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Pedido de benefícios dispara e governo quer mudar abono e seguro-desemprego

Crescimento nos pedidos de benefícios leva governo a propor mudanças no abono e seguro-desemprego. Saiba mais sobre as alterações.

Gabriela Ferraz CamargoPor Gabriela Ferraz Camargo3 min de leitura
Na imagem, mesa com calculadora, cofre de porquinho e dois blocos de madeira com as palavras seguro desemprego.

Recentemente, uma notícia tem ocupado espaço nos debates econômicos do Brasil. O governo federal avalia possíveis mudanças nas políticas de seguro-desemprego e abono salarial, conhecido como abono do PIS. Essas mudanças surgem como uma estratégia para atingir o déficit zero nas contas públicas até 2025, uma promessa audaciosa que exige revisões substanciais nos gastos atuais.

O custo desses dois benefícios essenciais quase triplicou nos últimos quatorze anos. Conforme dados do Tesouro Nacional, as despesas saltaram de R$ 26,9 bilhões em 2009 para impressionantes R$ 72,9 bilhões em 2023. Esse aumento significativo colocou os benefícios sob uma lupa, principalmente em um ambiente de necessidade de cortes orçamentários.

Por que o governo estuda mexer no seguro-desemprego e no abono salarial?

Palavras "seguro- desemprego" escritas em blocos de madeira ao lado de um cofre de porquinho e calculadora
seguro-desemprego cancelado ocorre diante de algumas situações

A crescente despesa com esses benefícios, financiados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que atualmente apresenta déficit, tornou-se uma preocupação central para o controle fiscal.

Segundo estimativas, os aportes do Tesouro ao FAT, que este ano devem ficar entre R$ 5 bilhões e R$ 7 bilhões, podem alcançar até R$ 10 bilhões em 2025. Diante deste cenário, a equipe econômica do governo sinaliza a necessidade de desvincular ambos os benefícios do salário mínimo.

Quais são as propostas em estudo?

A ideia de modificar a forma de reajuste desses benefícios apresenta-se com uma promessa de economia, porém mantendo um ganho real acima da inflação, para amenizar resistências. Tradicionalmente, a política de reajuste do salário mínimo leva em conta a inflação e o crescimento do PIB.

Se implementadas, essas mudanças significariam um reajuste menor para o seguro-desemprego e o abono salarial, vinculado apenas parcialmente ao crescimento econômico.

Impacto das mudanças anteriores e perspectivas futuras

Em 2015, durante o governo de Dilma Rousseff, o país já havia testemunhado mudanças nos critérios de elegibilidade para o seguro-desemprego e o ajuste do pagamento do abono salarial para ser proporcional ao tempo de trabalho.

Essas medidas tiveram um papel de mitigar o crescimento dos gastos, porém, com a retomada da valorização do salário mínimo nos últimos anos, os dispêndios voltaram a crescer.

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A dinâmica do mercado de trabalho brasileiro, que envolve alta rotatividade, particularmente em setores como construção civil, agropecuária e serviços, amplifica esses custos. Cada aumento de R$ 1 no salário mínimo implica em mais R$ 12,4 milhões em despesas anuais com seguro-desemprego e R$ 20,4 milhões com o abono salarial.

Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Gabriela Ferraz Camargo

Autor

Gabriela Ferraz Camargo

Gabriela Ferraz Camargo é bacharel em Direito pela Universidade Paulista (UNIP) e atualmente cursa Publicidade e Propaganda na ESAMC (Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação). No portal Seu Crédito Digital, atua como redatora com foco em temas de interesse público, programas sociais, consumo e cotidiano. Sua formação multidisciplinar contribui para a criação de conteúdos claros, úteis e bem estruturados, que ajudam os leitores a tomar decisões mais conscientes no dia a dia.

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