Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Pensão por morte e aposentadoria podem reduzir ainda mais o benefício; veja as regras 🕵️‍♂️

Descubra como a combinação de pensão por morte e aposentadoria pode resultar em um valor reduzido e impactar seu benefício.

Eduardo MendesPor Eduardo Mendes5 min de leitura
pensão e aposentadoria

Você sabia que, ao acumular pensão por morte e aposentadoria, seu benefício total pode ser menor do que você esperava? Essa situação tem pego muitos beneficiários de surpresa, especialmente aqueles que já recebem pensão por morte e estão prestes a se aposentar.

Com as novas regras de acúmulo, os valores podem ser reduzidos drasticamente, dependendo de alguns critérios específicos. Neste artigo, vamos desvendar como essa combinação de benefícios funciona, o que muda nas novas regras e por que o impacto pode ser maior do que se imaginava.

Leia mais:

Aposentado pelo INSS após junho? Confira o pagamento único do 13º salário neste mês!

O que mudou nas regras de acúmulo de pensão e aposentadoria?

aposentadoria, INSS
Imagem: Freepik

Desde a reforma da Previdência, o acúmulo de benefícios foi limitado para evitar que pessoas recebam altos valores de pensões e aposentadorias combinadas.

Antes da mudança, quem tinha direito à pensão por morte e aposentadoria poderia acumular os dois benefícios integralmente, sem nenhuma restrição. Isso permitia que os beneficiários recebessem o valor completo de cada benefício.

Como era antes?

Antes das novas regras, quem recebia pensão por morte e se aposentava podia somar os dois benefícios sem qualquer tipo de redução, o que resultava em uma renda mensal mais significativa.

Esse acúmulo integral não existe mais para aqueles que solicitaram os benefícios depois da reforma da Previdência. Agora, o cálculo considera qual benefício é mais vantajoso e reduz o valor do segundo benefício.

Como funciona a redução dos benefícios na prática?

Para entender como a redução é calculada, é preciso observar três elementos principais:

  1. Escolha do benefício principal: O INSS considera o benefício mais vantajoso como o principal, ou seja, aquele com o valor mais alto.
  2. Aplicação das faixas de redução: O segundo benefício (o de menor valor) passa por uma série de reduções conforme a faixa de valor.
  3. Percentual de redução aplicado: O percentual aplicado ao segundo benefício é determinado conforme uma escala específica. Veja abaixo como funciona essa divisão.

Faixas de Redução: Qual valor você recebe?

Percentuais de redução

A regra das faixas de redução segue uma tabela de percentuais:

  • Para benefícios até um salário mínimo: 100% do valor é mantido
  • Para benefícios entre um e dois salários mínimos: 60% do valor
  • Para benefícios entre dois e três salários mínimos: 40% do valor
  • Para benefícios entre três e quatro salários mínimos: 20% do valor
  • Para benefícios acima de quatro salários mínimos: 10% do valor

Esses percentuais são aplicados ao segundo benefício, ou seja, aquele com valor menor. O benefício mais alto, considerado principal, é mantido integralmente.

Como fica a renda final?

A renda total é calculada somando o valor integral do benefício principal com o valor reduzido do segundo benefício, conforme as faixas descritas acima.

Exemplos práticos para entender melhor

inss aposentados
Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

Para facilitar o entendimento, vamos ilustrar com três exemplos práticos:

Exemplo 1: Pensão maior que a aposentadoria

Joana recebe uma pensão por morte de R$ 2.000, enquanto sua aposentadoria, que será concedida em breve, está estimada em R$ 1.800. Neste caso, o benefício principal será a pensão, pois tem valor mais alto. Sua aposentadoria, de R$ 1.800, será reduzida de acordo com as faixas:

  • Para o valor entre um e dois salários mínimos, a redução será de 60%.
  • O valor final da aposentadoria de Joana será de R$ 1.080 (60% de R$ 1.800).

Portanto, sua renda mensal total será a soma dos R$ 2.000 da pensão com os R$ 1.080 da aposentadoria, totalizando R$ 3.080.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Exemplo 2: Aposentadoria maior que a pensão

Carlos já é aposentado e recebe R$ 3.000. Ao perder sua esposa, ele passa a receber uma pensão por morte de R$ 2.000. Neste caso, o benefício principal será a aposentadoria, e a pensão sofrerá redução:

  • Para o valor entre um e dois salários mínimos, a redução será de 60%.
  • O valor final da pensão será de R$ 1.200 (60% de R$ 2.000).

Assim, a renda mensal total de Carlos será R$ 3.000 + R$ 1.200, ou seja, R$ 4.200.

Exemplo 3: Ambos os benefícios de valor similar

Ana tem direito a uma aposentadoria de R$ 2.200 e recebe uma pensão de R$ 2.000. Neste caso, sua aposentadoria será considerada o benefício principal e será mantida integralmente. A pensão será reduzida da seguinte forma:

  • A pensão de R$ 2.000 será reduzida para R$ 1.200 (60%).

Com isso, a renda mensal de Ana será de R$ 2.200 + R$ 1.200, totalizando R$ 3.400.

O que considerar antes de solicitar a aposentadoria se já recebe pensão?

Quem já recebe pensão por morte e está prestes a se aposentar precisa avaliar o impacto dessa redução. Muitas pessoas que estão próximas de se aposentar ficam surpresas ao saber que não poderão acumular os benefícios integralmente. Essa regra pode fazer com que o valor final recebido seja inferior ao esperado, impactando o planejamento financeiro.

Conclusão: A importância de um bom planejamento

Ao entender as regras de acúmulo e redução de benefícios, é possível planejar melhor a renda e evitar surpresas financeiras. Para aqueles que ainda estão em dúvida sobre qual o impacto exato da redução, uma consulta com especialistas em Previdência pode auxiliar na análise do valor a ser recebido e nas melhores escolhas para o futuro. Essas mudanças são especialmente importantes para quem depende desses benefícios para garantir a segurança financeira.

Portanto, antes de decidir solicitar aposentadoria enquanto recebe pensão por morte, avalie o cenário completo e considere o impacto das reduções, sempre atento às novas regras da Previdência.

Pode ser do seu interesse:

Eduardo Mendes

Autor

Eduardo Mendes

Eduardo Mendes é cofundador do Seu Crédito Digital, especialista em SEO, jornalista e bacharel em Administração de Empresas pela UFRGS. Apaixonado por finanças e empreendedorismo, escreve em blogs desde 2014 e atua criando conteúdos, vídeos e análises para ajudar o público a tomar decisões financeiras mais inteligentes.

Topicos relacionados