o banco orienta que a vítima entre em contato imediatamente com o atendimento Nubank para receber as instruções necessárias. Os contatos são:
- Capitais e regiões metropolitanas: 4020 0185
- Demais localidades: 0800 591 2117
A orientação também inclui o registro de um boletim de ocorrência, essencial para a formalização da denúncia e investigação do caso pelas autoridades competentes.
A importância da checagem de informações

Em tempos de disseminação rápida de conteúdos nas redes sociais, verificar a origem das informações se tornou uma ação essencial. Golpes como o do falso pagamento de indenização do Nubank evidenciam como a confiança em figuras públicas e instituições conhecidas pode ser manipulada por criminosos para fins ilícitos.
Tanto o banco quanto os envolvidos nas falsas declarações reforçam que qualquer informação de interesse público deve ser validada por fontes confiáveis e canais verificados. A atenção redobrada é a melhor ferramenta contra esse tipo de crime digital.
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