O passaporte brasileiro ganhou destaque em 2026 ao alcançar a 49ª posição no Global Passport Index, levantamento elaborado pela consultoria Global Citizen Solutions para avaliar a força dos documentos de viagem em diferentes dimensões.
O Brasil aparece entre os passaportes mais bem colocados da América Latina e tem como principal vantagem a possibilidade de viajar para grande número de destinos sem a necessidade de solicitar um visto tradicional antes do embarque.
O levantamento, porém, não considera apenas a liberdade de circulação internacional.
Diferentemente de rankings que avaliam exclusivamente quantos países podem ser visitados sem visto, o Global Passport Index combina três pilares: mobilidade internacional, ambiente para investimentos e qualidade de vida.
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Em que posição está o passaporte brasileiro em 2026?

O Brasil ocupa a 49ª posição geral no Global Passport Index 2026.
Nos três indicadores utilizados para formar a classificação, o desempenho brasileiro é:
- 43º lugar em mobilidade ampliada;
- 81º lugar em oportunidades de investimento;
- 36º lugar em qualidade de vida.
O resultado mostra que a força brasileira está concentrada principalmente na facilidade de viajar e nos indicadores ligados às condições de vida.
Já o ambiente econômico para investimentos reduz a posição geral do país.
Brasileiros podem viajar sem visto para 108 países
Segundo a Global Citizen Solutions, o passaporte brasileiro permite entrada sem visto prévio em 108 países.
Entre os destinos estão países da América do Sul, da Europa e da Ásia.
Brasileiros podem entrar sem visto tradicional, por exemplo, em países como Alemanha, França, Itália, Japão, China, Argentina, Chile e Colômbia, respeitados os limites de permanência e as regras específicas de cada destino.
Quando também são considerados destinos com visto na chegada, autorização eletrônica ou outros regimes facilitados, o alcance internacional fica ainda maior.
A consultoria contabiliza acesso total facilitado a 176 destinos, embora as exigências variem entre eles.
Viajar sem visto não significa entrar automaticamente
Ter dispensa de visto não elimina todas as exigências migratórias.
O viajante ainda pode precisar apresentar:
- passaporte válido;
- passagem de retorno;
- comprovante de hospedagem;
- recursos financeiros suficientes;
- seguro-viagem, dependendo do país;
- autorização eletrônica exigida pelo destino.
A decisão final de entrada continua pertencendo às autoridades migratórias do país visitado.
Por isso, antes de viajar, é importante consultar as exigências oficiais atualizadas.
Mobilidade é um dos pontos fortes do Brasil
O indicador de mobilidade ampliada possui o maior peso na classificação da Global Citizen Solutions.
Ele representa 50% da nota geral.
O índice não analisa somente a existência ou não de visto. Também considera a atratividade dos países aos quais determinado passaporte oferece acesso facilitado.
Nesse critério, o Brasil aparece na 43ª posição mundial.
A posição relativamente alta é resultado da ampla rede de acordos e das condições de entrada oferecidas a brasileiros em diversos países.
Qualidade de vida ajuda o passaporte brasileiro
Outro resultado positivo está no indicador de qualidade de vida.
O Brasil ocupa a 36ª colocação nesse quesito.
Esse componente representa 25% da classificação geral e leva em consideração seis fatores principais:
- desenvolvimento sustentável;
- custo de vida;
- liberdade;
- felicidade;
- desempenho ambiental;
- aceitação de migrantes.
A metodologia busca avaliar não apenas as vantagens de viajar com determinado documento, mas também as condições associadas à cidadania daquele país.
Investimentos derrubam posição brasileira
O ponto mais fraco do Brasil é o Investment Index.
Nesse ranking específico, o país aparece na 81ª posição, com pontuação de 43,9.
O indicador representa 25% da nota geral.
A metodologia considera três grandes fatores:
- competitividade e inovação do mercado;
- renda nacional bruta per capita;
- nível de tributação individual.
Países com economias mais ricas, ambientes empresariais competitivos e tributação considerada mais favorável tendem a alcançar posições superiores.
Assim, mesmo com bom desempenho em mobilidade, o resultado econômico limita o avanço brasileiro na classificação geral.
Ranking não mede apenas a força para turismo
Essa característica é importante para entender por que o Brasil pode aparecer em posições diferentes dependendo da lista consultada.
Existem rankings internacionais que consideram basicamente a quantidade de destinos acessíveis sem visto.
O Global Passport Index utiliza uma metodologia diferente.
O peso é dividido da seguinte forma:
- mobilidade ampliada: 50%;
- investimento: 25%;
- qualidade de vida: 25%.
Por isso, comparar diretamente a 49ª posição brasileira com outro índice que use apenas isenção de vistos pode levar a conclusões incorretas.
Quais são os passaportes mais fortes do mundo em 2026?
A Europa domina as primeiras posições do Global Passport Index.
A Suécia ocupa o primeiro lugar pelo terceiro ano consecutivo, com pontuação geral de 96,05.
Na sequência aparecem:
- Suécia;
- Suíça;
- Finlândia;
- Alemanha;
- Países Baixos.
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A edição de 2026 mostra forte domínio europeu entre os documentos mais bem classificados.
Singapura é um dos principais representantes de fora da Europa e se destaca especialmente no quesito mobilidade.
Por que a Suécia lidera?
A liderança sueca não depende apenas do número de destinos acessíveis.
O país apresenta desempenho elevado nos três pilares usados pelo índice.
A Suécia combina boa mobilidade internacional, condições favoráveis de qualidade de vida e resultados competitivos nos demais indicadores considerados pela metodologia.
Esse equilíbrio permite que o passaporte fique acima de documentos que eventualmente oferecem acesso sem visto a quantidade semelhante de países.
O passaporte brasileiro é forte?
Considerando o universo avaliado, o documento brasileiro apresenta um desempenho relevante.
A edição de 2026 analisa aproximadamente 200 países e territórios, e o Brasil permanece na parte superior da classificação.
Seu principal benefício prático para o cidadão comum é a ampla mobilidade internacional.
Para turismo e viagens de curta duração, brasileiros conseguem acessar grande parte da América do Sul e numerosos destinos europeus e asiáticos sem enfrentar previamente um processo convencional de visto.
Países importantes ainda exigem autorização
Apesar da ampla mobilidade, existem destinos relevantes nos quais brasileiros continuam enfrentando exigências adicionais.

Os Estados Unidos, por exemplo, ainda exigem visto para brasileiros em viagens comuns de turismo ou negócios.
Canadá e Austrália também possuem regras próprias de autorização ou visto conforme o perfil do viajante.
Por isso, os 108 destinos sem visto não significam liberdade irrestrita de entrada em qualquer país.
Passaporte forte facilita viagens, mas não substitui planejamento
A posição no ranking pode ser uma referência útil para comparar a facilidade de circulação internacional proporcionada por diferentes cidadanias.
Na prática, porém, o viajante precisa verificar as regras específicas do destino.
Exigências migratórias podem mudar rapidamente por decisões diplomáticas, políticas de segurança ou implantação de sistemas eletrônicos de autorização.
Também existem diferenças entre turismo, trabalho, estudo e residência.
A dispensa de visto para uma viagem curta não significa autorização para morar ou trabalhar naquele país.
Brasil se destaca principalmente pela mobilidade
O resultado de 2026 deixa claro que a maior vantagem do passaporte brasileiro continua sendo a liberdade de circulação.
A 43ª colocação no indicador de mobilidade e a possibilidade de entrar sem visto prévio em 108 países colocam o documento brasileiro em posição confortável para quem viaja internacionalmente.
Ao mesmo tempo, a 81ª posição no indicador de investimentos mostra que a força de um passaporte, segundo a metodologia da Global Citizen Solutions, envolve muito mais do que aeroportos e fronteiras.
Com a combinação dos três fatores, o Brasil chega à 49ª posição mundial em 2026 e mantém um documento com amplo alcance internacional, mesmo ainda distante dos líderes europeus.



