O Nubank anunciou que passará a operar em modelo híbrido de trabalho a partir de julho de 2026, marcando uma mudança significativa após cinco anos de operação totalmente remota.
Nubank anuncia grande novidade para 2026; entenda o que muda
Nubank confirma retorno ao modelo híbrido em julho de 2026, com novos escritórios e foco em cultura, inovação e eficiência global.
A decisão foi comunicada aos colaboradores pelo CEO e fundador, David Vélez, e representa uma nova fase na trajetória da fintech, que se consolidou como uma das maiores instituições financeiras digitais do mundo.
Durante o período de home office integral, o banco digital mais que dobrou sua base de clientes, saltando de 59 milhões para 122 milhões de usuários em toda a América Latina. No segundo trimestre de 2025, o Nubank registrou lucro líquido de US$ 637 milhões e receita recorde de US$ 3,7 bilhões, resultados que consolidam sua liderança no setor.
A mudança reflete um movimento mais amplo no universo corporativo global: grandes empresas de tecnologia e finanças estão revendo suas políticas 100% remotas em busca de maior integração, eficiência e cultura organizacional.
Leia mais:
Nubank e Amazon se unem e liberam parcelamento inédito em até 24 vezes
Transição gradual e novo modelo de trabalho
O plano do Nubank prevê uma transição gradual ao longo de 2026. No primeiro semestre, o formato remoto permanece como principal, mas haverá incentivo para maior presença nos escritórios.
A partir de julho de 2026, cerca de 70% dos colaboradores deverão trabalhar presencialmente pelo menos dois dias por semana. Já em janeiro de 2027, a frequência mínima sobe para três dias semanais.
Exceções e apoio à realocação
Segundo o comunicado interno, algumas funções operacionais continuarão 100% remotas, e haverá exceções individuais avaliadas caso a caso — especialmente por motivos médicos ou logísticos.
O banco também se comprometeu a oferecer apoio para realocação de funcionários, especialmente aqueles que vivem longe dos novos hubs corporativos. O objetivo é garantir que a transição seja inclusiva e adaptada à realidade de cada equipe.
Reforço na cultura e colaboração presencial
Em sua mensagem aos colaboradores, David Vélez destacou que o período remoto foi essencial para acelerar o crescimento internacional e diversificar talentos. Contudo, o executivo ressaltou que o momento atual exige mais proximidade física para manter a vantagem competitiva em um mercado cada vez mais orientado pela inteligência artificial (IA) e pela inovação tecnológica.
“A convivência presencial cria conexões espontâneas, que estimulam a criatividade e a colaboração — ingredientes decisivos para mantermos nossa liderança”, afirmou Vélez no comunicado.
O retorno gradual aos escritórios, segundo o CEO, não representa uma negação do modelo remoto, mas sim um equilíbrio estratégico entre flexibilidade e interação humana, um ponto que outras grandes empresas também vêm revisitando.
Expansão de escritórios e novos hubs globais
Como parte da nova estratégia, o Nubank vai ampliar sua infraestrutura física com novos hubs colaborativos em cidades estratégicas ao redor do mundo.
Principais centros previstos
Entre as localizações confirmadas estão:
- São Paulo (Brasil) – sede principal e centro de inovação;
- Cidade do México (México) – base da operação latino-americana;
- Bogotá (Colômbia) – polo de expansão no mercado andino;
- Rio de Janeiro (Brasil) – hub de tecnologia e engenharia;
- Buenos Aires (Argentina) – centro de desenvolvimento e suporte;
- Berlim (Alemanha) – escritório voltado à inovação e IA;
- Miami (EUA) – foco em parcerias financeiras e expansão internacional.
Esses espaços serão modernos, sustentáveis e voltados para colaboração, com áreas de convivência, mentorias, treinamentos e reuniões entre times de diferentes países. A iniciativa segue uma tendência global de “campus corporativos colaborativos”, que buscam conciliar produtividade com bem-estar.
O contexto da decisão: inovação e eficiência
O anúncio vem após um ciclo de resultados financeiros expressivos e expansão internacional. Desde 2021, o Nubank consolidou operações em três países da América Latina — Brasil, México e Colômbia — e passou a figurar entre os dez maiores bancos do continente em número de clientes.
Segundo analistas de mercado, a volta ao modelo híbrido está diretamente relacionada à fase de maturidade organizacional da fintech. Com a estrutura consolidada e receitas recordes, o desafio agora é otimizar processos internos, fortalecer a cultura corporativa e ampliar a inovação contínua.
“Empresas que crescem rápido em ambientes remotos tendem a buscar um novo equilíbrio quando atingem maturidade. O Nubank está justamente nessa fase”, explica Carla Pereira, especialista em cultura organizacional da FGV EAESP.
A estratégia também é vista como uma resposta à complexidade operacional de uma empresa que hoje emprega mais de 9 mil pessoas em múltiplos fusos horários e idiomas.
Tendência global: o retorno do trabalho híbrido
O Nubank se junta a um grupo crescente de empresas de tecnologia e finanças que estão revisitando políticas de trabalho 100% remoto.
Entre os exemplos recentes estão Google, Amazon, Meta, Microsoft e Spotify, que adotaram políticas híbridas para reforçar a cultura interna e estimular inovação.
Por que as empresas estão voltando
Pesquisas recentes da Gartner e da Harvard Business Review indicam que a produtividade em longo prazo depende da interação presencial. Reuniões presenciais, mentorias e trocas informais ajudam a criar laços de confiança e estimular soluções criativas — algo mais difícil de reproduzir em ambientes digitais.
Além disso, o trabalho híbrido tem sido apontado como favorável ao bem-estar dos colaboradores, permitindo flexibilidade sem isolamento.
O impacto para os funcionários
A mudança de política interna afeta todas as áreas do Nubank, mas será implementada de forma planejada e progressiva. O banco informou que realizará encontros e treinamentos de adaptação durante o primeiro semestre de 2026 para garantir uma transição equilibrada.
Estrutura de apoio e comunicação
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Para reduzir o impacto nas rotinas dos colaboradores, o Nubank oferecerá:
- Auxílio de transporte e realocação, quando aplicável;
- Programas de mentoria presencial e integração;
- Treinamentos de liderança híbrida;
- Ambientes colaborativos com foco em diversidade e inclusão.
A fintech reforça que o modelo híbrido será flexível por design, respeitando as diferentes realidades pessoais e culturais de seus times espalhados por diversos países.
O papel da IA e da digitalização
Enquanto retoma a presença física, o Nubank também acelera seus investimentos em inteligência artificial e automação de processos. O banco já utiliza IA generativa para atendimento ao cliente, segurança antifraude e recomendações personalizadas no aplicativo.
O trabalho híbrido, segundo Vélez, será essencial para integrar times de tecnologia, design e dados, fortalecendo o DNA de inovação que caracteriza a empresa.
“Acreditamos que o contato presencial potencializa a colaboração entre áreas e acelera o desenvolvimento de soluções baseadas em IA e análise preditiva”, afirmou o CEO.
Essa estratégia reforça o compromisso do Nubank com o crescimento sustentável e a transformação digital contínua, buscando equilibrar eficiência tecnológica e experiência humana.
Mercado e concorrência
A decisão ocorre em um momento de forte concorrência no setor financeiro digital. Bancos tradicionais e outras fintechs, como Itaú, Inter, C6 Bank e Mercado Pago, ampliam suas ofertas de crédito, investimentos e serviços para pequenas empresas.
Com o retorno parcial aos escritórios, o Nubank pretende reforçar a velocidade de inovação e manter sua vantagem competitiva no mercado latino-americano.
Analistas do BTG Pactual e do JP Morgan já apontaram que a empresa deve manter crescimento de dois dígitos em 2026, impulsionada por novas linhas de produtos e avanços tecnológicos.
Considerações finais
A decisão do Nubank de adotar o modelo híbrido de trabalho a partir de julho de 2026 representa um marco estratégico na história da fintech. Mais do que um retorno físico aos escritórios, o movimento simboliza uma reconexão com a cultura organizacional, reforçando valores de colaboração, inovação e eficiência.
Com resultados financeiros sólidos, expansão internacional e uma base de clientes que supera 122 milhões, o banco digital busca agora equilibrar flexibilidade e convivência presencial — ingredientes-chave para continuar liderando o setor financeiro na América Latina.
Ao alinhar humanidade, tecnologia e propósito, o Nubank reafirma seu papel como referência global em inovação corporativa e como uma das empresas que mais moldam o futuro do trabalho no Brasil e no mundo.
Não perca nenhuma oportunidade de crédito e pagamento: acesse agora nossas últimas notícias no Seu Crédito Digital.
Pode ser do seu interesse:
