Nubank pode valorizar até 34% após recomendação de compra do Itaú BBA; entenda
O Nubank voltou a ser destaque no mercado de capitais após o Itaú BBA recomendar a compra dos BDRs da fintech. O relatório aponta para uma possível valorização de até 34% dos papéis, em um movimento que reacendeu o debate sobre a força do banco digital no setor financeiro.
Com mais de 100 milhões de clientes e resultados robustos em 2025, a instituição se posiciona como uma das mais relevantes do Brasil. Mas o que explica a confiança do Itaú BBA? E quais os riscos por trás dessa indicação?

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Nubank em alta: O Radar de Preferências do Itaú BBA
O Itaú BBA publica mensalmente o Radar de Preferências, relatório que traz recomendações estratégicas para investidores. No documento mais recente, divulgado em setembro, uma decisão chamou atenção: a saída do BTG Pactual e a entrada dos BDRs do Nubank (ROXO34).
Segundo os analistas, a estimativa é que o papel suba dos atuais R$ 13,43 para R$ 18,00. Isso representaria um ganho expressivo em curto e médio prazo, caso as projeções se confirmem.
O que são BDRs e por que atraem investidores
Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) funcionam como certificados que permitem ao investidor brasileiro negociar ativos estrangeiros diretamente na B3, sem a necessidade de abrir conta em corretoras internacionais. No caso do Nubank, listado em Nova York, os BDRs oferecem acesso facilitado à valorização da empresa.
Panorama do setor financeiro
Da inadimplência à recuperação
Entre 2022 e 2023, o sistema bancário enfrentou forte aumento da inadimplência. O cenário foi impulsionado pela alta da inflação, juros elevados e perda do poder de compra das famílias.
Mas em 2024 o quadro começou a mudar. O crescimento da concessão de crédito e a retomada gradual do consumo sinalizaram maior estabilidade no mercado. Para 2025, a expectativa é de expansão moderada, embora os juros sigam em patamar alto.
Selic elevada e impactos nos bancos
Atualmente, a taxa Selic permanece em 15% ao ano, dificultando um ciclo mais agressivo de concessão de crédito. O mercado projeta que os cortes relevantes só ocorram a partir de 2026. Ainda assim, o Nubank conseguiu manter desempenho sólido, mostrando resiliência frente a esse ambiente restritivo.
O que torna o Nubank um destaque
Expansão de produtos e serviços
O relatório do Itaú BBA destaca que o Nubank tem conseguido ampliar sua atuação em linhas estratégicas, como crédito pessoal, consignado, seguros e serviços digitais. A nova política de limites no cartão de crédito deve aumentar o volume de transações e fortalecer a adesão ao PIX financiado.
Forte base de clientes
Mais de 60% dos adultos no Brasil já possuem conta no Nubank. Esse alcance massivo dá ao banco digital poder de escala, permitindo que novas soluções sejam rapidamente distribuídas para milhões de usuários.
Resultados financeiros em alta
No segundo trimestre de 2025, o Nubank reportou lucro líquido de 637 milhões de dólares, 42% maior que no mesmo período do ano anterior. Já a receita subiu 40%, totalizando 3,7 bilhões de dólares.
No Brasil, a base chegou a 107,3 milhões de clientes em junho. Esses números consolidam a fintech como uma das maiores instituições financeiras da América Latina.
Oportunidades e riscos para o investidor
Potenciais ganhos
A recomendação de compra do Itaú BBA se apoia no crescimento consistente do Nubank, que combina expansão de carteira de crédito, maior rentabilidade e inovação constante em produtos digitais. Se o papel atingir os R$ 18 previstos, o investidor pode obter retorno expressivo em relação ao preço atual.
Os riscos no horizonte
Apesar do otimismo, o cenário não está livre de riscos. Entre os principais fatores de atenção estão:
- Juros elevados: dificultam a expansão do crédito.
- Risco de inadimplência: ainda acima da média histórica.
- Concorrência: bancos tradicionais e novas fintechs seguem disputando espaço.
- Dependência do mercado brasileiro: grande parte das receitas ainda vêm do país.
Nubank no contexto global
O Nubank não se limita ao Brasil. Sua presença já se estende ao México e à Colômbia, mercados considerados estratégicos para o futuro da instituição. A internacionalização aumenta o potencial de receita, mas também exige adaptação regulatória e cultural.
México: um mercado promissor
O México é o segundo maior mercado do Nubank, com milhões de clientes conquistados em pouco tempo. A baixa penetração bancária no país cria espaço para a fintech replicar seu modelo de sucesso.
Colômbia: ainda em estágio inicial
Na Colômbia, o avanço é mais cauteloso, mas a expectativa é de crescimento relevante nos próximos anos, reforçando a estratégia de se consolidar como banco digital líder na América Latina.
Como a recomendação impacta o investidor brasileiro
Para quem busca exposição ao setor financeiro via BDRs, o Nubank surge como opção atrativa. A projeção de valorização pode estimular a entrada de novos investidores, principalmente aqueles em busca de alternativas fora dos bancos tradicionais.
No entanto, é importante avaliar o perfil de risco. Por ser uma fintech em expansão, o Nubank pode apresentar maior volatilidade em comparação com instituições já consolidadas.
A recomendação do Itaú BBA coloca o Nubank novamente no centro das atenções. A estimativa de valorização de até 34% reflete não apenas a confiança no desempenho da empresa, mas também a percepção de que o banco digital soube se adaptar ao cenário econômico adverso.
Com resultados robustos, expansão internacional e base de clientes gigantesca, a fintech se firma como protagonista do mercado financeiro. Ainda assim, a decisão de investir deve considerar os riscos do setor e o perfil de cada investidor. O futuro do Nubank parece promissor, mas a cautela segue sendo uma aliada fundamental na hora de aplicar recursos.