A Americanas está passando pela pior crise da sua história desde que anunciou um rombo de mais de R$ 40 bilhões em seu orçamento. Mesmo assim, a empresa está procurando formas para se manter ativa e competitiva no mercado.
Páscoa da Americanas está salva: empresa tomou medida surpreendente
Americanas sai da sua zona de conforto para dar mais segurança aos fornecedores e garantir a Páscoa. Saiba o que ela fez
A Páscoa é um período importante do ano para a varejista, já que nos meses de março e abril 35% do faturamento da empresa vem da venda de chocolates. Por isso, a empresa saiu da sua zona de conforto para garantir o fornecimento do produto.
De acordo com o diretor comercial da Americanas, Aleksandro Pereira, o pagamento dos fornecedores está sendo feito à vista. Assim, a transferência do valor é feita em um dia e a entrega dos itens é no dia seguinte.
Americanas teve que pagar os fornecedores à vista
Ainda de acordo com Aleksandro, o pagamento à vista foi uma exigência dos parceiros frente ao cenário na empresa. Ele afirma que essa é uma situação incomum, já que a Americanas nunca trabalhou dessa forma.
Entretanto, entende que é uma maneira de oferecer mais segurança aos fornecedores e aos clientes de que a Páscoa vai acontecer normalmente. As compras estão sendo feitas semanalmente e a varejista teve que trabalhar para acalmar seus abastecedores.
A lista de dívidas que a Americanas entregou à Justiça apresenta vários fornecedores como credores da empresa. Motivo que levanta dúvidas em relação à capacidade de pagamento da varejista para as compras feitas desde a recuperação judicial.
Apesar da situação delicada, Aleksandro acredita que o acordo foi saudável para todas as partes. As empresas têm a segurança de receber pelo produto que estão entregando e a varejista ganha um desconto pelo pagamento à vista.
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A justiça autorizou que a Americanas pegasse um empréstimo de R$ 2 bilhões para manter a liquidez do caixa da empresa e garantir a continuidade das operações. Deste montante, metade veio dos acionistas.
Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, acionistas de referência da varejista, fizeram o aporte emergencial de R$ 1 bilhão para a empresa.
Imagem: stock-boris / shutterstock.com
