Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Oi (OIBR3): gestor contesta alegação de valor irrisório na venda

Gestor judicial da Oi contesta alegações de venda por valor irrisório da V.tal e reforça regras do edital com preço mínimo à vista.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Oi

A Oi (OIBR3) voltou ao centro das atenções do mercado após questionamentos de credores sobre o processo de venda de sua participação na V.tal, empresa de infraestrutura de fibra óptica. Representados pela administradora UMB Bank, os credores levaram à Justiça críticas aos termos do edital, especialmente em relação ao prazo do certame e ao risco de o ativo ser alienado por um valor abaixo do considerado adequado.

O argumento central é que o período estabelecido para a apresentação de propostas seria curto, o que poderia afastar potenciais interessados e pressionar os lances para baixo. Na avaliação dos credores, esse cenário poderia resultar em ofertas inferiores à expectativa mínima estipulada para o negócio.

Papel do gestor judicial na reestruturação da companhia

Leia mais: Governo e operadoras ampliam 4g para zonas rurais em 2026

Desde o afastamento da antiga diretoria, a Oi está sob a gestão judicial conduzida por Bruno Rezende, do escritório Preserva Ação. A atuação do gestor tem como objetivo preservar o valor dos ativos da companhia e garantir que o processo de recuperação judicial siga parâmetros legais e econômicos compatíveis.

Nesse contexto, Rezende se manifestou publicamente para rebater as alegações apresentadas, defendendo que o processo de venda foi estruturado para evitar justamente a diluição do valor do ativo.

Regras do edital e preço mínimo estabelecido

De acordo com o gestor judicial, o edital da alienação da participação da Oi na V.tal estabelece um preço mínimo de R$ 12,3 bilhões. Esse valor deve ser pago integralmente à vista pelo eventual comprador, em moeda corrente nacional.

Vedação a pagamentos parcelados ou compensações

O regulamento do certame não permite propostas com pagamento diferido nem o uso de crédito, ativos, compensações ou qualquer outra forma alternativa de contrapartida. A exigência de liquidação integral à vista busca reduzir riscos financeiros e assegurar previsibilidade ao caixa da Oi durante o processo de reestruturação.

Impacto dessa exigência para o mercado

Na prática, essa condição limita o perfil de interessados a investidores com elevada capacidade financeira, como fundos de infraestrutura, grandes operadoras ou consórcios. Por outro lado, aumenta a segurança jurídica e econômica da operação, ponto frequentemente observado em processos de recuperação judicial no Brasil.

Contestação à alegação de valor irrisório

O gestor judicial classificou como equivocada a afirmação de que o ativo estaria sendo vendido por valor irrisório. Segundo ele, a crítica não apresenta fundamentação técnica capaz de sustentar a tese de subavaliação, especialmente diante da existência de um preço mínimo definido e de regras rígidas para o pagamento.

Na avaliação da gestão atual, o desenho do processo busca equilibrar agilidade, necessária para o avanço da recuperação judicial, com a preservação do valor econômico da participação na V.tal.

O que observar como investidor em OIBR3?

Para o investidor pessoa física que acompanha OIBR3 na B3, o episódio reforça alguns pontos de atenção:

  • o andamento da recuperação judicial continua sendo o principal fator de risco do papel
  • a venda de ativos estratégicos, como a participação na V.tal, é crucial para a redução do endividamento
  • disputas judiciais com credores podem gerar volatilidade no curto prazo, mas não necessariamente alteram o valor de referência dos ativos

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

A análise de comunicados oficiais, decisões judiciais e atualizações da administração judicial é essencial para quem avalia exposição às ações da companhia.

FAQ

Por que os credores da Oi questionaram a venda da participação na V.tal?
Os credores alegam que o prazo do processo de venda é curto e pode limitar a concorrência, reduzindo o número de interessados e pressionando as ofertas para baixo.

Qual é o valor mínimo definido para a venda da participação da Oi na V.tal?
O edital estabelece preço mínimo de R$ 12,3 bilhões, valor que deve ser pago integralmente à vista pelo comprador.

A venda da V.tal pode ser feita com pagamento parcelado ou uso de crédito?
Não. O regulamento veda pagamento parcelado, uso de financiamentos, compensações ou qualquer forma que não seja moeda corrente nacional à vista.

Quem está administrando a Oi durante a recuperação judicial?
A empresa está sob gestão judicial de Bruno Rezende, do escritório Preserva Ação, após o afastamento da antiga diretoria.

Considerações finais

A controvérsia entre a gestão judicial da Oi e parte de seus credores evidencia a complexidade do processo de recuperação judicial e a sensibilidade em torno da venda de ativos relevantes. Ao reforçar a existência de preço mínimo e pagamento à vista, a administração busca afastar a percepção de liquidação por valores depreciados, enquanto o debate jurídico segue como parte natural desse tipo de reestruturação empresarial.

Não perca nenhuma oportunidade de crédito e pagamento: acesse agora nossas últimas notícias no Seu Crédito Digital.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

Topicos relacionados