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Nunes Marques critica extensão do horário de votação e aponta dificuldades na apuração

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 4 min de leitura
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, afirmou que a ampliação do horário de votação no segundo turno provocou dificuldades operacionais para a Justiça Eleitoral. Segundo ele, porém, a atuação dos profissionais responsáveis pela estrutura técnica do tribunal permitiu superar os problemas sem comprometer a contagem dos votos.

A declaração foi feita após a divulgação do resultado eleitoral e trouxe à tona o debate sobre a decisão de manter as seções eleitorais abertas por mais duas horas. A medida, atribuída ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu o encerramento da votação às 19h.

Ao comentar o episódio, Nunes Marques rejeitou a avaliação de que teria demorado a tomar uma decisão sobre a situação. O presidente do TSE também destacou o trabalho das equipes envolvidas na operação eleitoral, especialmente diante das dificuldades registradas na reta final do pleito.

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Crédito: Luiz Roberto/TSE

A mudança no horário de encerramento das urnas alterou a programação inicialmente prevista para o segundo turno. Em uma eleição nacional, esse tipo de decisão exige coordenação entre diferentes setores, incluindo os responsáveis pela organização das seções, pelo suporte aos mesários, pelo transporte de materiais e pelo processamento dos resultados.

Quando o funcionamento das seções se estende além do período planejado, as equipes precisam adaptar procedimentos e horários. Dependendo das circunstâncias, isso pode exigir comunicação adicional entre a Justiça Eleitoral e os locais de votação.

Foi nesse contexto que Nunes Marques afirmou que a prorrogação provocou dificuldades. A crítica se concentrou nos efeitos operacionais da medida, embora o presidente do tribunal tenha ressaltado que os problemas foram contornados.

Decisão de manter as urnas abertas até as 19h

A decisão atribuída a Cristiano Zanin, ministro do STF, estabeleceu a extensão do período de votação em duas horas. A iniciativa interferiu no planejamento operacional da Justiça Eleitoral e levou a questionamentos sobre a condução do processo decisório.

Nunes Marques negou que tenha demorado a se posicionar. Ao defender sua atuação, procurou afastar a ideia de que uma eventual demora da presidência do TSE teria prejudicado o andamento da eleição.

A controvérsia evidencia a importância da comunicação entre as instituições responsáveis por decisões que afetam diretamente a organização de uma votação. Em situações excepcionais, orientações claras e divulgadas com antecedência ajudam a reduzir dúvidas entre eleitores, mesários e servidores.

TSE afirma que dificuldades não prejudicaram a apuração

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© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Apesar das críticas à ampliação do horário, o presidente do TSE afirmou que a apuração avançou graças às providências adotadas e à capacidade técnica das equipes do tribunal.

A contagem dos votos depende de uma estrutura organizada para receber, processar e consolidar os resultados enviados pelas seções eleitorais. Por isso, mudanças no funcionamento dos locais de votação podem exigir ajustes logísticos sem necessariamente impedir a divulgação dos resultados.

Segundo Nunes Marques, a atuação dos profissionais da Justiça Eleitoral foi decisiva para superar os obstáculos. A declaração indica que, na avaliação da presidência do tribunal, as dificuldades operacionais não chegaram a comprometer a apuração.

É importante, contudo, distinguir os problemas relacionados à organização do pleito de eventuais falhas na contagem dos votos. A existência de dificuldades administrativas não significa, por si só, que os resultados tenham sido alterados ou que a apuração tenha perdido sua confiabilidade.

Qual é o papel da equipe técnica da Justiça Eleitoral?

A estrutura técnica da Justiça Eleitoral reúne profissionais responsáveis pelo funcionamento dos sistemas utilizados nas eleições e pelo suporte necessário à realização da votação e à totalização dos resultados.

Essas equipes atuam para manter os procedimentos em funcionamento, solucionar problemas operacionais e garantir que os dados sejam processados de acordo com as regras eleitorais. Em um pleito com milhões de eleitores, a coordenação entre as unidades locais e os órgãos centrais é fundamental.

A manifestação de Nunes Marques destacou justamente essa capacidade de resposta. Ao atribuir o avanço da apuração ao trabalho técnico, o presidente do TSE procurou demonstrar que a estrutura eleitoral conseguiu absorver os efeitos da mudança de horário.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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