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Parcelamento sem juros com cartão de crédito vai acabar?

Os bancos querem acabar com o parcelamento sem juros? Descubra as propostas das financeiras e como isso impacta o consumidor.

Raquel MorettoPor Raquel Moretto2 min de leitura
Imagem de uma pessoa passando o cartão em uma maquininha de cartão de crédito esticada por outra vagas de emprego

No universo das finanças pessoais, o uso de cartões de crédito representa um papel importante na economia do país. Esse percentual representativo vem, em grande parte, do chamado “parcelado sem juros” ou parcelado lojista.

Conforme dados do Banco Central, o volume de transações de cartão de crédito em 2022 correspondeu a uma fatia de 20% do PIB nacional. Ademais, a estatística é de que a cada R$ 2 gastos em compras com cartão de crédito, aproximadamente R$ 1 é pelo parcelamento sem juro

Mesmo com esse sucesso aparente do parcelamento sem juros, ele não é uma unanimidade no meio financeiro. Os bancos, por exemplo, são instituições que veem essa modalidade de forma crítica. Inclusive, apontam o parcelamento sem juros como um dos culpados pelos juros do rotativo altos.

Quais as soluções propostas pelos bancos?

Entre as soluções aventadas pelos bancos, a principal é o aumento do rol de tarifas cobradas. No caso das compras com cartão, existe uma tarifa pouco conhecida pelo consumidor: a tarifa de intercâmbio. Esse valor, cobrado a cada transação com cartão e pago pelo comerciante ao banco, acaba sendo embutido em cada pagamento e repassado ao consumidor.

Outra solução proposta pelos bancos é limitar o número de parcelas oferecidas pelos comerciantes. No entanto, isto representa uma afronta à concorrência e coloca os consumidores em desvantagem.

Parcelamento sem juros versus parcelamento com juros: uma lesão à concorrência?

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De fato, a situação revela um cenário preocupante: ao invés de oferecer produtos competitivos e que garantam aos consumidores melhores condições de pagamento, os bancos buscam mutilar o parcelamento sem juros para que seu parcelamento com juros se torne mais atrativo.

Essa prática pode prejudicar os consumidores e comerciantes. Ademais, a concorrência justa é o único mecanismo capaz de reduzir as taxas de juros abusivas cobradas pelos bancos nos diversos serviços financeiros, incluindo o uso do cartão de crédito.

Imagem: Dragon Images / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

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