Motoristas que passam com frequência pela BR-163 em Mato Grosso do Sul podem reduzir de forma expressiva o valor gasto com pedágio. A atual estrutura tarifária prevê desconto imediato de 5% para quem utiliza TAG e reduções progressivas que podem chegar a 93% para veículos leves.
O benefício faz parte do contrato otimizado de concessão da BR-163/MS, em vigor desde agosto de 2025, e continua válido em 2026. Motociclistas contam ainda com uma vantagem adicional: estão totalmente isentos das tarifas nas praças administradas pela Motiva Pantanal.
A economia pode ser especialmente relevante para trabalhadores, moradores de cidades próximas às praças de pedágio e motoristas que percorrem diariamente o mesmo trecho da rodovia.
Leia mais:
Motoristas podem ter pedágio zero em rodovias com menor fluxo de veículos
Como funciona o desconto de 5% no pedágio da BR-163/MS

O primeiro benefício é o chamado Desconto Básico de Tarifa, conhecido pela sigla DBT.
Ele oferece uma redução automática de 5% para veículos que utilizam pagamento eletrônico por TAG. A regra permanece em vigor mesmo após o reajuste das tarifas realizado em agosto de 2026.
Na prática, não é necessário acumular viagens para receber essa primeira redução.
O motorista que possui uma TAG habilitada e utiliza a cobrança automática já paga um valor menor do que aquele cobrado nas cabines convencionais.
O desconto também evita a necessidade de parar para realizar o pagamento manualmente, reduzindo o tempo gasto na praça.
Desconto de usuário frequente pode chegar a 93%
Quem percorre constantemente o mesmo caminho pode economizar ainda mais por meio do Desconto de Usuário Frequente, o DUF.
O mecanismo foi criado para veículos leves que utilizam TAG e passam repetidamente pela mesma praça de pedágio.
A redução começa a ser calculada a partir da segunda passagem pela mesma praça, considerando o mesmo sentido e o mesmo mês. A cada nova passagem válida, o valor pode diminuir progressivamente.
O percentual efetivo não é igual em todas as praças.
Cada ponto de cobrança possui um Percentual de Desconto Unitário próprio, definido de acordo com critérios previstos no contrato da concessão.
Por isso, a economia máxima pode variar de um local para outro.
Nas situações mais vantajosas, o desconto chega a 93%.
A partir da 30ª passagem motorista chega à tarifa mínima
Um dos pontos mais importantes do DUF aparece para quem realiza muitas viagens no decorrer do mês.
Segundo as regras da concessionária, a partir da 30ª passagem válida pela mesma praça, no mesmo sentido e dentro daquele mês, o usuário passa a pagar a tarifa mínima prevista para o local.
Isso significa que o benefício favorece principalmente pessoas que fazem deslocamentos recorrentes.
Um trabalhador que atravesse determinada praça para ir ao serviço e depois faça o percurso inverso, por exemplo, acumula as passagens separadamente em cada sentido.
Esse detalhe é fundamental para entender o cálculo.
Passagens em sentidos diferentes não entram na mesma contagem
O DUF não considera simplesmente o número total de vezes em que o veículo cruzou a praça.
A contagem é feita separadamente de acordo com o sentido da viagem.
Imagine que um motorista atravesse uma determinada praça 20 vezes no sentido norte e outras 20 vezes no sentido sul durante o mesmo mês.
Para o cálculo do desconto, serão consideradas duas sequências distintas de 20 passagens, e não uma única sequência de 40.
A regra existe porque o benefício é vinculado à mesma praça, ao mesmo sentido e ao período mensal.
Contagem do desconto recomeça todo mês
Outro ponto que pode causar confusão é a renovação do ciclo.
As passagens não são acumuladas indefinidamente.
Quando começa um novo mês, a contagem do DUF é zerada e o motorista inicia novamente a progressão de descontos.
Se o usuário chegou à tarifa mínima no fim de agosto, por exemplo, isso não significa que continuará pagando o menor valor na primeira viagem realizada em setembro.
O cálculo recomeça no novo período.
Por isso, o maior benefício aparece justamente para quem concentra várias passagens em uma mesma praça durante um único mês.
É preciso fazer cadastro para receber o DUF?
Uma das vantagens do sistema é a automatização.
A concessionária informa que veículos leves que utilizam TAG entram automaticamente no mecanismo do Desconto de Usuário Frequente.
Não é necessário parar na praça para pedir a redução a cada viagem.
O próprio sistema identifica a placa e a TAG, registra as passagens elegíveis e aplica os percentuais correspondentes.
A principal exigência é utilizar uma TAG aceita no sistema de cobrança automática.
Reajuste do pedágio em agosto de 2026 não acabou com os descontos
As tarifas da BR-163/MS passaram por uma atualização recente.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou novos valores com vigência a partir de 5 de agosto de 2026 nas nove praças de pedágio administradas pela Motiva Pantanal.
O reajuste considerou atualização monetária de 5,16%, calculada pela variação do IPCA, além da aplicação de um degrau tarifário previsto no contrato repactuado.
Mesmo com a alteração dos valores básicos, os benefícios para quem utiliza TAG foram mantidos.
A própria concessionária confirmou, ao anunciar as tarifas de agosto de 2026, a continuidade do DBT de 5% e do desconto progressivo para veículos leves.
Isso é importante porque valores divulgados em tabelas anteriores a 5 de agosto de 2026 podem já não representar a tarifa cheia atualmente cobrada.
Motocicletas não pagam pedágio na BR-163/MS
Para motociclistas, a economia é ainda maior.
Desde a implementação das novas condições da concessão, motocicletas ficaram totalmente isentas do pagamento de pedágio nas praças da BR-163/MS administradas pela Motiva Pantanal.
A gratuidade não depende da quantidade de viagens realizadas.
A concessionária também informa que as praças possuem passagem específica para motos, buscando tornar a travessia mais segura e rápida.
Assim, enquanto automóveis precisam da TAG para obter os descontos previstos no DBT e no DUF, motociclistas não pagam a tarifa.
Quais veículos podem receber o desconto progressivo?
O DUF é direcionado principalmente aos veículos leves que utilizam o sistema automático de pagamento.
Nesse grupo entram, em regra, automóveis de passeio e outros veículos classificados dentro da categoria leve prevista no sistema tarifário da concessão.
O desconto de usuário frequente não deve ser confundido com políticas comerciais oferecidas pelas próprias empresas de TAG.
Uma operadora pode oferecer benefícios adicionais conforme o plano contratado pelo cliente, mas eles são separados dos descontos estabelecidos pelo contrato da BR-163/MS.
O DBT e o DUF são mecanismos da própria concessão.
Quem mais pode economizar com o desconto?
O modelo favorece principalmente motoristas que utilizam a BR-163/MS como parte de um deslocamento habitual.
É o caso de pessoas que moram em uma cidade e trabalham em outra, profissionais que percorrem diariamente trechos da rodovia e moradores de regiões próximas às praças de pedágio.
Quanto maior a frequência de passagens válidas em uma mesma praça e sentido dentro do mês, maior tende a ser a redução.
Para quem percorre a rodovia apenas ocasionalmente, a principal vantagem costuma ser o desconto básico de 5% obtido com a TAG.
Já o DUF passa a ter maior peso à medida que o número de viagens aumenta.
BR-163/MS possui nove praças de pedágio
A concessão administrada pela Motiva Pantanal abrange aproximadamente 845,9 quilômetros da BR-163 em Mato Grosso do Sul, entre a divisa com Mato Grosso e a divisa com o Paraná.
Atualmente, nove praças de pedágio integram o trecho concedido.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
O novo contrato de concessão também prevê uma ampla carteira de investimentos.
Segundo a ANTT, estão previstos R$ 9,31 bilhões em investimentos na rodovia, considerando a data-base definida no contrato.
Entre as intervenções estão duplicações, implantação de faixas adicionais, marginais, melhorias operacionais e outras obras de modernização.
Mais de 200 quilômetros da rodovia devem ser duplicados
O contrato otimizado prevê aproximadamente 203 quilômetros de duplicações, além de 147 quilômetros de faixas adicionais e 23 quilômetros de marginais.
Também estão previstos contornos urbanos, melhorias em acessos e dispositivos rodoviários, pontos de parada e descanso para caminhoneiros e expansão da infraestrutura tecnológica.
A concessionária informou em agosto de 2026 que já havia aplicado mais de R$ 700 milhões durante o primeiro ano dessa nova etapa contratual.
O plano está distribuído pelos próximos anos da concessão.
Como passar pelo pedágio usando TAG
O motorista precisa possuir um dispositivo de pagamento automático compatível com a rodovia.
A TAG normalmente é instalada no para-brisa e vinculada a uma conta ou forma de pagamento.
Quando o veículo passa pela pista automática, o sistema identifica o dispositivo e registra a cobrança.
Nas praças da BR-163/MS, usuários de TAG recebem o DBT e, quando atendem às condições, entram também no cálculo progressivo do DUF.
Por isso, quem atravessa frequentemente a rodovia deve acompanhar a fatura da própria operadora para verificar os valores cobrados.
É possível pagar o pedágio sem TAG?

Sim.
Quem não utiliza pagamento automático pode passar pelas cabines manuais.
A concessionária informa que essas cabines aceitam dinheiro e cartões de crédito ou débito por aproximação. Também existem totens de autoatendimento para pagamentos com cartão em pontos da operação.
A diferença é que o motorista sem TAG não recebe o desconto básico de 5% nem participa do DUF.
Para usuários frequentes, portanto, a escolha do pagamento automático pode produzir uma diferença relevante no orçamento mensal.
Como calcular se a TAG realmente compensa
Antes de contratar uma TAG apenas para conseguir o desconto, é importante considerar também o custo cobrado pela operadora.
Algumas empresas trabalham com mensalidade, enquanto outras oferecem planos diferentes conforme o perfil de utilização.
O motorista pode somar quanto gasta normalmente em pedágios durante um mês e comparar esse valor com a economia potencial.
Uma pessoa que atravessa diariamente determinada praça tem maior probabilidade de recuperar rapidamente um eventual custo da TAG devido à combinação do desconto básico com o DUF.
Já quem utiliza a BR-163/MS poucas vezes por ano deve comparar os custos antes de escolher um plano.
Regras principais do desconto na BR-163/MS
Para evitar confusão, o motorista deve guardar cinco pontos principais:
- é necessário utilizar TAG para receber os descontos;
- o DBT reduz a tarifa inicialmente em 5%;
- o DUF é voltado a veículos leves e cresce conforme a frequência;
- as passagens precisam ocorrer na mesma praça e no mesmo sentido;
- a contagem é reiniciada no começo de cada mês.
A partir da segunda passagem elegível, começa a progressão do DUF e, depois da 30ª passagem mensal no mesmo sentido, o motorista chega à tarifa mínima prevista para aquela praça.
Como consultar os valores atualizados do pedágio
Como houve reajuste em 5 de agosto de 2026, o motorista deve ter cuidado ao consultar tabelas antigas disponíveis na internet.
Os valores básicos mudaram, mas as políticas de desconto continuam válidas.
A Motiva Pantanal mantém informações sobre tarifas, pedágios e condições da rodovia em seus canais oficiais.
Também é possível entrar em contato pelo telefone 0800 648 0163, que funciona inclusive para ligações de celulares e atendimento por WhatsApp.
Para o motorista que utiliza a BR-163/MS regularmente, a principal conclusão é que pagar a tarifa cheia em todas as viagens pode não ser necessário. Com uma TAG habilitada, o desconto começa em 5% e, dependendo da frequência e da praça utilizada, pode chegar a 93%.
No caso dos motociclistas, nem mesmo a TAG é necessária para obter redução: a tarifa nas praças administradas pela Motiva Pantanal é totalmente isenta.



