Três influenciadoras digitais, conhecidas como as “Patricinhas do Tigrinho”, estão no centro de uma investigação policial que revelou um suposto esquema de estelionato, exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro.
Patricinhas do Tigrinho: conheça as influenciadoras investigadas em operação em Goiás
Influenciadoras conhecidas como "Patricinhas do Tigrinho" são investigadas por estelionato e lavagem de dinheiro.
A operação “Garras Virtuais”, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás, trouxe à tona indícios de crimes financeiros e gerou um forte impacto nas plataformas digitais. Entenda os desdobramentos do caso.
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Quem são as Patricinhas do Tigrinho?
O grupo é composto por três influenciadoras digitais: Carol de Souza, Aline Reis e Tawane Alexandra, todas com grande visibilidade nas redes sociais. Juntas, somam mais de 600 mil seguidores no Instagram, onde exibiam um estilo de vida luxuoso, com viagens frequentes e aquisições de itens de grife.
A ostentação, no entanto, chamou a atenção das autoridades, que decidiram investigar a origem dos bens. Segundo a Polícia Civil, as três influenciadoras são suspeitas de explorar jogos de azar, cometer estelionato e lavar dinheiro obtido ilegalmente.
O título de “Patricinhas do Tigrinho” faz referência a um dos supostos esquemas utilizados pelas investigadas: o “jogo do tigrinho”, conhecido por atrair pessoas em busca de ganhos fáceis.
O que é a operação “Garras Virtuais”

A operação “Garras Virtuais” foi deflagrada pela Polícia Civil de Goiás na última sexta-feira, com o objetivo de desarticular o suposto esquema criminoso. Agentes do Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais (Gepatri) de Luziânia cumpriram mandados de busca e apreensão nos endereços das investigadas, localizados em Luziânia (GO), Cristalina (GO) e São José dos Campos (SP).
Durante as buscas, a polícia apreendeu uma série de itens de alto valor, como veículos de luxo, bolsas e calçados de grife. Além disso, houve a determinação de bloqueio de bens das investigadas, visando evitar que o patrimônio obtido de forma ilícita fosse transferido ou ocultado.
De acordo com o delegado Rony Loureiro, a operação foi motivada pelo aumento de registros de pessoas viciadas em jogos de azar online. Para ele, as influenciadoras estariam usando a internet para promover o jogo e atrair mais participantes, o que configura crime de incitação ao jogo de azar.
O papel das redes sociais no suposto esquema
As redes sociais desempenharam um papel fundamental no esquema das Patricinhas do Tigrinho. De acordo com as autoridades, as influenciadoras usavam seus perfis para exibir uma rotina de luxo, publicando fotos de viagens internacionais, compras em lojas de grife e carros de luxo.
A intenção, segundo os investigadores, seria atrair a atenção de seus seguidores e apresentar uma “vida de sucesso” associada aos ganhos obtidos nos jogos de azar.
Essa estratégia de “ostentação” é comum em esquemas de estelionato, pois leva as vítimas a acreditar que também podem alcançar o mesmo padrão de vida ao participar dos jogos.
Aline Reis e a relação com o Bolsa Família
Outro ponto que chamou a atenção na investigação foi o vínculo de Aline Reis com o programa Bolsa Família. Segundo o delegado Rony Loureiro, a influenciadora recebeu cerca de R$ 4,5 mil do programa de assistência social até abril de 2024.
A descoberta gerou ainda mais polêmica, já que o Bolsa Família é destinado a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Para as autoridades, o fato de Aline Reis receber o benefício enquanto exibia um estilo de vida luxuoso reforça as suspeitas de irregularidades no seu padrão de consumo.
Bens apreendidos e bloqueio patrimonial
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+311 mil seguidores
Durante a operação, diversos bens de alto valor foram apreendidos, incluindo:
- Veículos de luxo;
- Bolsas e sapatos de marcas internacionais;
- Eletrônicos e outros itens de alto custo.
Adicionalmente, o bloqueio de contas bancárias e bens das investigadas foi determinado. Essa medida visa garantir que os recursos supostamente obtidos de forma ilícita não sejam ocultados ou transferidos para terceiros.
Desdobramentos da investigação
O inquérito policial segue em andamento, e as autoridades ainda não divulgaram a data para a conclusão do processo. Não foram emitidos mandados de prisão, mas as investigadas estão sendo monitoradas.
O delegado responsável afirmou que as provas coletadas durante as buscas serão analisadas, e as influenciadoras poderão ser indiciadas por estelionato, lavagem de dinheiro e incitação ao jogo de azar.
Tentativa de contato com as influenciadoras
O O GLOBO informou que tentou entrar em contato com as três influenciadoras investigadas, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.
O veículo destacou que o espaço permanece aberto para eventuais manifestações das investigadas.
Fonte: O GLOBO
