Pacote de ajuda dos bancos exclui dívidas no cheque especial e cartão de crédito

Pacote de ajuda dos bancos exclui dívidas no cheque especial e cartão de crédito. As modalidades de financiamento mais caras da economia, primeiramente, ficaram de fora do pacote anunciado pelos principais bancos com o objetivo de apoiar a economia durante a pandemia do novo coronavírus. Os bancos prorrogaram as dívidas por 60 dias para pessoas físicas, micro e pequenas empresas.

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A prorrogação já está sendo praticada pelos cinco principais instituições associadas à Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) – Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander. Entretanto, elas só poderão ser aplicadas nos contratos que estejam em dia e limitados aos valores já utilizados pelos clientes.

De acordo com os bancos privados Itáu, Santander e Bradesco, o adiamento das parcelas já é possível contratar, sendo que não é automático.

Como contratar

Para contratar, você precisa entrar em contato com o gerente da conta e solicitar a prorrogação, que será aplicada apenas uma parcela por produto contratado.

Já para as pessoas físicas, ela poderão abarcar linhas de empréstimo pessoal, de crédito imobiliário e para aquisição de veículos. Para as pequenas, a medida será destinada apenas para financiamento de capital de giro, linha que é utilizada para empreendedores para garantir fluxo de caixa.

Pacote exclui dívidas no cheque especial e cartão de crédito

Embora 80% das famílias estejam endividadas no país devido ao cartão de crédito e o cheque especial, eles não serão contemplados pelos bancos, segundo acompanhamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) criticou a medida. “Um pacote de medida que auxiliasse o consumidor deveria se preocupar com o cartão de crédito e o cheque especial, já que são nesses produtos que os brasileiros com dívidas estão pendurados hoje em dia”, disse a economista da Idec, Ione Amorim.

O presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi) Joseph Couri, o pacote deve se reverter em aumento de inadimplência entre os empresários. “Vai encavalar os pagamentos e o empresário, no meio da crise, daqui a 60 dias dificilmente terá dinheiro novo para pagar o financiamento”, destaca. “Em fevereiro, antes dessa crise, 89% das empresas diziam não terem capital de giro para mais de um mês e meio. Imagine daqui a pouco”, afirma.

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Imagem: Nattakorn_Maneerat/Shutterstock.

Luiz Felipe Kesslerhttps://seucreditodigital.com.br/author/kessler/
Entusiasta de fintechs e tudo o que a tecnologia proporciona de facilidades em nossas vidas. Graduado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Co-Fundador do site Seu Crédito Digital.
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